Posts Tagged ‘Knowledge’

Natural Ideas and ideas in greenhouse

29 de Dezembro de 2010

(Texto em Português depois deste)

Do you have preference?

We can say that creativity is the basis where innovation is founded, but even this base requires some kind of construction.

We spend a lot of time collecting information and transform it into knowledge and frequently create new knowledge when we develop new perspectives when faced with a problem that arises.

But as new ideas arise we felt need for more information, thereby creating more knowledge and new perspectives emerge.

 

New ideas are stimuli for knowledge creation and foundations to raise the innovation.

This type of power, new ideas/new knowledge, where curiosity has a crucial energy role, makes from whom it serves  an expert in a particular matter. There is a process of growth but also refining that allows the construction of cognitive skills to identify the relevant elements in more complex issues.

It seems to be right, according to Amabile, that certain personality traits facilitate creativity, independence, tolerance to ambiguity or greater acceptance of risk. However any of us can improve their skills in these or other “areas” through training and workout.

There are more two factors that need to be considered for the construction of base of innovation:

The environment or context and motivation!

Intrinsic motivation, which involves the pleasure to perform a task and the sense of responsibility in executing are powerful levers for creativity whether it be during the design, preparation, incubation or implementation.

The environment can be both an inhibitor, when is characterized by the absence of risk or afraid to fail, as can be a facilitator when promoting interdisciplinarity and allows experimentation.

Suppose that our environment is fertile ground for spreading our ideas. From the moment that we sow should need to sprinkle with an interest equivalent to passion and feed them with constant curiosity.

If the environment is not favorable we have to prepare the ground, digging deep ignorance, removing obstacles and putting opening and knowledge inside.

When our seeds start to germinate we do research and gather information for treating plant properly to their growth. It is important that your growth corresponds to the desired result.

The whole preparation around an idea so that this becomes a solution, includes new hypotheses and knowledge of previous failures.

Observation and reflection are now extremely useful.

All the information we collect begins to self-organize them inside us and we are freed from the tutelage of logic to be able to find solutions.

Our seed try now the various environmental conditions where is installed.

Finally when the fruit is ripe it is time to test it. It is time for emotions, to taste the flavor, smell the aroma and assess the weight.

The idea was developed as the solution, and now the product is recognized as being viable or not. There is a need to test.

It is also desirable and should know now if there are conditions for its implementation. Some moments are inopportune so it is important to verify the existence of serious impediments.

Our thoughts came from the problem until the project that is the vehicle that carries the idea from concept to reality.

 

Often the ideas (seeds), do not follow a normal path nor linear as presented here.

What are the biggest obstacles to the development of our ideas?

 

Will the ideas survive better in cognitive greenhouses ?

 

What do you think?

 

Ideias ao natural e ideias em estufa

 

Tem preferência?

Podemos dizer que a criatividade é a base onde a inovação assenta, mas mesmo essa base requer algum tipo de construção.

Nós passamos muito tempo a recolher informação e a transformá-la em conhecimento e com frequência criamos novos conhecimentos quando desenvolvemos novas perspectivas face a um problema que nos surge.

Mas à medida que novas ideias surgem sentimos necessidade de mais informação, criando assim mais conhecimento e novas perspectivas emergem.

As novas ideias são estímulos para a criação de conhecimento e fundações para erguer a inovação.

Este tipo de alimentação, novas ideias / novo conhecimento, onde a curiosidade tem um papel energético crucial, faz de quem se serve dela, um perito numa determinada matéria. Há um processo de crescimento mas também de refinação que permite a construção de competências cognitivas para identificar os elementos relevantes em problemas mais complexos.

Parece ser certo, de acordo com Amabile, que certos traços de personalidade facilitam a criatividade, como a independência, a tolerância à ambiguidade ou uma maior aceitação do risco. Contudo qualquer um de nós pode melhorar as suas competências, nestas ou noutras “áreas” através de formação e treino.

Há ainda dois factores que importa considerar para a construção da base da inovação:

O meio ambiente ou contexto e a motivação!

A motivação intrínseca, que envolve o prazer de executar uma tarefa e o sentido de responsabilidade na execução são alavancas poderosas para a criatividade seja ela na fase de concepção, preparação, incubação ou realização.

O meio ambiente tanto pode ser um inibidor, quando se caracteriza por ausência de risco ou medo de falhar, como pode ser um facilitador quando promove a interdisciplinaridade e permite a experimentação.

Suponhamos que o nosso meio ambiente é um terreno fértil para semear as nossas ideias. A partir do momento que as semeamos há que necessidade de as regar com um interesse equivalente à paixão e nutri-las com curiosidade constante.

Se o ambiente não for favorável teremos que prepara o terreno, cavando fundo a ignorância, removendo obstáculos e colocando abertura e conhecimento no seu interior.

Quando as nossas sementes começam a germinar há que fazer pesquisa e recolher informação para tratar a planta de forma adequada ao seu crescimento. É importante que o seu crescimento corresponda ao resultado desejado.

Toda a preparação à volta de uma ideia de modo a que esta se converta em solução, inclui novas hipóteses e conhecimento de falhas anteriores.

A observação e a reflexão são agora extremamente úteis.

Toda a informação que recolhemos, começa a auto-organizar-se dentro de nós e ficamos livres da tutela da lógica para poder encontrar soluções.

A nossa semente experimenta agora as diversas condições ambientais onde se instalou.

Finalmente quando o fruto está maduro é altura de o testar. É altura das emoções, de provar o sabor, sentir o aroma e avaliar o peso.

A ideia foi desenvolvida como a solução e agora produto é reconhecida como sendo viável ou não. Há necessidade de testar.

Ela é também desejável e importa saber agora se existem condições para a sua execução. Alguns momentos são inoportunos por isso é importante verificar a existência de impedimentos sérios.

O nosso pensamento veio do problema até ao projecto que é o veículo que transporta a ideia desde o conceito até à realidade.

Muitas vezes as ideias (sementes), não seguem um percurso normal nem linear como o aqui apresentado.

Quais são os maiores obstáculos ao desenvolvimento das nossas ideias?

Será que as ideias sobrevivem melhor em estufas cognitivas?

O que acha?

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Knowledge and creativity are liberators!

23 de Dezembro de 2010

(Texto em Português depois deste)

Exchanges of experience

 

Interdisciplinarity appears to have potential to liberate knowledge.

Imagine an exchange of experiences in an interdisciplinary team in which participants build a map through which any user can build new structured representations of concepts and the relationships between them!

This map can be used to formalize, organize and represent concepts and even other maps of various disciplines, thereby facilitating the sharing of information and knowledge, but since it is a collaborative environment.

 

This is a liberating knowledge and simultaneously a lever for creativity.

However, the process of integration of knowledge requires the exercise of judgment, that is, the selection and acceptance of transferable knowledge.

We note with ease that is common to have knowledge of boundary between the various disciplines and this knowledge is easily integrated.

One who does not reside at the borders favors the curiosity and research providing greater wealth between the various disciplines.

