Archive for Fevereiro, 2010

Histórias e o conhecimento

28 de Fevereiro de 2010

Contar histórias para transferir conhecimento!

As organizações devem estar atentas à sua dimensão e crescimento, quando se fala de gestão de conhecimento.

Devem ter uma atitude proactiva em relação ao tratamento da informação à medida que vão crescendo. Uma metodologia não é necessariamente sempre aconselhável, a não ser que, em si mesma, seja dinâmica.

As pequenas e médias empresas, exigem diferentes técnicas para facilitar a comunicação e a colaboração na transição para organizações de maior dimensão. Nova gestão do conhecimento (KM), novas práticas e novas ferramentas permitem uma transferência de conhecimento mais adaptado ao crescimento.

Fazer emergir práticas como o “storytelling”, juntamente com uma nova geração de tecnologias da Web 2.0, proporciona uma individualização. Facilita-se a transferência do conhecimento tácito.

As narrativas e histórias, são uma das formas, em que o conhecimento pode ser transferido, compartilhado ou trocado em ambientes organizacionais. A narrativa pode aumentar a nossa compreensão da criação e promover a disseminação de conhecimento nas organizações.

Está, na natureza e no significado das características contextuais do conhecimento organizacional, a chave da transferência produtiva e eficaz, quer se trate de mecanismos formais ou informais.

“Se me fazes um relato que enriqueça o sentido da minha vida, eu, em contrapartida, prestar-te-ei atenção.”

Um relato não é uma narrativa de entretenimento. Um relato é uma verdade universal carregada de emoções e sensações.

Ao longo dos últimos anos, com a evolução das tecnologias de informação as organizações estão a enfrentar uma diversidade de desafios. Um deles é a transferência eficiente e eficaz de conhecimentos entre duas empresas, separadas geograficamente, horários e distância, bem como culturalmente.

Os aspectos culturais, representam um dos mais mais críticos na transferência de conhecimento. A tarefa de transferência de conhecimento através das TI já não era fácil, adicionando-lhe aspectos culturais torna-se uma grande desafio.

A resposta a esse desafio pode vir de um contador de histórias. Ao incorporar na informação a transmitir, um ambiente cultural favorável ao receptor.

Um relato é uma ferramenta de comunicação estruturada numa sequência de acontecimentos que apelam aos nossos sentidos e emoções. Ao expor um conflito, revela uma verdade que traz sentido às nossas vidas.

Para fazer da nossa história uma ferramenta de comunicação mais persuasiva, contamos com os mitos, de rituais, arquétipos (moldes mentais) e metáforas.

As capacidades essenciais de uma organização incluem competências chave de empregados, gestão de sistemas, normas e valores.

Numa organização, os principais recursos podem ser transferidos formalmente e explicitamente. No entanto, muito conhecimento, especialmente o que se refere ao do domínio tácito, é transferido informalmente através de processos internos de socialização.

Existem dois mecanismos de transferência, as histórias e a utilização de tutores, que baseados em fundamentos de aprendizagem e em questões de psicologia cognitiva, podem facilitar a transferência de conhecimento tácito.

Nenhuma transferência será suficientemente eficaz se, não for integrada nos contextos de emissão e recepção. As histórias fazem sentido se são ricas em emoções e simbologia!

Agora, conte-me a sua história!

Collecting knowledge and inspiration!

27 de Fevereiro de 2010

Nice week with good readings!

You may also enjoy it!

 

Take a good ride on Design Thinkers

Design Thinking is the glue between all disciplines. – designthinkers

Boosting Sales for Beginners by Paul Williams

Ah… “Drive Sales.” Is there a company that doesn’t have ‘sales driving’ as a key strategy? – Blogging Innovation

The Equation of Open Innovation: A + B = C – Stefan Lindgaard

I stumbled over an interesting paper, Sourcing External Technology for Innovation, by the Alliance Management Group which has developed lots of great content including the below Want, Find, Get, Manage framework. – 15inno

Ted Turner on Visionary Leadership – by Andrea Meyer

Many leaders are described as “visionary” — I’m always curious as to how they got that way. Is it something they’re born with, or something we can we all learn?  – workingknowledge

 

10 Tips to Golf with the Brain in Mind – with Dr. Ellen Weber

Since golf’s a cerebral game, it makes sense to play with more brainpower in mind. It may surprise you that golf benefits you mentally, or that you can literally raise your golf IQ. How so? – brainleadersandlearners

