Inovação aberta e os conflitos!

A contingência de conflitos em Inovação Aberta

Numa abordagem de contingência, o ambiente no qual uma organização opera determina a melhor maneira para se organizar.

Num modelo de Inovação aberta, as organizações, em vez de, exclusivamente, confiarem nos seus recursos, que são naturalmente limitados, as organizações são encorajadas a compartilhar conhecimentos através das suas fronteiras para aumentar o seu potencial inovador.

Podem-se, desde já apontar algumas consequências possíveis, dessa atitude por parte das organizações:

O número de inovações internas pode diminuir.

Passa a haver a necessidade de identificar a capacidade de absorção das propostas externas.

Surgem novos recursos extraordinários implicados.

Há um novo jogo a disputar.

E nesse jogo, como aliás em qualquer jogo, frequentemente surgem conflitos. Estes conflitos, que no caso são organizacionais, são complexos, situam-se em contextos específicos e apresentam dimensões variadas.

 

Acresce o facto de os conflitos organizacionais, são de uma forma geral, identificados como de personalidades, neste caso quase sempre destrutivos, e os conflitos de conhecimento que normalmente são construtivos.

Partindo destas premissas, é com relativa facilidade que imaginamos as zonas onde esses conflitos podem surgir. Note-se que estamos perante uma intersecção de factores internos e externos.

As zonas de marketing e de I&D são zonas onde se podem prever situações mais vulneráveis ao conflito. São constituídas por grupos de pessoas, vinculadas ao seu estatuto e princípios, o que torna difícil a partilha e a colaboração. Há uma imagem e um trabalho desenvolvido que não pode ser posto em causa.  

Apesar desses possíveis conflitos, as PME’s oferecem uma abertura maior à Inovação aberta, pois ao iniciarem a sua actividade não se deparam com os obstáculos das grandes organizações.

Para além disso essas pequenas empresas podem compensar as bases de recursos de grandes empresas com a combinação de conhecimento a partir de uma ampla rede de agentes externos.

Outra possível forma de cooperação, é o caso de uma empresa que pode juntar-se a outras pequenas empresas para construir algo de surpreendente e que venha a servir de base a grandes empresas já estabelecidas.

Nesta altura os conflitos organizacionais já não apresentam a mesma intensidade e duração que os previstos numa integração de trabalho de uma pequena empresa noutra de maior dimensão.

Mas ao apreciarmos, os mecanismos e processos de Inovação Aberta, não podemos esquecer o nosso ponto inicial que é a contingência e especificamente a localização dos acontecimentos.

A abordagem não pode estar isenta da cultura, quer das organizações em jogo, quer das populações que enfrentam o hipotético choque. Os conflitos emergentes de questões culturais não podem deixar de ser resolvidos, e isso implica uma compreensão clara dos valores em causa e a consequente temporização para uma absorção recíproca.

È nestas alturas, que uma liderança forte e com confiança demonstrada, vai alavancar uma nova forma de pensar internamente, para poder absorver as propostas externas.

Não é possível realizar um trabalho colaborativo, mantendo as estruturas internas de pensamento fechadas a novas ideias do exterior.

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