Archive for the ‘Storytelling’ Category

The stance for doing business – Design Thinking

12 de Agosto de 2010

(Texto em Português depois deste)

Applications of Design Thinking

Design thinking is the common expression to describe an interdisciplinary approach to solving problems, which transports us to the true innovation.

Interdisciplinary design thinking is especially important to decide what to do in the first place, so that the power of creative intuitive processes can be used to stimulate innovation, solve any problems and develop new opportunities.

The design thinking can help with the confusing and challenging problems posed by the complexity of the contexts of design in the world of digital technology and global connectivity.

Problems of complex projects such as systems or services, are best addressed by a team of people from varied backgrounds, using intuitive process, but adding to the output of the shared mind is more productive than the sum of individual contributions.

People from non-design disciplines also contribute to the projects , usually those with business and brand background , as well as writers, storytellers , and developers of prototypes.

– How we do business?

Unlike analytical thinking, design thinking is a creative process based on the construction, from scratch, from ideas. There are no judgments or fear of failure.

Do stupid questions! Remember that only other people call them so.

Make hope visible. There are so many people waiting for your ideas!

Make a lateral thinking man. Dig deep.

Work the metaphor and analogies.

Jump the fence, draw what you want and face the consequences.

Embrace constraints and draw anywhere.

Draw in emergencies, even if you have only one napkin.

And above all use empathy with dedication to really watch and pay attention to people, because this is usually the best way to check the depth of unarticulated needs.

According to Warren Berger (Glimmer: How Design Can Transform Your Life and Maybe Even the World) there are three ways to implement the Design Thinking to life.

–      The designers are good at asking stupid questions – Take a step back and reassess everything.

Ask fundamental questions: Why are we living in this city? Why am I in this job? There are all sorts of chances in life to reconsider.”

The designer can begin to restructure the challenge at hand, which may lead to think in new directions.

The basics of business, now so transformational, requiring an ability to question and rethink what business we face and what are in fact the needs of consumers. What do they expect?

–      The designers put the problems on visual form – Designers know that when we see everything in front of us, the connections and patterns become more understandable.

The models that designers constantly create quickly and without polishing are a critical component of innovation. When we form an idea, we begin to make it real.

–      The designers think laterally – Forces the brain to move sideways and to examine the solutions that are out of the path. The trick is to avoid problems in a simple manner so that it is open to the left side. It is to be away from rules based on experience.

It is not easy to get big hits and we get there “thinking sideways”, searching for something very big, accepting ideas and influences, and above all it must also be willing to try to connect ideas that cannot seem to be linked. This is a way of thinking that can also be embraced by non- designers.

The design thinkers know that innovation often involves an interactive process with setbacks along the way, but knowing that small faults are actually useful, because they show what works and what needs to be corrected.

The design capacity of the thinker with “no follow” is an indispensable quality in times of dynamic change.

According to R. Martin to become design thinkers we must develop the stance, the tools and experiences.

Posture is the perspective of our world and our role in it.

Tools are the models we use to organize our world and our thinking.

Experiences are what built and developed our skills and sensibilities.

Even the unreasonable questions have an answer!

 

As aplicações de Pensar Design.

Pensar design é a expressão comum para designar uma abordagem interdisciplinar para a resolução de problemas, o que nos transporta para a autêntica inovação.

Pensar design interdisciplinar é especialmente importante para decidir o que fazer em o primeiro lugar, para que o poder de processos criativos intuitivos possa ser aproveitado para estimular a inovação, resolver qualquer tipo de problema e desenvolver novas oportunidades.

O pensamento de design pode ajudar com os problemas confusos e desafiadoras postos pela complexidade dos contextos de design no mundo da tecnologia digital e da conectividade global.

Problemas de projectos complexos, tais como sistemas ou serviços, serão melhor abordados por uma equipa de pessoas de origens variadas, aproveitando processos intuitivos, mas colaborando para que a saída da mente compartilhada seja mais produtiva do que a soma das contribuições individuais.

