Inovação Aberta e redes!

 

A conectividade e a Inovação Aberta

A internet e as novas tecnologias com as redes sociais e de trabalho permitem agora, às organizações e aos seus pares, incluindo consumidores, uma interacção sem precedentes no comportamento organizacional.

Para além de possibilitarem uma transferência recíproca de conhecimento, a conectividade abre as portas à co-criação de produtos e serviços. Esta abertura contudo traz uma série de desafios e medidas de prevenção, porque não está ainda, estabelecido um clima de confiança satisfatório.

Trata-se de questões de propriedade de ideia, de receios de transferência indevida de conhecimento e até de algumas dúvidas sobre o justo valor a aplicar às participações de cada parceiro.

Apesar disso, muitas pequenas e médias empresas começam a apostar nos seus consumidores como fonte de informação e membros activos na co-criação de produtos e serviços.

Mas, não são apenas as PME’s a apostar em Inovação Aberta, como se pode ver no site da Procter & Gamble.

 “A iniciativa da Academia P & G visa, estimular um diálogo sobre a inovação entre, as instituições académicas de investigação e a indústria e, de reconhecer um grupo de pesquisa, que vê uma aplicação industrial da sua pesquisa, como parte importante das suas pesquisas científicas.” – P&G

Estas iniciativas apesar de serem, sinal de alguma abertura, não significam a aceitação de uma total abertura ao diálogo sobre as vantagens da Inovação Aberta. Há resistências que carecem de soluções e elas passam por uma “educação” atempada nos futuros empresários e dirigentes.

A criatividade e a inovação são elementos-chave na educação empresarial. As questões relacionadas com a adaptabilidade não se podem restringir a um conjunto de manifestos sobre “o que fazer”.

As novas competências devem ser construídas de base e com origem na conexão e colaboração entre actores internos e externos à organização.

Essa aquisição de competências passa, pela construção do novo conhecimento, o conhecimento de que existe um mundo exterior rico, colaborativo e com ideias diferentes, mas possivelmente melhores do que as únicas existentes internamente nas organizações.

O conhecimento é um factor desenvolvimento organizacional e pessoal, mas para que assim seja, é necessário delinear as condições para incutir uma visão e gerir as trocas de ideias.

É preciso mobilizar os evangelistas do conhecimento, dentro de um contexto criado como facilitador de criação de conhecimento e, disseminá-lo no ambiente existente, a globalização.

O conhecimento já não é uma competência individual, é fruto de interacções e conexões facilitadas pelas redes sociais e TI.

As crises sucessivas que atingiram muitas organizações, não diagnosticaram apenas a necessidade de inovar, também mostraram que é necessário redesenhar as estruturas organizacionais e o seu comportamento.

As lideranças têm de rever o seu papel e reavaliar as suas competências face aos novos contextos de influência, níveis de satisfação, autonomia e responsabilidade. É fundamental que os líderes sejam capazes de projectar, a sua habilidade de condução, de gestão de criação e de inovação, face à adversidade e mudança constantes.

Os líderes transformacionais, isto é que acompanham a transformação, abraçam a abertura de silos, aceitam a existência de alternativas externas compensadoras e lideram redes de contributos em ideias e necessidades.

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