Conveniências de esquecimento!

A conveniência ou não conveniência do esquecimento

 

Quem será que nunca, repentinamente, esqueceu de algo?

Mas esquecer, repentinamente, de algo com frequência pode ser devido a muitas circunstâncias!

A memória, social ou individual, determina-se fazendo selecções sobre o material que se tem à disposição, que podem ser prévias, isto é orientados por interesses, ou selecções posteriores, no sentido de satisfazer a operacionalidade ou a funcionalidade dos elementos guardados.

 

A memória existe porque nós a constituímos, ao negar o desaparecimento do presente, isto é, guardamos a informação para a voltar a consagrar como presente ao relembrar.

Nós temos uma tendência para esquecer factos ou eventos ao longo do tempo, a que chamamos transitoriedade e, é muito provável que esqueçamos a informação, logo a seguir à apreensão. Este facto faz que com a memória tenha a oportunidade de gerir a qualidade da informação e “esquecer” o lixo absorvido.

Por vezes confunde-se este aspecto “transitório” com um sinal de debilidade, mas no fundo o que estamos a fazer é a arrumar as gavetas ou pastas da informação.

Outro tipo de esquecimento com que nos deparamos no nosso quotidiano é fruto da distracção. Aqui o nosso cérebro não codifica a informação de forma segura e surge o esquecimento.

Este esquecimento é “praticado” por indivíduos que esquecem a caneta, a reunião ou a toma de medicamentos. É perfeitamente eliminável.

A nossa memória também não ajuda quando sentimos a resposta na ponta da língua e não somos capazes de a pronunciar. A este tipo de esquecimento, chamamos o bloqueio, ou a incapacidade temporária para recuperar a memória. O bloqueio ocorre quando a memória está devidamente armazenada no cérebro, mas algo o impede de encontrar a informação.

Entre as falhas da memória podemos encontrar ainda outros tipos de anomalias como a falta de atributos na infirmação como alguns pormenores ou origem. Isto pode explicar a inocência na atribuição errada de autoria de factos. É uma questão de atribuição de autoria que resulta de mau armazenamento na memória.

Na nossa memória, as nossas percepções são filtradas pelos nossos preconceitos pessoais, em relação a experiências passadas, crenças, e conhecimentos adquiridos e prévios, e pelo nosso estado de espírito no momento da recepção da informação.

Os nossos preconceitos afectam as nossas percepções e experiências quando elas são codificadas no cérebro e, ao relembrar os acontecimentos a imagem recebida é influenciada por esses preconceitos dando origem ao esquecimento de conveniência.

Hoje existe tecnologia que permite estudar a função cognitiva e prevenir situações de esquecimento que pode ser extremamente prejudiciais à nossa vida.

PET scan pode detectar o declínio no metabolismo da glicose associado com diminuição da função cognitiva, particularmente nos lobos temporais e parietais localizadas nas laterais e na parte posterior do cérebro, as regiões associadas com a formação da memória e da linguagem. Pesquisadores na UC Berkeley pesquisadores estão a descobrir que a imagem cerebral é uma promessa como um método de detectar sinais precoces da doença de Alzheimer.”

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