Insofar as the results based on different theoretical and methodological perspectives complement each other, we acquired a whole greater than the sum of the parts, because there the validations that before were not imagined

Creativity often requires an interdisciplinary knowledge, and of that are good example immigrants when making important contributions as they install in new stops. This “phenomenon” is not exclusive of genetics, as we can see through reciprocal learning that delivers.

Unlike teams where disciplinary unity prevails and even teams where knowledge of the representatives of the various disciplines are messages of no return and which provide silent errors, interdisciplinarity towards greater openness of communication and developed creative potential, can not only detect these errors as to find solutions for them.

Another feature liberating knowledge is the possibility of differentiated approach when facing many intellectuals and social problems as well as their practices.

But let’s see! The more knowledge we’ve integrated closest to the ideal of knowledge. Admittedly, by the way was tidying the shelves and recycling information or even burning much garbage. But this was only possible in interdisciplinary collaboration environment, environment in which we feel more flexible.

This liberating wording is a good purpose for application in higher education, so that younger generations, not confine to super specialists and have a more real and more social world.

Today we are in the era of nano Science, where he achieved one of the highest levels of interdisciplinary creativity.

Knowledge is liberating because we solves many of our problems, be they more simple or more complex, but when releasing as the knowledge that exist in us and we share in an environment of openness we express a feeling of global liberty.

Freedom does not admit “gurus” or “experts”! We feel it! 

 

O conhecimento e a criatividade são libertadores!

Trocas de experiências

A interdisciplinaridade parece possuir potencial libertador do conhecimento.

Imaginemos uma troca de experiências numa equipa interdisciplinar, em que os participantes constroem um mapa através do qual um qualquer utilizador pode construir novas representações estruturadas de conceitos e dos relacionamentos entre eles!

Esse mapa pode ser usado para formalizar, organizar e representar conceitos e até outros mapas das várias disciplinas, facilitando assim a partilha de informação e de conhecimento, mas desde que seja num ambiente de colaboração.

Isto é uma forma libertadora de conhecimento e simultaneamente uma alavanca para criatividade.

No entanto, o processo de integração do conhecimento requer o exercício do juízo de valor, isto é, a selecção e aceitação do conhecimento transferível.

Observamos com facilidade que é comum haver conhecimento de fronteira entre as várias disciplinas e esse conhecimento é facilmente integrado.

Aquele que não reside nas fronteiras favorece a curiosidade e a investigação proporcionando maior riqueza entre as várias disciplinas.

Na medida em que os resultados baseados em diferentes perspectivas teóricas e metodológicas se complementem uns aos outros, adquirimos um todo muito maior que a soma das partes, pois há lugar a validações que antes não eram imaginadas

A criatividade muitas vezes exige um conhecimento interdisciplinar, e disso são um bom exemplo os imigrantes, ao fazerem contribuições importantes quando se instalam em novas paragens. Este “fenómeno” não é exclusivo da genética, como é fácil de constatar através das aprendizagens recíprocas que proporciona.

Ao contrário das equipas onde prevalece a unicidade disciplinar e até em equipas onde os conhecimentos dos representantes das várias disciplinas são mensagens sem retorno e que proporcionam erros silenciosos, a interdisciplinaridade face à maior abertura de comunicação e ao desenvolvido potencial criativo, pode não só detectar esses erros como encontrar soluções para eles.

Outra das características libertadoras do conhecimento é a possibilidade de abordagem diferenciada, face a muitos problemas intelectuais, sociais bem como as suas práticas.

Mas vejamos! Quanto mais conhecimento integramos mais próximos estamos do ideal do conhecimento. É certo que pelo caminho fomos arrumando as prateleiras e reciclando informação ou até mesmo incinerando muito lixo. Mas isso só foi possível em ambiente de colaboração interdisciplinar, ambiente em que nos sentimos mais flexíveis.

Esta formulação libertadora é um bom propósito para aplicação no ensino, para que as gerações mais novas, não se confinem aos super especialistas e tenham uma visão mais real e mais social do mundo.

Hoje estamos na era da nano ciência, onde se atingiu um dos patamares mais elevados da criatividade interdisciplinar.

O conhecimento é libertador porque nos resolve muitos dos nossos problemas, sejam eles mais simples ou mais complexos, mas quando libertamos o conhecimento que existem em nós e o partilhamos num ambiente de abertura expressamos um sentimento de liberdade global.

A liberdade não admite “gurus” nem “especialistas”! Sente-se!

Dreaming is trying to understand our ideas

9 de Dezembro de 2010

(Texto em Português depois deste)

On the route of desires

Sometimes we feel discomfort and even an internal conflict when we can’t print action on our ideas or dreams.

Our dreams, those we desire, not nightmares, are related to our desires and attempt to reconcile or resolve conflicts.

Dreams let each of us put together a few pieces of life, to give meant a whole. They are a roadmap for the “travel” we conceived and so are leveraged masterly by who wants to “sell” an idea.

An idea that combines an emotional appeal with our characteristics has within us a promoter, consumer or user subconscious in power.

But to be promoter or consumer of a new idea or its materialization implies a process of change which contains in itself three things related to each other:

–      Sensation, perception and the environment or community where this change will take place.

The sensation refers to the process of feeling our environment. Perception is the way we interpret these sensations and therefore make sense all around us.

The environment or community is filled with diverse emotions and sources of information that can create in us any insecurity in defining the path to our ideas or dreams. We need to find the relevant information.

Both in organizations (environment) and at the individual level the large and important disability which involves our action is the lack of relevant information. The role of all those who surround us are trying to illuminate the data spread and transform them into something relevant, such as information, knowledge and understanding.

We only be wise if we understand. We will only have, or accept, brilliant ideas, to illuminate our path if they meet our needs. 

We also know that any one of us only need the information we want.

What we seek is that all who interact with us maximize the vision about the data and about our needs.

If we don’t see we don’t understand. When we have the information we want, we take better decisions.

Share a dream, means to reconcile the points of view.

Almost always, perhaps the exception is curiosity; we don’t need to understand how an information system works, but just how to use it.

We already know what, where, when and why browse. The role of others in organizations is the “how”.

Vision without action is a dream! Action without vision is a disaster!

 

Sonhar é tentar compreender as nossas ideias

Na rota dos desejos

Por vezes sentimos desconforto e até um conflito interno quando não conseguimos imprimir acção às nossas ideias ou sonhos.

Os nossos sonhos, os desejados, não os pesadelos, estão relacionados com os nossos desejos e tentam conciliar ou resolver conflitos.

Os sonhos permitem que cada um de nós coloque juntos, alguns pedaços da vida, para dar significada a um todo. São um roteiro para as “viagens” que concebemos e por isso são aproveitadas de forma magistral por quem quer “vender” uma ideia.

Uma ideia que combina um apelo emocional com as nossas características próprias tem em nós um promotor, consumidor ou utilizador subconsciente em potência.

Mas ser-se promotor ou consumidor de uma nova ideia ou da sua materialização implica um processo de mudança que contem em si três coisas relacionadas entre si:

Sensação, percepção e o ambiente ou comunidade onde essa mudança, se vai realizar.

A sensação refere-se ao processo de sentir o nosso meio ambiente. Percepção é a nossa forma de interpretar essas sensações e, portanto, dar sentido a tudo que nos cerca.