As pessoas de disciplinas não design também contribuem para os projectos, normalmente aqueles com negócios e marcas de fundo, bem como escritores, contadores de histórias e desenvolvedores do protótipo.

– Como é que fazemos negócio?

Ao contrário do pensamento analítico, pensar design é um processo criativo baseado na construção, a partir do nada, de ideias. Não há julgamentos ou medo de falhar.

Faça perguntas estúpidas! Lembre-se que só os outros lhes chamam assim.

Torne a esperança visível. Há tanta gente à espera das suas ideias!

Faça do pensamento lateral uma pá. Cave fundo.

Trabalhe a metáfora e as analogias.

Salte a cerca, desenhe o que quiser e enfrente as consequências.

Abrace constrangimentos e desenhe em qualquer lado.

Desenhe em emergências, mesmo que só tenha um guardanapo.

E acima de tudo use a empatia com dedicação para observar realmente e prestar atenção às pessoas, porque esta é geralmente a melhor maneira de verificar a profundidade das necessidades não articuladas.

Segundo Warren Berger (Glimmer: How Design Can Transform Your Life and Maybe Even the World) há três formas para aplicar o Pensar Design à nossa vida.

Os designers são bons a fazer perguntas estúpidas – Dê um passo para trás e reavalie tudo.

Faça perguntas fundamentais: Por que estamos a viver nesta cidade? Por que estou neste emprego? Há todo o tipo de hipóteses na nossa vida a reconsiderar”.

O designer pode começar a reestruturar o desafio em questão, o que pode conduzir a pensar em novas direcções.

Os fundamentos básicos do negócio, hoje tão transformacionais, exigem uma capacidade de questionar e repensar quais os negócios que enfrentamos e quais são de facto as necessidades dos consumidores. O que é que estes esperam?

Os designers colocam os problemas de forma visual – Os designers sabem que quando vemos tudo à nossa frente, as conexões e padrões tornam-se mais compreensíveis.

Os modelos que os designers criam constantemente de forma rápida e sem polimento são um componente crítico da inovação. Quando damos forma a uma ideia, começamos a torná-la real.

Os designers pensam lateralmente – Forçam os cérebros para ir para os lados e a analisar as soluções que estão fora do caminho. O artifício é evitar problemas de uma forma simples para que se esteja aberto para o lado esquerdo. Trata-se de estar afastado das regras baseadas na experiência.

Não é fácil chegar a grandes sucessos, e para lá chegar devemos ” pensar lateralmente “, procurando algo muito grande, aceitando ideias e influências e sobretudo deve também estar disposto a tentar ligar ideias que podem não parecer estar ligadas. Esta é uma maneira de pensar que também pode ser abraçado por não designers.

Os pensadores design sabem que a inovação envolve muitas vezes um processo interactivo com recuos ao longo do caminho, mas sabendo que as pequenas falhas são realmente úteis, pois mostram o que funciona e o que precisa ser corrigido.

A capacidade do pensador design de “não seguir” é uma qualidade indispensável em tempos de mudança dinâmica.

Segundo R. Martin para nos tornarmos Pensadores Design temos de desenvolver a postura, as ferramentas e as experiências.

Postura é a nossa perspectiva do mundo e o nosso papel nele.

Ferramentas são os modelos que usamos para organizar o nosso mundo e o nosso pensamento.

Experiências são o que construiu e desenvolveu as nossas competências e sensibilidades.

Mesmo as perguntas descabidas têm uma resposta!

Storytelling, entailling myths and being entrepreneur

14 de Julho de 2010

(Texto em Português depois deste)

Entrepreneurs and design thinking

A good story, wherever it is possible, is looking for a link to a myth, reason why, often earn in the competitive economy of attention.

A myth is an exemplary story , sacred and significant that gave meaning to human existence since the beginning of time.

For example, the myth of foreign savior appears in all cultures that have suffered reprisals, such as major Alvega, Portuguese, airline pilot in the RAF, during the Second World War.

The myths live huddled behind every story of masses of present society but their presence and visibility is not as high as in ancient Greece.

