Kyudo e pensar design

Caminhos encontrados


“Kyudo a prática de tiro com arco Zen, é uma forma de meditação em movimento – e uma única arte marcial. O foco da prática está em “limpar a mente”, em vez de pontaria. O alvo torna-se um espelho que reflecte a qualidade de uma mente no momento da liberação da flecha.”
 

O processo de pensar design deve ser colocado como um sistema de sobreposição de espaços, em vez de uma sequência de passos ordenados, são eles a inspiração, a ideação e a execução.

O problema é uma oportunidade para inspiração, que gera energia para a busca de soluções. É como o alvo que avistamos quando possuímos o arco e a flecha na mão.

A ideação é um processo de geração, desenvolvimento e teste de ideias. Uma curva imaginada no trajecto da flecha.

Na execução visionamos todo o caminho desde o projecto até ao encontro com as pessoas. É a altura de libertar toda a nossa energia e deixar partir a flecha.

“Trabalhando com a precisão da forma, um desenvolve-se um processo natural, através do qual o praticante tem a oportunidade de ver a mente mais clara. O alvo torna-se um espelho que reflecte as qualidades do coração e da mente no momento da libertação da flecha.” – www.zenko.org

É essa relação natural com o consumidor que faz do pensar design um processo de espaços “unique”. O consumidor é um na presença de um pensador design reflecte as suas emoções e necessidades.

Claudia Kotchka  da P&G diz: “O pensamento design é simultaneamente um processo e uma mentalidade, e que começa sempre com o consumidor.”

“Isso advêm, da forma como os designers são treinados, para resolver problemas na escola de design. Nas escolas de negócios e até mesmo escolas de engenharia, um monte de resolução de problemas são técnicas de análise, mas os designers são ensinados a resolver problemas de forma diferente. Eles começam com o consumidor, e a ideia de uma abordagem centrada no consumidor é um princípio fundamental no pensamento de design. O usuário pode ser um consumidor, um trabalhador – quem quer que seja o usuário final do que se está a tentar fazer. E assim se começa com esta imersão profunda no consumidor e vemo-los no contexto. ”

O processo de imersão passa pela abertura dos silos, pela apreensão das necessidades e emoções dos consumidores, pelo fluxo das ideias, pela abertura ao exterior.

Se imaginarmos um ambiente onde as ideias têm o aroma da brisa do mar, onde as janelas e as portas das organizações se abrem, quer para os consumidores quer para o pensamento design exterior, então teremos um ambiente favorável a uma cultura de inovação.

“Não é um estilo de filmagem de polimento ou técnica, mas a mente. Dignidade do disparo é o ponto importante. Isto é como Kyudo difere da abordagem comum, para tiro com arco. Em Kyudo não há esperança. A esperança não é o ponto. O ponto é que através da longa e genuína prática, sai a sua natural dignidade. Essa dignidade natural já existe, mas é coberta por um monte de obstáculos. Quando eles se afastam, é permitida à sua brilhar com força” – Shibata Sensei.

No pensar design existe toda a dignidade necessária, para enfrentar os desafios apresentados pelos consumidores. Importa agora remover os obstáculos.

 
 
 

 

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