Inovação Aberta – Competição

De volta à competição!

O foco da nossa atenção tem-se dirigido para a comparação entre os produtores e para as grandes campanhas que são capazes de promover. Está na altura de focar situações mais pequenas e mais interessadas. Afinal as grandes coisas são combinações de pequenas.

De uma forma empírica, não é descabido pensar os utilizadores ou consumidores são os verdadeiros motores do desenvolvimento da maior parte de os produtos e serviços disponíveis.

Esta constatação leva-nos a novas questões e conduz-nos por caminhos diversos como a nova economia, a gestão do conhecimento e da tecnologia ou o comportamento organizacional. Isto significa que o utilizador vai requerer novas formas de tratamento, novos resultados de percepção e novas dinâmicas organizacionais.

A atitude total da organização tem de se adaptar ao novo ambiente.

A competição está de volta, mas as regras do jogo são outras.

“Descrição do Concurso: O concurso vai girar em torno do tema,
tendências de consumo na Internet. As equipas de alunos serão convidados a explorar tendências emergentes de consumo na Internet, num estado pré-mercado, impulsionado pela tecnologia,
factores socioeconómicos e preferências dos consumidores. Espera-se que os vencedores do concurso tenham a oportunidade de identificar projectos que possam servir como pedra angular ou projectos de pesquisa patrocinados pelos grupos externo durante o Outono e Primavera no próximo ano lectivo.

Este Concurso de Inovação Aberta é um projecto interdisciplinar patrocinado internamente por CMU do Projeto Olympus (SCS), o Centro de Don Jones para Empreendedorismo (Tepper), e o Instituto de Inovação Social e Mestrado de Sistemas de Informação (ISI e MISM, Heinz College). – Tue, 2/23/10, masters@ANDREW.CMU.EDU <masters@ANDREW.CMU.EDU>

Este panorama é, um bom exemplo do caminho que se está a traçar, a aproximação e centralização no consumidor. Mas a questão mais importante é a competição em si. Ela é realizada com futuros participantes da vida activa de negócios (para a maioria, pequenos negócios) e é vivida de forma interdisciplinar.

Kwanghui Lopes, Henry Chesbrough, e Yi Ruan, realizaram um estudo em que afirmam “que os períodos de aumento da concorrência correspondem a um maior número de patentes em classes de patentes em que as empresas competem frontalmente.

Nos períodos de cooperação há um aumento de patentes em áreas complementares a montante e a jusante.”

Eu diria que essa complementaridade é realizada, na maior parte dos casos, por pequenas e médias empresas, e que para o conseguirem fazer têm de recorrer ao conhecimento exterior, como é o caso relatado acima, na competição Inovação Aberta.

Há diversos campeonatos e diferentes escalões na competição para a inovação aberta.

Em equipas de inovação aberta, as pessoas de diferentes organizações trabalham em conjunto para desenvolver novos produtos, serviços ou mercados. Isto significa que existem conjuntos diferentes com diferentes estruturas e comportamentos organizacionais.

Se por um lado a diversidade traz a possibilidade de um produto ou serviço mais rico e um conhecimento mais amplo e refinado, por outro lado existem barreiras que têm de ser ultrapassadas. Há que ter consciência dos problemas.

O foco agora centra-se nos Recursos Humanos e nas estruturas organizacionais. Como vou integrar o conhecimento externo e como vou transferir o conhecimento interno, é a pergunta que o gestor terá de fazer. Esta preocupação dirige-se mais às médias empresas do que às pequenas, que possivelmente emergem de empreendedores individuais.

Os desafios mais importantes são portanto de natureza organizacional e cultural, como consequência de do aumento de contactos externos.

E finalmente uma notícia do último campeonato:

“Inovação aberta, vencedores: Em Setembro de 2009 Netflix concede um prémio de US $ 1 milhão a uma equipa de pessoas que inventaram um algoritmo que proporciona uma melhoria de 10%, ao predizer o que, os clientes de filmes, querem ver. Isto termina uma competição de inovação aberta, que levou três anos, com 40.000 equipes de 186 países, para quebrar a barreira crítica 10%.”

Amanhã há mais campeonato! Conte-me como ficou o seu jogo!

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