The myth of the contemporary city as a center of sin is a myth as old as the need to minimize the anxieties of the townspeople, by contrast to the quiet and bucolic areas on countryside.

The myth is a powerful anxiolytic. And it works both to sin and to the purity, either in town or in the field.

A man or woman who is alone, fighting the elements, bravely defending their principles, they all have a dream of creating a business.

The myth of the entrepreneur with hero’s clothes!

There is a fatal assumption in this myth which corresponds to the idea that being possessed of technical skills for a business they will match the skills of a business.

This assumption is made in many areas of business or schools of thought, so it is advisable to raise some questions.

Dan Norman in – ” Design Thinking: A Useful Myth”, asks: ” Why should we perpetuate such nonsensical, erroneous thinking? Because it turns out to be a very useful way to convince people that designers do more than make things look pretty. Never let facts stand in the way of utility… This is still the view of most business executives, marketing managers, programmers and engineers”

The myth is neither truth nor lie. The myth is simply copy when appropriate to the needs of people like that moving from one place unattractive to one that satisfies your curiosity and brings imagination and creativity.

Mythical narrative comes to be reported and believed. But its validity is dependent on its social features to compete with other stories and capture the attention of its users.

The mythical stories always enjoy the reasons for the promise.

Link a myth to a story is to carry him in the future. Without it, nothing more is than a commercial advertisement.

Norman still in the same article says: “So, long live the phrase “design thinking.” It will help in the transformation of design from the world of form and style to that of function and structure. It will help spread the word that designers can add value to almost any problem, from healthcare to pollution, business strategy and company organization. When this transformation takes place, the term can be put away to die a natural death. Meanwhile exploit the myth. Act as if you believe it. Just don’t actually do”.

And actually design thinking may add value but the designers will also pass by the myth of the entrepreneur in some cases, being sure that everyone has to know the language of entrepreneurs, managers and technicians.

By linking a myth in our history we must begin by releasing it from the initial context and then adapt it to our history. A myth is something that happened before but which may extend up to today.

We should emphasize the aspects of myth that is timeless and rid us of the historical context.

The mythical history of Harley Davidson was born in the geographical epicenter of an emerging culture.

 

Contar histórias, vincular mitos e ser empreendedor!

Empreendedores e pensar design

Uma história bem contada procura, sempre que possível vincular-se a um mito, razão pela qual, muitas vezes ganham na competitiva economia da atenção.

Um mito é uma história exemplar, sagrada e significativa que proporcionou sentido à existência do homem desde o princípio dos tempos.

Por exemplo, o mito do salvador estrangeiro aparece em todas as culturas que sofreram represálias, como é o caso do major Alvega, português, piloto de aviação da RAF, durante a segunda Guerra mundial.

Os mitos vivem aconchegados por trás de cada história de massas da sociedade actual embora sua presença e visibilidade não seja tão elevada quanto na Grécia antiga.

O mito contemporâneo das cidades como centro de pecado é um mito tão velho quanto a necessidade de minimizar a ansiedades das populações citadinas, por contrapartida ao sossego das zonas bucólicas e campestres.

O mito é um ansiolítico poderoso. E funciona quer para o pecado quer para a pureza, seja na cidade seja no campo.

Um homem ou uma mulher, que estão sós, lutando contra os elementos da natureza, defendendo com bravura os seus princípios, todos têm um sonho de criar um negócio próprio.

É o mito do empreendedor com roupas de herói!

Há uma assunção fatal neste mito e que corresponde à ideia de que sendo possuidor de competências técnicas para um negócio elas corresponderão às competências de um negócio.

Esse pressuposto é assumido em muitas áreas de negócio ou correntes de pensamento, pelo que é aconselhável levantar algumas interrogações.

Dan Norman em – “Pensar design: um mito útil”, interroga-se: “Por que devemos perpetuar esse pensamento errado, sem sentido? Porque acaba por ser uma forma muito útil para convencer as pessoas que os designers fazem mais do que fazer coisas bonitas. Nunca deixe que os factos se interpõem no caminho de utilidade… Esta ainda é a visão dos executivos mais empresas, gerentes de marketing, programadores e engenheiros”

O mito não é nem verdade nem mentira. O mito é pura e simplesmente exemplar quando adequado às necessidades das pessoas, como que as transportando de um lugar desinteressante para um que satisfaz a curiosidade e eleva a imaginação e a criatividade.

