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Pensar design e Gerir design

11 de Março de 2010

Pensar design e Gerir design

Embutir Design nas organizações, requer um alinhamento com a cultura da empresa, com o processo de negócio e com os valores dos consumidores.

As organizações podem desenvolver as competências de pensar design, fazendo-o internamente ou em parcerias com o exterior. A situação mais eficaz acaba por ser a combinação dos desenvolvimentos internos e externos.

Tornar-se numa organização orientada para o design, é um desafio e requer tempo, mas como qualquer grande obra, deve ser alimentada e pacientemente trabalhada.

Pensar em embutir design numa  organização não é pensar sobre a propriedade  de processos e técnicas, é pensar na possibilidade de tornar a organização capaz, pensar em  transparência de ideias e métodos, e estar aberta à mudança.

Thomas Lockwood em “Design Thinking”, editado pelo próprio, refere que antes de mais ao falar em organizações convém compreender a terminologia.

 Pensar design é uma grande metodologia com a qual se pretende descobrir necessidades não satisfeitas e criar novos conceitos.

Gestão design é um pouco mais ampla e envolve um a gestão contínua e liderança de organizações. 

Ao procurarmos integrar o pensar design na organização utilizamos esse início para chegar às organizações orientadas por design, mas precisamos de focar dez áreas de foco fundamentais, que é necessário construir nas organizações:

  1. Desenvolver empatia com o consumidor – Precisamos de desenvolver uma empatia profunda e compreender nos consumidores as suas necessidades não articuladas.
  2. Garantir um processo de design de características únicas. – Este processo tem de ser integrado nos processos chave do negócio, sem o que não haverá aderência e força.
  3. Conectar-se com a cultura da organização – Uma muita clara direcção. Não é colocar o design na cultura da organização, mas sim colocar a cultura da organização no design.
  4. Estabelecer a estratégia e políticas de design. – É importante reconhecer que cada actividade ou resultados da organização seja dependente de design.
  5. Alinhar e ajudar a definir a estratégia de negócio e a estratégia de design. – O design pode ajudar a definir a estratégia bem como a clarificá-la.
  6. Design para a inovação e para a transformação. – O critério fundamental é integrar design e pensar design com outros processos para encontrar a inovação de sucesso. Devemos usar o pensar design como um método aberto externo de inovação.
  7. Design por relevância em cada ponto de contacto. – Design de produto, Design de comunicação, Design de informação, Design de ambiente e Design de serviços.
  8. Focar a experiência do consumidor. – Compreender o comportamento do consumidor e tomada de decisão com o objectivo de trazer as interiorizações dos consumidores para experiências significativas da marca.
  9. Empoderamento da criatividade. – A criatividade é uma actividade mental mas também pode ser um modelo de sistemas.

10.Liderança design – Envolve o desenvolvimento de competências de liderança. De uma forma geral um líder design está envolvido com planeamento, processos, recursos e staff ao desenvolver uma cultura de design.

“Design não é decoração nem custos. Faz parte da essência do negócio e acrescenta valor. É o que nos ajuda e dá sentido à vida” – ( adapt. Design Thinking – T. Lockwood)

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O primado da criatividade e da inovação.

20 de Novembro de 2009

Porquê Pensamento Design?

“Tudo começa com a oposição a um modelo com bases no pensamento analítico, que se sustenta em duas formas de lógica, raciocínio dedutivo e raciocínio indutivo, para declarar as verdades e as verdades e as certezas deste mundo.

Processos analíticos rigorosos e repetidamente contínuos serão postos à prova. Se venceram a teoria prevalece e as grandes decisões serão tomadas resultando num grande valor acrescentado.Essa oposição é feita através do primado da criatividade e da Inovação. Adaptado de “Design of Business- Roger Martin

Luz

O pensamento intuitivo, já o referi, é muitas vezes a alavanca para a inovação, não deixando de existir o medo do insucesso por parte de quem decide.

Nem a análise nem a intuição são por si só suficientes.

Há necessidade de criar um equilíbrio.

 Os estilos de pensamento variam quando falamos de pensamento design ou de gestão de Design. Liderança design e estratégia design podem ser consideradas como resultado dos dois anteriores.

 O pensamento design, tem como objectivos a inovação e a definição de direcções, utiliza o pensamento abdutivo.

A gestão design faz uso do pensamento dedutivo e indutivo para atingir os seus objectivos que são o design da organização e das operações, processos, recursos e projectos.

Estilos diferentes para a liderança (dedutivo) e estratégia (indutivo).

 De acordo com Jeanne Liedtka pensamento abdutivo é a “lógica do poderia ser”. Pensamento indutivo é “provar através da observação que algo realmente funciona”; Pensamento dedutivo é “provar através do raciocínio por princípios que algo deve ser”.

 É esta a dança que o pensamento tem de acompanhar. É mudança, é Inovação.

 “A sismicidade dos números que assolam a industria exigem uma nova prática de design: colaborativa, mas de uma forma que amplifique, em vez de subjugar o poder de criatividade dos indivíduos; focada mas ao mesmo tempo flexível e capaz de responder a oportunidades inesperadas; focadas não só em optimizar o social, o técnico, e as componentes de negócio do produto mas em incorporá-los num equilíbrio harmonioso” – Change By Design – Tim Brown

Sismicidade

A inovação já é por si só motivo de satisfação. Junta-lhe divertimento e o resultado será espectacular!