Pensar design e Gerir design

Pensar design e Gerir design

Embutir Design nas organizações, requer um alinhamento com a cultura da empresa, com o processo de negócio e com os valores dos consumidores.

As organizações podem desenvolver as competências de pensar design, fazendo-o internamente ou em parcerias com o exterior. A situação mais eficaz acaba por ser a combinação dos desenvolvimentos internos e externos.

Tornar-se numa organização orientada para o design, é um desafio e requer tempo, mas como qualquer grande obra, deve ser alimentada e pacientemente trabalhada.

Pensar em embutir design numa  organização não é pensar sobre a propriedade  de processos e técnicas, é pensar na possibilidade de tornar a organização capaz, pensar em  transparência de ideias e métodos, e estar aberta à mudança.

Thomas Lockwood em “Design Thinking”, editado pelo próprio, refere que antes de mais ao falar em organizações convém compreender a terminologia.

 Pensar design é uma grande metodologia com a qual se pretende descobrir necessidades não satisfeitas e criar novos conceitos.

Gestão design é um pouco mais ampla e envolve um a gestão contínua e liderança de organizações. 

Ao procurarmos integrar o pensar design na organização utilizamos esse início para chegar às organizações orientadas por design, mas precisamos de focar dez áreas de foco fundamentais, que é necessário construir nas organizações:

  1. Desenvolver empatia com o consumidor – Precisamos de desenvolver uma empatia profunda e compreender nos consumidores as suas necessidades não articuladas.
  2. Garantir um processo de design de características únicas. – Este processo tem de ser integrado nos processos chave do negócio, sem o que não haverá aderência e força.
  3. Conectar-se com a cultura da organização – Uma muita clara direcção. Não é colocar o design na cultura da organização, mas sim colocar a cultura da organização no design.
  4. Estabelecer a estratégia e políticas de design. – É importante reconhecer que cada actividade ou resultados da organização seja dependente de design.
  5. Alinhar e ajudar a definir a estratégia de negócio e a estratégia de design. – O design pode ajudar a definir a estratégia bem como a clarificá-la.
  6. Design para a inovação e para a transformação. – O critério fundamental é integrar design e pensar design com outros processos para encontrar a inovação de sucesso. Devemos usar o pensar design como um método aberto externo de inovação.
  7. Design por relevância em cada ponto de contacto. – Design de produto, Design de comunicação, Design de informação, Design de ambiente e Design de serviços.
  8. Focar a experiência do consumidor. – Compreender o comportamento do consumidor e tomada de decisão com o objectivo de trazer as interiorizações dos consumidores para experiências significativas da marca.
  9. Empoderamento da criatividade. – A criatividade é uma actividade mental mas também pode ser um modelo de sistemas.

10.Liderança design – Envolve o desenvolvimento de competências de liderança. De uma forma geral um líder design está envolvido com planeamento, processos, recursos e staff ao desenvolver uma cultura de design.

“Design não é decoração nem custos. Faz parte da essência do negócio e acrescenta valor. É o que nos ajuda e dá sentido à vida” – ( adapt. Design Thinking – T. Lockwood)

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