Uma narrativa mítica surge para ser comunicada e acreditada. Mas a sua validade social está dependente das suas características para competir com outros relatos e captar a atenção dos seus usuários.

Os relatos míticos gozam sempre das justificações da promessa.

Vincular um relato a um mito é carregá-lo de futuro. Sem isso não passa de um anúncio comercial.

Norman no mesmo artigo diz ainda: “Então, viva a frase pensar design “. Ela vai ajudar na transformação do design desde o mundo da forma e estilo até ao da função e estrutura. Ela vai ajudar a espalhar a palavra que os designers podem agregar valor a quase qualquer problema, da saúde à poluição, da organização á estratégia de negócios da empresa. Quando essa transformação ocorrer, o termo pode ser guardado para uma morte natural. Entretanto, explorem o mito. Aja como se acreditasse. “

E de facto o pensar design pode agregar valor mas os designers ainda vão passar também pelo mito do empreendedor em alguns casos, sendo certo que todos têm de conhecer a linguagem dos empreendedores, dos gestores e dos técnicos.

Ao vincularmos um mito à nossa história devemos começar por desvincula-lo do contexto inicial e depois adapta-lo à nossa história. Um mito é algo que ocorreu antes mas que pode prolongar-se ate hoje.

Devemos realçar os aspectos do mito que seja atemporais e livrar-nos do contexto histórico.

A história mítica da Harley Davidson nasceu no epicentro geográfico de uma cultura emergente.

Design Thinking – Tools to talk with business

21 de Junho de 2010

 (Texto em Português depois deste)

Think design and Tools

The world is turbulent and things seem unexpected. Hence we feel the need to sit around a campfire conceptual and exchange stories. This ancient technology of storytelling reappears again to help solve problems.

Tim Brown says that the two main tools of design thinking are the prototypes (which produce ideas fast enough to fail and learn) and storytelling (things to be deployed with the sale of compelling narratives).

When we talk about prototyping we must think that it requires a change of mind because it makes you wonder:

– How to create a small version of the solution to try to assess quickly and more cheaply to their effectiveness?

An attitude of prototyping means that when I am facilitating a group and we are developing solutions, we started making prototypes in very short time because they help with the convergence of options and facilitate the sale internally.

The domestic sales in a working group are extremely important for the convergence of solutions.

But perhaps the more difficult it is get out of the silo designer and go to the open environment and fierce business.

An attitude of prototyping also means trying solutions in the real world a very small scale to obtain feedback saving time and money.

This attitude embodies the values of prototyping:

– Reduces the risk of the unknown and technical challenges.

– Transform the business model of unknown risk.

– Attracts resources – people and capital.

– Satisfy the speed required by the market.

– Allows you to search for and sell on time (early) to the market.

But how do we prove to the skeptics, entrepreneurs and business leaders, design thinking could actually work to meet the challenges of development and innovation?

“When it comes to innovation the formulation of the problem is often the most important part of the process leading to design a “unique” game-changing paradigm shift solution. You hear the term “frame” anytime in the field of innovation. Even the managers are using it. In fact a fundamental rule of innovation is not always accepted the problem that put us in hand, but reshapes itself to maximize the changes that we can do in space. “-Bruce Nussbaum

There is a misconception especially in the automotive industry where it says that the computer simulation can substitute for the actual construction of a prototype  but it is always necessary to do so.

Embed a reality as the managers where quick profit is an obsession requires a conscious attitude of persistence and courage.

Some tools presentations -business plans or PowerPoint- that we have at our disposal to communicate ideas or strategy, are simply insufficient, so we have to use another tool.

A large part of design thinking involves “telling stories” in a clear and attractive way.