O meio ambiente ou comunidade está repleto de fontes de emoções diversificadas e de fontes de informação que podem criar em nós alguma insegurança na definição do caminho para as nossas ideias ou sonhos. É preciso descobrir a informação relevante.

Tanto nas organizações ( meio ambiente) como a nível individual a grande e importante deficiência que envolve a nossa acção é a falta de informações relevantes. O papel de todos os que nos rodeiam é tentar iluminar os dados espalhados e transforma-los em algo relevante, como informação, conhecimento e compreensão.

Só ficaremos sábios se houver compreensão. Só teremos, ou aceitaremos, ideias brilhantes, para iluminar o nosso caminho se elas satisfizerem as nossas necessidades.

Também sabemos, que qualquer um de nós, só necessita da informação que quer.

O que procuramos é que, todos os que interagem connosco nos maximizem a visão sobre os dados e sobre as nossas necessidades.  

Se não vemos não compreendemos. Quando temos a informação que queremos, tomamos melhores decisões.

Partilhar um sonho, significa conciliar os pontos de vista.

Quase sempre, talvez a excepção seja a curiosidade, não precisamos entender como funciona um sistema de informação, mas tão só como o usar. Nós já sabemos o que, onde, quando e porquê procurar. O papel dos outros, nas organizações é o “como”.

Visão sem acção é um sonho! Acção sem sonho é um desastre!

Academic knowledge and magnetic bracelets

27 de Novembro de 2010

 (Texto em Português depois deste)

Perception, knowledge and creativity

What can exist of common among magnetic bracelets to relieve stress and subliminal messages to buy a particular drink?

Subliminal perception is the ability of human beings to capture so unconscious messages or stimuli too weak to cause a conscious response.

The term subliminal perception was originally used to describe situations in which weak stimuli were perceived without conscience. In recent years, the term has been applied more generally to describe any situation where stimuli are perceived without detection.

The concept of perception may have some interest because it suggests that people’s thoughts, feelings and actions are influenced by stimuli that are perceived without any awareness thereof.

This idea is not validated by research results tracked in laboratories of subliminal perception. On the contrary, the results of controlled studies indicate that subliminal perception, when it occurs; it reflects a person’s usual interpretations of stimuli.

There is no evidence showing that people perform acts based on subliminal perception. People should be aware of the perception of stimuli, before you start actions or to react to stimuli.

Subliminal perception could allow making assumptions about the characteristics of stimuli, but cannot lead a person to drink drinking “A” or “X”, and much less can be used to modify behaviors or create skills.

How do these unthinkable ideas can acquire such cloak a well-deserved scientific respectability?

The answer involves a complex network of interactions, now facilitated by web2.0, and where the ease of data dissemination and public attitudes towards science allows speculation.

The academic silos are not opened and communication with the outside is not effective or at least it is not desirable. It maintains an internal dialogue on par with the massive Web dialog.

Carl Sagan suggested it’s blooming pseudo science because the scientific community does a poor job to report its findings and leaves open path to all kinds of speculation.

Relations between the academic community and social networks could be improved if the first communicates more clearly its results. They must strive to avoid making absolute and accept ads that often make mistakes, especially when there is no validation.

Sometimes, to speak with hesitation to deny the facts, academics underestimate our confidence in some propositions that we think are true and that others are false.

Phil Merikle noted recently that “is not unanimous opinion that subliminal tapes are a complete farce and a fraud.”

But after all advertising based on subliminal perception does not give or result?

Copper bracelets, handle or not handle stress and arthritis?

And after all when the academic community will share the results in a common language with communities not cloistered in universities?

Os académicos e as pulseiras magnéticas

Percepção, conhecimento e criatividade

O que poderá existir de comum entre pulseiras magnéticas para aliviar o stress e as mensagens subliminares para comprar uma determinada bebida?

A percepção subliminar é a capacidade do ser humano de captar de forma inconsciente mensagens ou estímulos fracos demais para provocar uma resposta consciente.

O termo percepção subliminar foi originalmente usado para descrever situações em que os estímulos fracos foram percebidos sem consciência. Nos últimos anos, o termo tem sido aplicado de forma mais geral para descrever qualquer situação na qual os estímulos são percebidos despercebidamente.

O conceito de percepção poderá ter algum interesse, porque sugere que os pensamentos das pessoas, sentimentos e acções são influenciados por estímulos que são percebidos sem nenhuma consciência desse facto.

Esta ideia não é validada pelos resultados de investigações controladas em laboratórios da percepção subliminar. Pelo contrário, os resultados de estudos controlados indicam essa percepção subliminar, quando ocorre, reflecte interpretações habituais de uma pessoa de estímulos.

Não há evidências que demonstrem que as pessoas realizam actos com base na percepção subliminar. As pessoas devem estar conscientes da percepção de estímulos, antes de iniciar acções ou ao reagir aos estímulos.

A percepção subliminar pode permitir fazer suposições sobre as características dos estímulos, mas não pode levar uma pessoa a beber a beber”A” ou a fazer”X”, e muito menos poder ser usada para modificar comportamentos ou criar competências.

Como é que essas ideias implausíveis podem adquirir tal manto de uma merecida respeitabilidade científica?

A resposta envolve uma complexa rede de interacções, agora facilitada pela Web2.0, e onde a facilidade de disseminação de dados e de atitudes públicas face à ciência permite a especulação.

Os silos académicos não se abriram e a comunicação com o exterior não é eficaz ou pelo menos não é a desejável. Mantém-se um diálogo interno a par com o diálogo massificado pela Web.

Carl Sagan sugeriu que floresce a pseudo ciência porque a comunidade científica faz um trabalho pobre ao comunicar as suas conclusões e deixa caminho aberto a todo o tipo de especulações.

As relações entre, a comunidade académica e os as redes sociais poderiam ser melhoradas se a primeira comunica-se com mais clareza os seus resultados. Eles têm de se esforçar para evitar fazer anúncios absolutos e aceitar que erram muitas vezes, principalmente quando não há validação.

Por vezes, ao falarem com hesitação ao desmentir os factos, os académicos subestimam a nossa confiança em algumas proposições que achamos que são verdadeiras e que outras são falsas.

Phil Merikle observou recentemente que “não é opinião unânime que as fitas subliminares são uma farsa completa e uma fraude”.

Mas afinal a publicidade com base na percepção subliminar dá ou não dá, resultado?

Os braceletes de cobre, tratam ou não tratam o stress e a artrite?

E afinal quando é que a comunidade académica partilha o seus resultados e numa linguagem comum às comunidades não enclausuradas nas universidades?

Segmentation and the loss of the whole on problem solving

20 de Novembro de 2010

 (Texto em Português depois deste)

Creativity and knowledge

“It is interesting to consider that psychologists have been using the scales of seven points for a long time, with intuitive base, that try to tax on thinner categories but doesn’t add much to the usefulness of classifications”. George a. Miller

When faced with a complex problem the alternative that we are more “well educated” to use in resolving this issue is fragmentation.

This ”chunking” allows us to escape the trap (limits) of observation and retention capacity but can go further.