What is an expert? by Venessa Miemis

In the last post, we talked about a visualization tool that would allow us to tag ourselves and each other, and how that could be helpful for locating talent and sparking innovation. There have been great comments and ideas, and I want to continue that conversation in the next post. In the meantime, the concept of ‘expert‘ has been on my mind. – emergentbydesign

 

Do you pass the pronoun test? – By Daniel Pink

If you’re a boss–of a handful of people, an entire organization, or even your local church group–spend a few days listening to the people around you, not only in formal settings like meetings, but also in the hallways and at lunch. – danpink

 

Apple iPad and Google Buzz: Harsh Reality of Innovation – by Hutch Carpenter

Nothing like putting your heart and soul in an innovation, and then getting this: – bhc3

Have a nice week!

Comportamento organizacional em pensar design

26 de Fevereiro de 2010

A simplicidade de pensar coisas complexas!

Hoje percebemos que o modo como definimos um problema é o elemento mais importante para conseguir avanços no pensar design!

Um sistema social é um conjunto complexo de relações humanas que interagem de muitas maneiras. Numa organização, o sistema social inclui todas as pessoas que nela trabalham, os seus parceiros, clientes e outros organismos exteriores, bem como os relacionamentos entre todos.

O comportamento de um membro do sistema, tem influencia, em maior ou menor grau no comportamento da organização e também por isso, os limites de um sistema social são impossíveis de determinar dadas as trocas geradas por todos os indivíduos ou grupos.

A cultura de uma organização, insere-se num sistema maior, que é a sociedade onde essa organização ou parte dela, desenvolve a sua actividade. Todos os membros da organização sofrem a sua influência.

A definição do problema, em pensar design, torna-se assim essencial, porque pensar design é aplicado com uma abrangência muito maior, com mais impacto e maior significado.

As pessoas dependem da cultura, uma vez que esta, lhes dá a estabilidade, a segurança, a compreensão e a capacidade para responder a uma determinada situação.

As pessoas reagem à mudança porque temem a insegurança.

Pensar design nas organizações, já não se refere só a um produto ou serviço, mas sim à projecção, de um utilizador ou consumidor, para vários subsistemas.

Estamos a falar da estrutura organizacional e da cultura das organizações, da comunicação e fluxos e de estratégias de negócios. A definição do problema carece de uma arquitectura muito específica.

Os elementos de uma organização temem que o sistema se torne instável, receiam que a sua segurança seja posta em causa e não vão entender o novo processo nem saberão como responder a novas situações, quando forem alvo de uma abordagem de pensar design.

Não se trata de observar e recolher informação sobre um consumidor do produto, mesmo que essa definição do problema seja centrada nas pessoas.

Trata-se de definir o problema ao nível dos comportamentos dos vários sistemas e das suas relações.

Ao olhar para uma organização fica um pequeno desafio ou um quadro de reflexão:

Qual é o desenvolvimento actual de uma organização, estrutura e design (organograma)?

Como é usado comportamento organizacional e quais tipos de personalidades envolvidas?

Quais são as vantagens e as desvantagens da estrutura existente e como é que isso afecta o comportamento das pessoas?

Quais são os factores-chave que contribuem para o sucesso (ou insucesso) da organização?

Qual é a cultura organizacional, que mudanças sofreu, quais as motivações e atitudes e qual o retrato do desempenho?

Quais são as competências chave na organização?

Empiricamente, o que nós pretendemos é, criar nas organizações uma cultura de pensar design. Mas nós sabemos, por exemplo, que as motivações no topo da hierarquia são frequentemente muito diferentes daquelas que existem em níveis inferiores, onde o que motiva as pessoas é fazer um trabalho em que acreditam.

Nós sabemos também, que as redes informais funcionam com líderes quase invisíveis, capazes de apoiar e incentivar.

Então o que precisamos fazer é criar um fluxo contínuo de criatividade, dentro dos colaboradores da organização e produzir inovações numa base integrada e sustentável.

Ao assumir uma visão integrada em negócios, as organizações crescem e as pessoas crescem também. É aí que o pensar design pode dar lugar a algo mais valioso que o lucro ou a produtividade, o bem-estar das pessoas e uma sociedade saudável.

O mundo está à espera do pensar design para definir as especificações. Como?

Pense e diga-me qualquer coisa!

Treinado por mais novos!

26 de Fevereiro de 2010

Treinador de treinadores! Lugar aos mais novos!