Traditional methods of speaking to present ideas summarize our personal perspectives address different forms of interpretation and result in confusion. For this it is necessary to make use of a language accessible to business leaders but that contains the assumptions of design thinking.

Design thinking by nature is based on image and thereby exposing our ideas and strategies for easy interpretation.

In making movies, prototypes or scenarios design thinkers can enable people to experience it emotionally that ideas or strategy aims to describe.

Development initiatives of ideas must learn to be more involved in the role of convincing “storytellers” since a large part of its support comes from building and maintaining partnerships with organizations.

“I am interested in when two objects collide and generate a third. The third object is where the work is interesting.” – Bruce Mau

 

 

Pensar design e Ferramentas

O mundo está turbulento e as coisas parecem inesperadas. Daí sentimos a necessidade de nos sentarmos em torno de uma fogueira conceptual e trocar histórias. Esta antiga tecnologia de contar histórias, reaparece novamente para ajudar a resolver problemas.

Para Tim Brown as duas principais ferramentas do pensar design são os protótipos (que produzem ideias suficientemente rápidas para falhar e aprender) e a narração (coisas a serem implantadas com a venda de narrativas convincentes).

A prototipagem requer uma mudança de mentalidade porque obriga a perguntar:

– Como criar uma pequena versão da solução para tentar avaliar rapidamente e de forma mais barata a sua eficácia?

Uma atitude de prototipagem significa que quando estou a facilitar um grupo e estamos a desenvolver soluções, começamos a fazer protótipos em tempo muito curto, que ajudam com a convergência de opções e facilitam a venda internamente.

A venda interna num grupo de trabalho é extremamente importante para a convergência de soluções.

Mas talvez o mais difícil seja sair do silo de designer e passar ao ambiente aberto e feroz dos negócios.

Uma atitude de prototipagem também significa tentar soluções no mundo real, numa escala muito pequena, para obter feedback, poupando tempo e dinheiro.

Essa atitude incorpora os valores de Prototipagem:

– Diminui o risco do desconhecido técnico e os desafios.

– Transforma o modelo de negócio de risco desconhecido.

– Atrai recursos – pessoas e capital.

– Satisfaz a velocidade requerida pelo mercado.

– Permite pesquisar e vender atempadamente (cedo) ao mercado.

Mas como vamos provar aos cépticos, empresários e líderes de negócio, que o pensamento design pode realmente funcionar ao enfrentar os desafios de desenvolvimento e inovação?

“Quando se trata de inovação, a formulação do problema é muitas vezes a parte mais importante do processo, levando à concepção de um “unique” jogo de mudança, mudança de paradigma de solução. Ouve-se o termo “enquadrar” a qualquer hora no âmbito da inovação. Até os gestores e gerentes a estão a usar. Na verdade uma regra fundamental da inovação é, nem sempre se aceita o problema que nos põem em mãos, mas reformula-se para maximizar as mudanças que podemos fazer no espaço.” -Bruce  Nussbaum

Há um equívoco, especialmente na indústria automobilística, onde se diz que a simulação de computador podem substituir a construção de um protótipo real, mas é sempre necessário fazê-lo.

Incorporar uma realidade como a dos gestores onde o lucro rápido é uma obsessão requer uma atitude consciente de persistência e de coragem.

As ferramentas de apresentações, (planos de negócio ou PowerPoint) que temos à nossa disposição para comunicar ideias ou estratégia, são simplesmente insuficientes, por isso temos de fazer uso de outra ferramenta.

Uma grande parte do pensamento design envolve “contar histórias” de forma clara e atraente.

Os métodos tradicionais de uso da  palavra para apresentar ideias, resumem as nossas perspectivas pessoais face às diferentes formas de interpretação  e resultam em confusão. Para isso é necessário fazer uso de uma linguagem acessível aos líderes de negócios mas que contenha os pressupostos de pensar design.

O pensar design, por natureza, é baseado em imagem e portanto expõe as nossas ideias e estratégias para fácil interpretação.

Ao fazer filmes, cenários ou protótipos, os designers permitem que as pessoas experienciem emocionalmente o que as suas ideias ou estratégia tem como objectivo descrever.