Breaking the project into parts that fit in our capacity to manage an act is almost automatic. This act is advised to relieve tension, considered as a facilitator of creativity by enabling the prolonged dedication on aspects more delimited and even to improve the focus of attention.

Jonah Leher in an article refrred on Twitter by @ dscofield – The Cognitive Cost Of Expertise –  reports some experiments with segmentation and shows the good and the bad side, or sides, of this mental process.

On the one hand, on the basis of this process, some people show greater “the ability to rely on learned patterns to compensate for the inherent limitations of information processing in the brain”, but on the other hand it can come with a dark side, where all ” learned patterns make it harder for us to integrate wholly new knowledge”.

In fact the trap that underlies this segmentation is the ease with which we create blind spots in the observation that eventually we do and the ease with which lost details that may be relevant to our knowledge.

As says Leher you need to be careful and not fall into the temptation to be an expert “unique” of a segment of knowledge and let the world around hovering.

This could be called conventional thinking, focused on what is the obvious relevance with linear causality and relationships that leads to fragmentation to work individually each of the parties. In the case of chess players or London taxi drivers referred to in Leher article, and using conventionality, the choices are made in the best options available.

But I can browse the impact that despite being less obvious are potentially relevant factors shaping decisions and to find solutions coordinates.

I do not need to choose! I can create!

Is this a way of bridging our blind spots?

The intention to develop in-depth knowledge in a specific area must be accompanied by the desire to be alert to the surrounding world and avoid the pitfalls that blind spots represent.

The scope of our field of observation shall be extended by allowing not only the growth of our knowledge but also the birth of new ideas.

Our creativity works like an earthquake, for each major concussion arise a number of replicas that cannot be ignored.

Do you want to comment?

A segmentação e a perda do todo na resolução de problemas

Criatividade e conhecimento

“É interessante considerar que os psicólogos têm vindo a utilizar as escalas de sete pontos há já muito tempo, com base intuitiva, que tentam taxar em categorias mais finas mas não acrescenta muito para a utilidade das classificações”. George A. Miller

Quando nos deparamos com um problema complexo a alternativa a que estamos mais “bem-educados” a usar na resolução desse problema é a fragmentação.

Esta fragmentação permite fugir à armadilha (limites) da capacidade de observação e retenção mas pode ir mais longe.

Quebrar o projecto em partes que se encaixem na nossa capacidade de gestão é quase um acto automático. Este acto é aconselhado para aliviar a tensão, considerado como facilitador de criatividade ao permitir a dedicação prolongada sobre aspectos mais delimitados e até para melhorar o foco de atenção.

Jonah Leher num artigo indicado no twitter por @dscofield The Cognitive Cost Of Expertise relata algumas experiências com a segmentação e mostra o lado bom e o lado mau, ou os lados, deste processo mental.

Por um lado, com base neste processo, algumas pessoas mostram uma maior capacidade  de confiar em padrões aprendidos para compensar as limitações inerentes ao processamento de informações no cérebro”, mas por outro ldao, pode vir com um lado negro, onde todos “os padrões aprendidos tornam mais difícil para nós, integrar inteiramente novos conhecimentos”.

De facto a armadilha que está subjacente  a esta segmentação é a facilidade com que criamos pontos cegos na observação que eventualmente fazemos e a facilidade com que perdemos detalhes que podem ser relevantes para o nosso conhecimento.

Como diz Leher é preciso ter cuidado e não cair na tentação de ser um perito “unique” de um segmento do conhecimento e deixar o mundo à volta a pairar.

Isto poderia ser chamado o pensamento convencional, focado no que é a relevância óbvia, com relações lineares de causalidade e que nos leva à fragmentação para trabalharmos individualmente cada uma das partes. No caso dos jogadores de xadrez ou dos taxistas de Londres referidos no artigo de Leher, e utilizando o convencionalismo, as escolhas são feitas na melhor das opções disponíveis.

Mas eu posso procurar as relevâncias que apesar de serem menos óbvias são factores potencialmente relevantes e modelar as decisões para encontrar soluções coordenadas.

Não preciso de optar! Posso criar!

Será esta uma forma de colmatar os nossos pontos cegos?

A intenção de desenvolver conhecimento aprofundado numa área específica deve ser acompanhada da vontade de estar alerta para o mundo envolvente e evitar as armadilhas que os pontos cegos representam.

O âmbito do nosso campo de observação deve ser alargado permitindo não só o crescimento do nosso conhecimento mas também o nascimento de ideias novas.

A nossa criatividade funciona como um abalo sísmico, por cada grande abalo surgem uma série de réplicas que não podem ser ignoradas.

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Creativity – creating and conceptualising problems

12 de Novembro de 2010

(Texto em Português depois deste)

Diversity

People tend to expect that others find that they can solve problems, instead of taking the initiative to seek or anticipate problems. Often these people accumulate problems awaiting resolution.

One of the reasons why people avoid encountering problems is the ease with which discard them. They can always say that the problem isn’t theirs because this is a very complex or because it goes beyond the limits of their duties.

The non-presence of proactive behaviors in many people makes often the approach to the problem and their identification a late decision.

For many others what matters is thinking that they are capable of creating or discovering problems and identify this problem or build the problem.

These people prefer to start new things, discover problems where apparently everything is okay. There is a level of dissatisfaction that sometimes is hardly seen by colleagues or partners work because organizations generally reward the good execution of a replication.

When an organization found these two “types” of persons jointly with others, we see a problem often difficult to resolve – diversity.

The diversity of individual preferences in work teams, often translated in interdisciplinarity, can be seen as a potential conflict, but it has many advantages.

There is an advantage in interdisciplinary teams that results from generalist training of team members, when they have the possibility to discuss interventions of third parties in areas of expertise. The consequences are predictable because the “threats” are known.

But despite this and other benefits for people with creative preferences in organizations remains limited and constitute a disadvantage for them and for the organization.

This disadvantage stands when organizations seek to follow the paths of innovation and the composition of its human resources is consists predominantly with trend of no creative people.

“Innovation is only possible when challenging the norm and questioning a brief one has been given, becomes inherent to working when trying to find the best possible answer to a problem. More precisely when opportunity finding becomes more important than problem solving, which leads to answers that were not apparent or existing before – where designing is related very closely to inventing.” – Christiane Drews 

Is nice to be able to create problems, take pro-active attitudes and learn to appreciate different cognitive preferences among people.

When an organization can create synergies between the creators of problems and individuals with other preferences all phases of a creative process are benefited.

Do you want to comment?

 

Criatividade – Criação e conceptualização de problemas

A diversidade

As pessoas tem tendência a esperar que os outros encontrem problemas que elas possam resolver, em vez de tomarem a iniciativa de procurar ou antecipar problemas. Muitas vezes estas pessoas acumulam problemas à espera de resolução.

Uma das razões porque as pessoas evitam encontrar problemas é a facilidade com que se descartam deles. Elas podem sempre dizer que o problema não é deles porque este se apresenta muito complexo ou porque ultrapassa os limites das suas funções.

A não presença de comportamentos pró-activos em muitas pessoas faz com que, muitas vezes, a abordagem ao problema e a sua identificação seja tardia.

