Inovar a liderança!

eLiderança!

“A liderança mediada pelas tecnologias de informação pode apresentar os mesmos resultados que a liderança presencial e naturalmente mais eficazes com a utilização de interacções virtuais.” Avolio e Kahai

As diferenças mais significativas prendem-se com as implicações de “sentir a presença do líder” e com o que isso acarreta na percepção dos processos de comunicação, nomeadamente o tipo de discurso quanto à sua riqueza de conteúdo, intensidade e velocidade.

Inovar a liderança!

Mas não será por aí que a eficácia de um líder deixará de se fazer sentir. Outras características estarão presentes como o relacionamento com as equipas e a confiança.

Os novos líderes devem procurar desenvolver as suas competências, nos novos ambientes, de forma a manterem os níveis de confiança elevados e facilitarem a motivação intrínseca.

 

De facto, a e-liderança não é muito diferente de qualquer outra forma de liderança eficaz, excepto que em e-liderança não existe outra opção, que não seja “ser muito bom líder”.

A liderança mediada pelas tecnologias de informação, exige um alto nível de liderança transformacional, face à riqueza de natureza participativa do mundo em interacção. E esse mundo é, composto pelas  organizações, as do líder e as outras, os consumidores ou utilizadores e a interligação entre o líder e o seguidor com a intervenção do mundo oculto entre os dois.

A nova liderança tem de voltar a aprender e, deve ter consciência que, segundo Jonathan Ive, 90% das empresas, que têm problemas on-line, são criados pela gestão e não pela tecnologia.  

De facto a idade da internet criou a necessidade de um novo paradigma para a formação de competências e para a aprendizagem – o de aprender a aprender.

Para integrar a gestão e a tecnologia, aprender a aprender implica também aprender a desaprender o passado e algumas teorias de gestão e de práticas que já não são adequadas ao mundo global e podem mesmo, ser destrutivas para as organizações.

Porque o novo mundo, baseado nas interacções e conectividade é, um sistema de colaboração, o estilo de liderança necessário é de colaboração total. O líder tem de ser um facilitador dos subsistemas humano e tecnológico face ao novo cliente integrado no próprio sistema.

Como dizia Norman Chorn num artigo intitulado”Criando Valores Femininos as Organizações ” argumenta que, os valores femininos, “valores de comportamento colaborativo, exploratório de tomada de decisão e uma atitude de abertura à aprendizagem, estão mais alinhados com o desenvolvimento integrado, das capacidades multifuncionais da organização moderna “

Os consumidores e/ou utilizadores esperam lealdade por parte das organizações e nesse sentido a liderança terá de ser verdadeira, resultante de colaboração e com produtos e serviços adequados às suas necessidades.

As questões que se levantam, prendem-se coma adaptabilidade das organizações e com a capacidade transformacional dos seus líderes.  

Será que houve evolução do “estilo” de liderança capaz de alinhar com a evolução tecnológica e com a conectividade?

Será que facilita ou a liderança que desenvolve só complica?

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