As iniciativas de desenvolvimento de ideias têm de aprender a envolver-se mais no papel de convincentes “contadores de histórias”, já que uma grande parte de seu apoio vem da construção e manutenção de parcerias com organizações.

“Eu estou interessado no momento em que dois objectos colidem e geram um terceiro. O terceiro objecto é onde o trabalho é interessante”. – Bruce Mau

Talking about storytelling and change

2 de Junho de 2010

 

This is an imagined interview with three players in the today’s world on the role of storytelling in innovation, in trading and in life in general.

The difficulty we feel in many cases to explain or clarify the meaning of our message can be removed with the narrative, with our well-told story.

An innovative idea that is intended, for example, must be transmitted with passion. It is the heat of passion that thrills our listeners, readers or viewers.

But it is also necessary to learn to tell stories, because today a story told badly can be worse than an analysis with limited data.

 That is today, and the future? Let’s ask Michael Margolis!

-“What future trends or directions do you foresee for story/storytelling/narrative? What’s next for the discipline? What future aspirations do you personally have for your own story work? What would you like to do in the story world that you haven’t yet done?

The future of storytelling resides in Generation Y, otherwise known as Millennials. This important demographic, aged 18-29 and numbering over 60 million in the United States and 120 million in Europe, represent what I call the “Story Generation.” (Keep in mind, the numbers and age boundaries are still being debated, but these are simply conservative estimates). In our youth-obsessed culture, this generation has assumed the role of trend-setter and taste-maker, far eclipsing the reach of Generation X and even challenging the uber-dominance of Baby Boomers on our collective culture. – Michael Margolis “ astoriedcareer

This message is a clear indication of a promising path, but in reality today, with our ideas, with new processes and our will as we manage change?

Suppose we create a story that inspires change. Business leaders and organizations have become believers and points the way ahead. Now it is important not to lose the progress accomplished. Forget about PowerPoint and the best practices stay focused and expand its story.

Do you think this is a problem? Let us ask to Roger Martin!

– What is the solution?

My solution? Think about a strategic options as being just a happy story about the future. It doesn’t have to be right and it doesn’t even have to be sensible. It just has to result in your organization being in a happy place in the future. In fact, if it were absolutely right and utterly sensible, your company would probably already be doing it.

 – And then all testing and analytical advisers? What do we do?

“It doesn’t have to be constructed analytically. It is a holistic story — here is where we would find ourselves playing and how we would see ourselves winning. The only real requirement is that it be a happy, aspirational story. If it isn’t happy, it isn’t worth being an option in the first place.”

– And who tells the story?

“If every participant tells one another a happy story, the group will have a wonderful list of options — and quite quickly, because participants won’t feel that they have to work super hard and be terribly careful and be highly logical. The standard on all of those dimensions is brought way down. Meanwhile, the creativity is elevated way up — because these are just stories; happy stories.” Roger Martin

Thank you to both for having afforded these moments!

 

 

Conversa imaginada com…

Esta é uma entrevista imaginada, com três protagonistas do mundo de hoje, sobre o papel de storytelling na inovação nos negocias e de um modo geral na vida.

A dificuldade que sentimos em muitos casos em explicar ou clarificar o significado da nossa mensagem pode ser retirada com a narrativa, com a nossa história bem contada.

Uma ideia que se pretende inovadora, por exemplo, tem de ser transmitida com paixão. É o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

Mas também é necessário aprender a contar histórias, porque hoje uma história mal contada pode ser pior que uma análise com poucos dados.

E no futuro? Vamos perguntar a Michel Mafrgolis! 

– “ Quais serão as futuras tendências ou direcções que prevê para a história / contar histórias / narrativa? O que vem a seguir para a disciplina? Que futuro e aspirações tem pessoalmente, para o seu próprio trabalho com histórias? O que gostaria de fazer no mundo das histórias que ainda não fez?