Para muitas outras pessoas o que importa é pensar que é capaz de criar ou descobrir problemas e de identificar esse problema ou construir o problema.

Estas pessoas preferem começar coisas novas, descobrir problemas onde aparentemente tudo está bem. Existe um nível de insatisfação que às vezes é mal visto pelos colegas ou parceiros de trabalho porque as organizações recompensam de uma forma geral a boa execução de uma replicação.

Quando numa organização encontramos estes dois “tipos” de pessoas conjuntamente com outros, encaramos um problema frequentemente difícil de resolver – a diversidade.

A diversidade de preferências de pessoa nas equipas de trabalho, muitas vezes traduzida em interdisciplinaridade, pode ser encarada como um potencial conflito, mas tem muitas vantagens.

Há uma vantagem nas equipas interdisciplinares que resulta da formação de competências generalistas por parte dos membros da equipa, quando têm a possibilidade de discutir intervenções de terceiros nas suas áreas de conhecimento. As consequências passam a ser previsíveis porque as “ameaças” são conhecidas.

Mas apesar desta e de outras vantagens a presença de pessoas com preferências criativas nas organizações continua a ser diminuta e a constituir uma desvantagem para estes e para a organização.

Essa desvantagem evidencia-se quando as organizações procuram trilhar os caminhos da inovação e a composição dos seus recursos humanos é constituída predominantemente por pessoas com tendência não criativa.

A inovação só é possível quando se desafia a norma e questionando uma nota que tenha sido dada, torna-se inerente ao trabalho ao tentar encontrar a melhor resposta possível para um problema. Mais precisamente quando encontrar uma oportunidade se torna mais importante do que a resolução de problemas, o que leva a respostas que não eram aparentes ou existentes antes – quando concepção está relacionada muito de perto com o inventar. Christiane Drews 

É bom ser capaz de criar problemas, ter atitudes pró-activas e saber apreciar diferentes preferências cognitivas entre pessoas.

Quando uma organização consegue criar sinergias entre os criadores de problemas e os indivíduos com outras preferências todas as fases de um processo criativo são beneficiadas.

Being creative is to preserve the rainbow and curiosity

5 de Novembro de 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Curiosity is a double edged sword

 

Although curiosity is an innate capability of many living beings it cannot be considered an instinct.

Instinct is the inherent disposition of a living being addressed to a particular behavior.

Curiosity is an innate basic emotion that can be expressed in many ways, and so it is elastic, while the instinct is always expressed in a fixed way.

Although curiosity is common in humans and, at any age, it is also observed in many other living things. In humans, this is an exploratory activity that tends to be shared with others, giving rise to the interest often painted pink.

In this case this is not to be curious because there is an eagerness to absorb information and turn it into knowledge, but rather to nurture a topic of conversation on the life of others, disregarding what should be the privacy.

This overwhelming need to find answers to questions or solutions to problems is often the main lever of scientific activity or innovation.

The path of “why” to “Eureka”, not necessarily serendipity, is the path that runs through those looking for answers or solutions to problems. The wonderful world unknown is what makes humans want to know more and more to dominate (temporarily) a “matter.”

“Creative geniuses perceive essences, functions, and patterns that enable them to make abstract connections and conceptualize original ideas. We have been educated not to do this. Over time, we have cultivated the habit of putting the major emphasis on separating subjects into particulars and focusing on the particulars.

A rainbow seems to be an object made up of colored arcs. If you assumed that the rainbow was an object and walked toward it, it would not be found. Instead, you would find raindrops falling and sunlight. If you studied the raindrops and sunlight as separate events, you’d never understand the rainbow. However, if you study the interrelationship between light and raindrops, you will discover the essence of the rainbow, which is the blending of falling rain and light refracting off the rain. It’s a process, not an object. – Michael Michalko

The curiosity that drives demand, when combined with the abstraction, ability to think abstractly, can lead to fantasy and imagination, sometimes prodigious. While fantasy and imagination has led to the notion of reason, it is easy to check the notable amount of deviations we encounter in day-to-day.

Some people have a sense of curiosity to know what’s after that port or landing, but seek self-knowledge, abstract and conscious moments of communication and not futile.

The knowledge is knowledge only if applicable and useful, otherwise it is redundant information.

If we go back with the help of memory, or if we are good observers today, we found that for children, learning to communicate is a very significant step towards independence and self-sufficiency.

Children have a natural style of research and learning and an equally natural desire to communicate their findings. To communicate their ideas, children are able to demonstrate their curiosity and express your creativity.

Science and technology aspects of knowledge and the understanding of the world, are the challenges they will encounter tomorrow and it is with these skills that they will embrace the challenges.

All that is necessary is to help children build efficient communication processes, so that the curiosity and creativity are not lost through the halls of idleness and apathy

 

Ser criativo é preservar o arco-íris e a curiosidade

A curiosidade é uma espada de dois gumes

 

Embora a curiosidade seja uma capacidade inata de muitos seres vivos, não pode ser considerado um instinto.

O instinto é a disposição inerente de um ser vivo dirigida a um comportamento particular.

A curiosidade é uma base inata de emoções que pode ser expressa de muitas formas, e por isso é elásticas, enquanto o instinto é sempre expresso de uma forma fixa.

Embora a curiosidade seja comum nos seres humanos e, em qualquer idade, ela é observável também em muitos outros seres vivos. Nos seres humanos, trata-se de uma actividade exploratória que tende a ser partilhada com outras pessoas, dando origem muitas vezes ao interesse pintado de cor de rosa.

Não se trata neste caso de ser curioso porque existe uma vontade enorme de absorver informação e transformá-la em conhecimento, mas sim, de alimentar um tema de conversa sobre a vida de terceiros, desrespeitando o que deveria ser a privacidade.

Essa necessidade enorme de encontrar respostas para dúvidas ou problemas é, muitas vezes a alavanca principal da actividade científica ou na inovação.

O caminho do “porquê” ao “Eureka”, não necessariamente uma serendipidade, é o trajecto que percorre quem procura respostas ou soluções para problemas. O admirável mundo desconhecido é o que faz o ser humano querer saber mais e mais até dominar (temporariamente) uma “matéria”.

“Os génios criativos percebem essências, funções e padrões que lhes permitem fazer ligações abstractas e conceituar ideias originais. Nós fomos educados para não fazer isso. Ao longo do tempo, temos cultivado o hábito de colocar a ênfase maior em separar os indivíduos em dados e focar os detalhes.

Um arco-íris parece ser um objecto composto de arcos coloridos. Se você considerasse que o arco-íris era um objecto e caminhasse na sua direcção, ele não seria encontrado. Em vez disso, iria encontrar gotas de chuva a cairo e luz solar. Se estudou as gotas de chuva e luz solar como eventos separados, você nunca iria entender o arco-íris. No entanto, se você estudar a inter-relação entre a luz e chuva, você vai descobrir a essência do arco-íris, que é a mistura de chuva e refracção da luz pela chuva. É um processo, não um objecto. – Michael Michalko

A curiosidade que motiva a procura, quando é combinada com a abstracção, capacidade de pensar de forma abstracta, pode levar à fantasia e imaginação, por vezes prodigiosas. Embora a fantasia e a imaginação tenha conduzido à noção da razão, é fácil verificar a quantidade assinalável de desvios que encontramos no dia-a-dia.

Algumas pessoas têm o sentimento de curiosidade para saber o que está depois daquela porta ou patamar, mas procuram o auto-conhecimento, abstracto e consciente e não momentos de comunicação fútil.

O conhecimento só é conhecimento, se for aplicável e útil, caso contrário é informação redundante.

Se voltarmos atrás com a ajuda da memória, ou se formos bons observadores nos dias de hoje, verificamos que para as crianças, aprender a comunicar entre si é um passo muito significativo no sentido de independência e auto-suficiência.

As crianças têm um estilo natural de investigação e da aprendizagem e um desejo igualmente natural para comunicar as suas descobertas. Ao comunicar as suas ideias, as crianças são capazes de demonstrar a sua curiosidade e expressar sua criatividade.

A ciência e a tecnologia aspectos do conhecimento e a compreensão do mundo, são os desafios que encontrarão amanhã e é com essas competências que elas irão abraçar os desafios.

Tudo o que é necessário é ajudar as crianças a construir processos de comunicação eficazes, para que, a curiosidade e a criatividade não se percam pelos corredores do ócio e apatia.

Guidelines and conflicts in the creative process

3 de Novembro de 2010

(Texto em Português depois deste)

Tasks and results

An organization wishing to be creative should be constantly looking for people with ability and willingness for collaboration between the various existing disciplines.

After all is this ability that distinguishes the multidisciplinary teams of interdisciplinary teams. In multidisciplinary team every individual seeks to defend its own specialty and special techniques which causes long approaches and probably weak conclusions.

In an interdisciplinary team, there is a collective ownership of ideas and a shared responsibility assumed.

The creative teams are dynamic, given the diversity of talents that make them up or by how they face the conflict of ideas, either by how they manage the available energies (strengths or weaknesses).

The elements of creative teams are skilled in compensating for the weaknesses of one with the others forces. There is a constant challenge between them and the criticism is taken as a way to raise the level of enjoyment of creative play.

But when an organization is presented with a vertical structure, where the leadership is imposed and ideas circulate with difficulty the environment is not favorable to creativity.

The demand for a single answer to solving a problem that usually originates in a complex situation that corresponds to our everyday lives or looking for logic and standards to find solutions makes it difficult to offer answers based on ideas.

By direct and prolonged observation I think we can say that there are two main types of people:

Those in which the social aspect is remarkable, and

Those most oriented by the instrumentation.

In an organization people-driven instrumentation tend to adhere to standards and strategies that experience has taught them they are more apt to do.

This membership does not facilitate creativity.

When these people will be placed in jobs outside their specialization, creativity tends to develop but can be a conflict and then there is a tendency for regression of development.

We know or think that creativity calls for autonomy and responsibility and that one of the factors that the leverage it exposure to many stimuli from the experience with many diverse local experiences.

In addition, contact with other people allows the confrontation with divergent thoughts that promote consistency of the concept.

In order to blur the barriers to creativity and the conflicts that lead to failure to develop a social climate is important to highlight some aspects.

In an organization when an idea is presented by one of its members, the role of other employees with regard to knowledge is important at the stage of idea generation, as it is, according to Amabile, a prerequisite for creative success.

The interdisciplinary approach is highlighted here and lessens the tendency for orientation by instruments.

The complementarity of networks of team members is essential to promote the idea. If the other team members occupy a different role or a different level on the organization, working in another field of interest, or has connections with people different from the usual contacts, complementarity is evidenced.

Another type of conflict arises when it comes to height of the realization of the idea where the complexity and diversity of details makes the team members despair. At this point it is worth remembering that a results orientation and need for flexibility are the key.

Some studies indicate that successful creative people are aware of his weakness when confronted with the need to perform tasks and for that and for it to meet people qualified to assume the role of expert implementation.

Here the conflict does not exist because complementary personalities emerged.

Note:

Creativity is not typical of creative people, belongs to everyone.

 

Orientações e conflitos no processo criativo

Tarefas e resultados

Uma organização que pretenda ser criativa deve estar constantemente à procura de pessoas com capacidade e com disposição para a colaboração entre as várias disciplinas existentes.

Afinal é essa capacidade que distingue as equipas multidisciplinares das equipas interdisciplinares. Numa equipa multidisciplinar cada indivíduo procura defender a sua própria especialidade e técnicas privilegiadas o que provoca longas abordagens e provavelmente fracas conclusões.

Numa equipe interdisciplinar, há uma apropriação colectiva das ideias e uma co-responsabilização assumida.

As equipas criativas são dinâmicas, dada diversidade de talentos que as compõem, quer pela forma como encaram os conflitos de ideias, quer pela forma como gerem as energias disponíveis (forças ou fraquezas).

Os elementos de equipas criativas são hábeis na compensação das fraquezas de uns com as forças de outros. Há um desafio constante entre eles e as críticas são assumidas como uma forma de elevar o nível de diversão do jogo criativo.

Mas quando uma organização se apresenta com uma estrutura vertical, na qual a liderança é imposta e as ideias circulam com dificuldade o ambiente não é favorável á criatividade.

A procura de uma resposta única para a resolução de um problema que normalmente tem origem numa situação complexa que corresponde ao nosso quotidiano ou a procura de lógica e de normas para encontrar soluções torna difícil a oferta de respostas com base em ideias.

Por observação directa e prolongada penso que podemos afirmar que há dois grandes tipos de pessoas:

Aquelas em que o cunho social é marcante, e

Aquelas mais orientadas pela instrumentalização.

Numa organização as pessoas orientadas pela instrumentalização tendem a aderir a padrões e estratégias que a experiência lhes ensinou estarem mais propensos para realizar.

Esta adesão não facilita a criatividade.

Quando estas pessoas passam a estar inseridas em tarefas fora da sua especialização a criatividade tende a desenvolver-se mas pode surgir um conflito e há então uma tendência para a regressão desse desenvolvimento.

Nós sabemos ou pensamos que a criatividade apela à autonomia e à responsabilidade e que um dos factores que a alavanca é a exposição a muitos estímulos provenientes da vivência com muitas experiências em locais diversificados.

Para além disso, o contacto com outras pessoas permite a confrontação com pensamentos divergentes que promovem a coerência do conceito.

De forma a diluir as barreiras à criatividade e os conflitos que levam ao não desenvolvimento de um clima social importa realçar alguns aspectos.

Numa organização quando uma ideia é apresentada por um dos seus membros, o papel dos restantes colaboradores no que diz respeito ao conhecimento é importante na fase da geração de ideias, pois é, segundo Amabile, um pré-requisito para o sucesso criativo.

A interdisciplinaridade é aqui realçada e esbate a tendência para a orientação instrumentalizada.

A complementaridade das redes dos membros da equipa é essencial para a promoção da ideia. Se os outros membros da equipa ocupam  uma função diferente ou num nível diferente da organização, trabalhando noutro domínio de interesses, ou tem conexões com pessoas diferentes dos contactos usuais, a complementaridade é evidenciada.