O futuro da narrativa reside na Geração Y, também conhecida como “Millennials”. Este importante demográfica, com idades entre 18-29 e numeração mais de 60 milhões nos Estados Unidos e 120 milhões na Europa, representam o que eu chamo de “Geração Story”. (Tenha em mente que os números limites de idade e ainda estão sendo debatidas, mas estes são apenas estimativas conservadoras). Na nossa cultura obcecada pela juventude, essa geração tem assumido o papel de criador de tendências e criador de gosto, longe do alcance da eclipsada geração X e até mesmo desafiando a super dominadora geração de Baby boomers na nossa cultura colectiva.”

Esta mensagem é claramente uma indicação de um caminho promissor, mas na realidade de hoje, com as nossas ideias, com os novos processos e com a nossa vontade como vamos gerir a mudança?

Suponhamos que conseguimos criar uma história que inspira mudanças. Os líderes das empresas ou organizações tornaram-se crentes e a luz verde assinala o caminho. Agora é importante não perder o avanço conseguido. Esqueça o PowerPoint e as boas práticas e mantenha-se focado e expanda a sua história. E se isso for um problema?

Perguntemos a Roger Martin!

– Qual é a solução?

“ A minha solução? Pense em uma das opções estratégicas como sendo apenas uma história feliz sobre o futuro. Ela não tem que ser certa e não tem sequer a ser razoável. Ela só tem que resultar na sua organização e estar num lugar feliz no futuro. Na verdade, se fosse absolutamente certo e totalmente sensível, a sua empresa, provavelmente, já estaria a fazer isso.”

– E então todas as análises e conselheiros analíticos? O que fazemos?

“Não tem de ser construído analiticamente. É uma história holística – é aqui onde nos iríamos encontrar e jogar como nos iríamos ver a ganhar. A única exigência é que seja uma história feliz, uma aspiração. Se não estiver feliz, não vale a pena ser uma opção, em primeiro lugar.”

– E quem conta a história?

“Se cada participante conta uma outra história feliz, o grupo terá uma maravilhosa lista de opções – e muito rapidamente, porque os participantes não sentem que têm de trabalhar duro e ser super nem terrivelmente cuidadoso e ser muito lógico. A norma em todas essas dimensões é trazida para baixo. Enquanto isso, a criatividade é uma forma elevada até – porque estas são apenas histórias, histórias felizes.”

Muito obrigado aos dois por terem proporcionado estes momentos!

The stories help us understand the complexity of things!

24 de Maio de 2010

(Texto em Português depois deste)

Design thinking  and feel design

There is past history and stories about the future that facilitate adaptation to change and to promote such change.

The stories help us understand the complexity of things and can enhance or change perceptions, making them simple.

The stories involve feelings. Storytelling allows us to see in a different light and thus make decisions in an environment also different, where the rational and emotional engages.

For example in business, value and meaning are transmitted with intensity capable of changing consumer behavior. What is promised has tacit acceptance, if the story is well told, that is, whether clarifying the doubts and meets the expectations.

One story involves the consumer in the environment of comfort and highlights his achievements.

Often, design thinking  failure to compromise between the creation or creator and the audience to whom it is intended that creation.

The use of a language not accessible to the consumer stops the flow of a good story and ends without a happy ending. The history of the product or what caused it or its route, cannot be told through a speech restricted as sometimes the design of the thinkers.

The story belongs to the public, and not to a closed or a gathering elite guarded with standards-sealed as if it were a society distinctly different.

The storyteller, may only be a character and not the central theme of the story, because they are the people who matter.

A story should reflect the conflicting interests and their reconciliation, whether they are the states of design thinkers or of the team which is working. Interdisciplinarity brings cognitive conflicts but they are healthy. Emotions give color and do not cause destruction because there is sharing in design think teams.

Storytelling is home to some challenges and requires good learning, but the results are amazing.

Robin Williams in The Non-Designer’s Design Book presents four fundamental principles of graphic design that every professional should understand. The four are Contrast, Repetition, Alignment and Proximity (or CRAP).

Good design is simple:

– Learn the basics,

– Recognize when we are not using. Naming the problem.

– Apply the principles.

The principles are interconnected and one rarely appears alone.