Um outro tipo de conflito surge quando se chega á altura da realização da ideia onde a complexidade e diversidade de detalhes faz com que os membros da equipa desesperem. Nesta altura é bom lembrar que uma orientação para resultados e necessidade de flexibilidade são fundamentais.

Alguns estudos referem que as pessoas criativas bem sucedidas estão conscientes da sua fraqueza quando se confrontam com a necessidade de executar tarefas e por isso e para isso reúnem-se de pessoas qualificadas para assumirem o papel de especialistas de implementação.

O conflito não existe porque a complementaridade de personalidades emergiu.

Nota:

A criatividade não é própria de gente criativa, é própria de toda a gente.

Cognitive complexity and creativity

27 de Outubro de 2010

(Texto em português depois deste)

 

One approach in solving complex problems

The term “cognitive complexity” is used in psychology as the ability to process information that is not well defined and internally consistent, such as knowledge relevant to ill-structured problems.

Usually worth the effort to try to transform an ill-structured problem in one or more well-structured problems, but even with the most competent and diligent efforts, there seems to be residual differences irreconcilable.

If we are faced with complex problems and seek their resolution we must be aware whether or not we are up to its resolution.

This is because a person who is rich in conceptual complexity perceives the world in a multidimensional and flexible at the same time considering different viewpoints, and yet still manages to integrate all information into a single perspective.

If we are a person who is low in conceptual complexity tends to reject information that does not fit within the strict pre-established structures and tends to be submissive to authority.

 

When we think about solving problems, we think of creativity, but usually do not refer specifically to any of its possible forms. Policastro and Gardner suggest a distribution that is useful for framing some issues.

Thus creativity can come in the form of a solution of a problem or a discovery, but can also refer to the construction of a set of concepts that represent existing data at any given time, and to their organization in a way that illuminates and points to new directions.

The creation of permanent works in a symbolic system, as is the case of works of art, or performance of a ritual work like a symphony or even a game of high-performance, for example, sporting events or political activities, are also forms of creativity.

Each of these creative ways is strongly associated with particular areas and particular disciplines.

We can see that, when people try to integrate their diverse knowledge sources in solutions that leverage synergies, is the intersection of a complex set of factors from various domains that will give the answer.

Concepts such as team, group cohesion, cognitive complexity, creativity, decision making and many more t interact and influence each other in very complex fashion.

How to get an integrated perspective on this phenomenon that allows the different disciplines are used to construct a more useful?

Peter Drucker wrote: “The modern leader is more like an orchestra conductor.”

Conductors cannot play their instruments better than the members of the orchestra. Its value lies in its ability to conduct the musicians for a great performance. Conductors are rich in conceptual complexity.

Likewise, a leader currently uses this ability to steer various experts in a process that produces a successful project.

The complexity of modern problems cannot be managed through the sum of individual efforts. It requires people of diverse backgrounds and various levels to work together, which of course requires great effort of teamwork.

However, if we take one of the complex problems facing us today and deconstruct, never lose the image of the whole, we are taking the first step towards its resolution.

This work includes the need for immersion in the problem space, trough research, observation and reflection along with a willingness to deliberately play seemingly absurd connections and for these connections a special attention is required.

 

Complexidade cognitiva e criatividade

Uma abordagem na resolução de problemas complexos

O termo “complexidade cognitiva” é usado em Psicologia como sendo a capacidade para processar as informações que não estão bem definidas e são internamente consistentes, tais como os conhecimentos relevantes para problemas mal estruturados.

Geralmente vale a pena o esforço dispendido para tentar transformar um problema mal estruturado num ou mais problemas bem estruturados, mas mesmo com os mais competentes e diligentes esforços, parece haver diferenças residuais irreconciliáveis.

Se nos deparamos com problemas complexos e procuramos a sua resolução temos de ter consciência se estamos ou não à altura da sua resolução.

Isto porque, uma pessoa que é rica numa complexidade conceptual percebe o mundo de uma forma multidimensional e flexível, ao mesmo tempo que considera diversos pontos de vista, e mesmo assim, ainda consegue integrar todas as informações numa única perspectiva.

Se é uma pessoa que é pobre em complexidade conceptual tende a rejeitar informações que não cabem dentro das rígidas estruturas preestabelecidas e tende a ser submissa a uma autoridade.

 

Quando pensamos em resolver problemas, pensamos em criatividade, mas normalmente não nos referimos especificamente a nenhuma das suas possíveis formas. Policastro e Gardner apontam uma distribuição que é útil para o enquadramento de algumas temáticas.

Assim criatividade pode surgir sob a forma de uma solução de um problema ou uma descoberta, mas também pode referir-se à construção de um conjunto de conceitos que representam os dados existentes, em determinado momento, e à sua organização, de uma forma que ilumina e aponta para novas direcções.

A criação de obras permanentes num sistema simbólico, como é o caso de obras de arte, ou o desempenho de um trabalho ritual como o de uma sinfonia ou ainda um jogo de alto desempenho, por exemplo, competições desportivas ou actividades políticas, são também formas de criatividade.

Cada uma dessas formas criativas está fortemente e particularmente associada a domínios e disciplinas específicas.

Quando as pessoas tentam integrar as suas origens de conhecimento diversificado, em soluções que aproveitem as sinergias, é a intersecção de um conjunto complexo de factores de diversos domínios que dará a resposta.

Conceitos como equipa, grupo, coesão, complexidade cognitiva, criatividade, tomada de decisão e muitos mais interagem e influenciam-se uns aos outros de forma muito complexa.

Como chegar a uma perspectiva integrada sobre esse fenómeno que permita que as diferentes disciplinas sejam usadas para a construção de um conhecimento mais útil?

Peter Drucker escreveu: “O líder moderno é mais como um maestro de orquestra”.

Os maestros não podem tocar os instrumentos melhor do que os membros da orquestra. O seu valor reside na sua capacidade de conduzir os músicos para um grande desempenho. Os maestros são ricos em complexidade conceptual.

Da mesma forma, um líder hoje utiliza essa capacidade para orientar diversos especialistas num processo que produz o sucesso de um projecto.

A complexidade dos problemas modernos não pode ser gerida através da soma de esforços individuais. Ela requer pessoas de diversas origens e de diversos níveis para trabalhar em conjunto, o que naturalmente exige grandes esforços de trabalho em equipa.

No entanto, se pegarmos num dos problemas complexos que se nos deparam hoje e o desconstruirmos, sem nunca perdermos a imagem do todo, estamos a dar o primeiro passo para a sua resolução.

Esse trabalho inclui a necessidade de imersão no espaço do problema, por meio de pesquisa, observação e reflexão a par de uma vontade de tocar deliberadamente as conexões aparentemente absurdas,e é para essas conexões que uma especial atenção é requerida.

Hiding emotions behind 140 characters

16 de Outubro de 2010

 (Texto em Português depois deste)

Twitter, Facebook and other social networks

When dealing with organizational development interventions, it is easy to recognize the emotions that revolve around issues of change. We hear of disillusionment, fear, skepticism and we hear of excitement and anticipation.

There are other clicks within an organizational environment which can trigger emotional reactions susceptible to make the development efforts of the organization unfeasible, especially as it braces itself for the change, giving free rein to the creativity and innovation.

To know the nature of emotion clicks within the organizational environment helps to cope with feelings which are more concrete and effective for interventions in the organization’s development.

But all of us have, at one time or other, tried to hide this or that word or facial expression. By doing so, all we are trying to do is not to give away any indication regarding our emotional state.

But what do we do, what are we, behind the keyboards or screens when we send or receive messages on a network?

To ponder and recognize our own emotions and those of others helps us find our balance and allows for a positive environment!

Many of us have experienced situations on Twitter or Facebook which caused us joy or led to dissatisfaction. For example, we waited for someone to answer a question and received no response or suddenly the number of followers or fans rose considerably, without us having done anything, apparently.

In an organization and on a face to face situation I can:

-Assume responsibility for my emotions.

-Restructure negative situations to face challenges.

– Know my own click to positive and negative emotions.

-Ask, “What can I change?” whenever confronted with an emotionally charged situation.

And on social networks, how do I do it?

The management of emotional states is not easy especially when there are negative emotional states.

For instance, the constructive management of negative emotional states which inevitably arise in romantic relationships may be a critical facet of dealing with the world.

It can be critical because it is built this way. These relationships often serve as refuges from emotional stress in the workplace.

And sometimes “it backfires.” Relations increase stress rather than decrease, and when that happens, then there are problematic behaviors.

And what happens with social networking?

“When activated in the context of intense emotion, it seems that the frontal cortex helps to control the intensity of negative emotions which emerge in social relations. When this region of the brain is not effective or when the intensity of the conflict is too great, people need to learn behavioral strategies to cope with the emotional response. For some people, this strategy can be as simple as counting from 1 to 10 before doing something which they might regret later. “- Dr. John Krystal, editor of Biological Psychiatry,

The cognitive and behavioral strategies may be important components in controlling the intensity of negative emotions.

In fact, you can create strategies to facilitate the management of emotions and prevent the burnout in both fields of our interaction, work and “romantic” relationship.

Also according to Krystal, the results “suggest” that the image can provide potentially useful information about who may be vulnerable to mood and behavior problems after a stressful event.

And when there is no image on the social networking?

Stressful situations experienced at work and the inability to establish contact with the family are, undoubtedly, familiar recollections. The adverse also seems true.

Our ability to manage our emotions, at work, depends on our status as employees in organizations.

Managing emotions at work is psychologically distressing for the individuals, when it increases the feeling of strangeness towards their true feelings. One goes by the anguish of incomprehension that can generate outrage and the assumption of the role of victim.

And the submerged part of the social networks?

But if counting to ten may be a strategy for some people other strategies we will find, to manage our emotions with the aid of the frontal cortex, to strike a balance in our “romantic” relations and work.

Connect! Disconnect!

 

Esconder emoções atrás de 140 caracteres

O Twitter, O Facebook e as outras redes

Ao lidar com intervenções de desenvolvimento da organização, é fácil reconhecer as emoções que giram em torno de questões da mudança. Ouvimos falar de desilusão, medo, cepticismo e ouvimos falar de emoção e antecipação.

Existem outros cliques dentro do ambiente organizacional que podem causar reacções emocionais que poderiam inviabilizar os esforços de desenvolvimento da organização, principalmente quanto a organização se prepara para a mudança, dando asas à criatividade e à inovação.

Conhecer a natureza dos cliques emoção dentro do ambiente organizacional ajuda a lidar com sentimentos mais concretos e eficazes para intervenções de desenvolvimento da organização.

Mas, todos nós, já alguma vez, experimentamos esconder, esta ou aquela palavra ou expressão facial. O que procurámos com isso é não fornecer dados sobre o nosso estado emocional.

E o que fazemos e o que somos por trás dos toques, teclas ou ecrãs quando estamos enviamos mensagens ou as recebemos numa rede?

Reflectir e reconhecer as nossas próprias emoções e as dos outros ajuda a encontrar o equilíbrio e permite um ambiente positivo!

Muitos de nós já experimentamos situações no Twiiter ou Facebook que nos causaram alegria ou nos levaram para a insatisfação. Por exemplo esperávamos que alguém respondesse a uma questão e não obtivemos resposta ou de repente o número de seguidores ou fãs subiu consideravelmente, sem que, aparentemente, tivéssemos feito alguma coisa.

Numa organização e num estado presencial eu posso:

Assumir a responsabilidade pelas minhas emoções.

Reestruturar situações negativas face a desafios.

Conhecer o meu próprio clique para emoções positivas e negativas.

Perguntar, “O que posso mudar?” sempre que confrontado com uma situação carregada emocionalmente.

E nas redes sociais, como faço?

Fazer a gestão de estados emocionais, não é fácil, principalmente quando são estados emocionais negativos.  

Por exemplo, a gestão construtiva dos estados emocionais negativos que surgem inevitavelmente em relações românticas, pode ser uma faceta crítica de lidar com o mundo.

Ela pode ser crítica porque foi construída com esse sentido. Estas relações normalmente servem como refúgios emocionais das tensões do mundo do trabalho.

 E por vezes “sai o tiro pela culatra”. As relações aumentam o stress em vez de o diminuírem, e quando isso acontece, passam a existir comportamentos problemáticos.

E nas redes sociais?

“Quando activado no contexto de intensa emoção, parece que o córtex frontal, ajuda a controlar a intensidade das emoções negativas que emergem nas relações sociais. Quando essa região do cérebro não é eficiente activada ou quando a intensidade do conflito é muito grande, as pessoas precisam aprender estratégias comportamentais para lidar com a resposta emocional. Para algumas pessoas, esta estratégia pode ser tão simples como contar até 10 antes de fazer algo de que se possa arrepender mais tarde. ”  – Dr. John Krystal, editor da Biological Psychiatry,

As estratégias cognitivas e comportamentais podem ser componentes importantes no controle da intensidade de emoções negativas.

De facto, é possível criar estratégias capazes de facilitarem a gestão das emoções e evitar o desgaste em ambos os campos da nossa interacção, trabalho e relação “romântica”.

Ainda segundo Krystal, os resultados “sugerem que a imagem pode fornecer informações potencialmente úteis sobre quem pode estar vulnerável ao humor e problemas de comportamento após um evento stressante.

E nas redes sociais?

São certamente imagens comuns no nosso recordatório, as situações de stress vividas no trabalho e a incapacidade de as desligar ao estabelecer contacto no ambiente familiar. O inverso também parece verdadeiro.

A nossa capacidade de gestão das emoções, no trabalho, depende do nosso estatuto como colaboradores, nas organizações.

Gerir emoções no trabalho é psicologicamente angustiante para os indivíduos, quando se aumenta a sensação de estranheza em relação aos seus sentimentos verdadeiros. Passa-se pela angústia da incompreensão que pode gerar revolta e a assumpção do papel de vítima.

E a parte submersa das redes sociais?

Mas se contar até dez pode ser uma estratégia para algumas pessoas, outras estratégias encontraremos para, ao gerir as nossas emoções com o auxílio do córtex frontal, encontrar o equilíbrio nas nossas relações “românticas” e de trabalho.

Conecta! Desconecta!