Contrast. – The contrast is often the most important attraction.

Repetition. – The visual elements should be repeated throughout the piece. Develop the organization and strengthens the unit.

Alignment. – Nothing should be placed arbitrarily. This creates a clear, cool and sophisticated.

Proximity. – The elements that are interrelated should be placed together. This helps organize information.

These principles are usually advised to graphic design, but a good exploration does not hurt.

It’s a good challenge, think and tell a story, following these principles.

The stories also work well as a way of promoting a collaborative working and understanding within the team to think about design.

The stories are helpful in elucidating work strategies.

Design and strategy have to work together. Creativity is the currency in progress, but the strategy is also important, so storytelling and visualization greatly facilitate the convergence of design thinking and business.

Pensar design e sentir design

Há história do passado e histórias sobre o futuro que nos facilitam a adaptação à mudança e até promovem essa mudança.

As histórias ajudam-nos, a compreender a complexidade das coisas e podem melhorar ou mudar percepções, tornando-as simples.

As histórias envolvem sentimentos. Contar histórias permite ver sob uma luz diferente e, consequentemente, tomar decisões num ambiente também diferente, onde o racional e o emocional se envolve.

Por exemplo nos negócios, valor e significado são transmitidos com uma intensidade capaz de alterar o comportamento dos consumidores. O que se promete, tem aceitação tácita, se a história é bem contada, isto é, se clarifica as dúvidas e satisfaz as expectativas.

Uma história envolve o consumidor no seu ambiente de conforto e ilumina as suas realizações futuras.

Muitas vezes, o pensar design, falha no compromisso entre a criação ou o criador e o público a quem se destina essa criação.

A utilização de uma linguagem não acessível ao consumidor impede o fluxo de uma boa história e acaba sem um final feliz. A história do produto ou do que lhe deu origem ou ainda do seu percurso, não pode ser contada através de um discurso restrito como por vezes o dos pensadores design.

A história é do público, não de uma tertúlia fechada ou de uma elite resguardada em padrões selados, como se de uma sociedade distintamente diferente se tratasse.

O contador de histórias, apenas poderá ser um personagem e não o tema central da história, porque são as pessoas que importam.

Uma história deve reflectir os interesses em conflito e a sua reconciliação, sejam eles os estados do pensador design sejam os da equipa onde está a colaborar.

A interdisciplinaridade traz conflitos cognitivos mas que são saudáveis. As emoções dão cor e não provocam destruição porque há partilha nas equipas de pensar design.

Contar histórias, alberga alguns desafios e exige uma boa aprendizagem, mas os resultados são surpreendentes.

Robin Williams, em The Non-Designer’s Design Book, apresenta quatro princípios fundamentais do design gráfico que cada profissional deve entender. Os quatro são contraste, repetição, alinhamento e proximidade (ou CRAP).

O bom design é simples:

– Aprender os princípios,

– Reconhecer, quando não os estamos a usar. Dar nome ao problema.

– Aplicar os princípios.

Os princípios são interconectados e raramente aparece um isolado.

Contraste. – O contraste é muitas vezes a mais importante atracção.

Repetição. – Os elementos visuais, devem ser repetidos ao longo da peça. Desenvolvem a organização e reforçam a unidade.

Alinhamento. – Nada deve ser colocado arbitrariamente. Isto cria uma imagem clara, fresca e sofisticada.

Proximidade. – Os elementos que se inter-relacionam devem ser colocados juntos. Isto, ajuda organizar a informação.

Estes princípios são normalmente aconselhados para design gráfico, mas uma boa exploração não faz mal.

É um bom desafio, pensar e contar uma história, seguindo estes princípios.

As histórias também funcionam bem, como uma forma de promover um trabalho de colaboração e compreensão dentro da equipa de pensar design.

As histórias são úteis na clarificação de estratégias de trabalho.

Design e estratégia têm de trabalhar juntos. A criatividade é a moeda em curso mas a estratégia é igualmente importante, por isso contar histórias e a visualização, facilitam muito a convergência entre o pensar design e os negócios.