Não são os segredos, nem a informação oculta ou perdida numa organização, que impedem que uma transferência de conhecimento, interna ou externa, seja eficaz e com valor.

A experiência acumulada é que torna viável a sua organização.

O problema é que esta experiência pode facilmente sair pela porta, quando um funcionário sai ou se aposenta. A organização precisa capturar e transferir esse conhecimento. Uma maneira de fazer isso é através da formação.

Como é que possível ensinar a um novo elemento de um grupo ou organização tudo o que alguém sabe ou que sabia, no caso de sair desses conjuntos?

Quem, e como, vai contar as histórias reais que não foram escritas mas fazem parte do histórico e cultura da organização?

Está na hora de ir buscar os exemplos de casa e transpô-los para uma organização.

Até há pouco tempo os sábios eram os pais e até mais os avós que, do alto da sua velha cadeira, transmitiam conselhos e conhecimentos, delineavam estratégias baseadas em experiências de sucesso.  

Agora, invertem-se os papéis e as gerações mais novas clamam por conselheiros e treinadores mais novos, capazes de os levaram à gestão do seu próprio conhecimento. São os novos rumos da tecnologia a provocar o aparecimento de novos facilitadores. Vários papéis no mesmo objectivo: Formadores, conselheiros, treinadores e facilitadores, todos com a missão de transferir conhecimento.

Esta versão de facilitador versus, facilitado acaba por produzir uma transferência de conhecimento com dois sentidos, e permite à organização capturar o conhecimento para o voltar a transferir para elementos com menos experiência, mas com potencial para o trabalhar com novas ferramentas.

– Os especialistas podem ser mentores de pessoas novas, apesar de existir uma diferença grande de conhecimento, se os especialistas estiverem dispostos a treinar e os mais novos suportarem ser expostos às suas lacunas de conhecimento. Alguns especialistas encontram, lacunas de conhecimento tão grandes, que não sabem para onde começar ou não têm paciência para começar com o básico.

– Em termos de especialização, o treinador pode ensinar aqueles que são menos experientes. Eles transferem o que aprenderam até ali. Logo que os menos experientes aprendem alguma coisa com o seu teinador, que é reforçado na sua própria experiência, eles deixam de necessitar do treinador.

– Treinar pode ser uma situação pertinente e temporária, ao ajudar a encurtar o tempo, para preencher algumas partes da lacuna de conhecimento e ajuda a melhorar a recepção de conhecimento dos menos experientes.

– Treinar pode prejudicar se o conhecimento que se transfere não é adequado às necessidades. Se o treinador é um aprendiz devemos conhecer bem em que alicerces o seu conhecimento se baseou para saber até onde pode ir.

Por vezes é necessário recorrer a treinadores de treinadores ou consultores de treino para que a transferência de conhecimento seja eficaz!

Já treinou hoje? Como correu?

Inovação Aberta – Competição

25 de Fevereiro de 2010

De volta à competição!

O foco da nossa atenção tem-se dirigido para a comparação entre os produtores e para as grandes campanhas que são capazes de promover. Está na altura de focar situações mais pequenas e mais interessadas. Afinal as grandes coisas são combinações de pequenas.

De uma forma empírica, não é descabido pensar os utilizadores ou consumidores são os verdadeiros motores do desenvolvimento da maior parte de os produtos e serviços disponíveis.

Esta constatação leva-nos a novas questões e conduz-nos por caminhos diversos como a nova economia, a gestão do conhecimento e da tecnologia ou o comportamento organizacional. Isto significa que o utilizador vai requerer novas formas de tratamento, novos resultados de percepção e novas dinâmicas organizacionais.

A atitude total da organização tem de se adaptar ao novo ambiente.

A competição está de volta, mas as regras do jogo são outras.

“Descrição do Concurso: O concurso vai girar em torno do tema,
tendências de consumo na Internet. As equipas de alunos serão convidados a explorar tendências emergentes de consumo na Internet, num estado pré-mercado, impulsionado pela tecnologia,
factores socioeconómicos e preferências dos consumidores. Espera-se que os vencedores do concurso tenham a oportunidade de identificar projectos que possam servir como pedra angular ou projectos de pesquisa patrocinados pelos grupos externo durante o Outono e Primavera no próximo ano lectivo.

Este Concurso de Inovação Aberta é um projecto interdisciplinar patrocinado internamente por CMU do Projeto Olympus (SCS), o Centro de Don Jones para Empreendedorismo (Tepper), e o Instituto de Inovação Social e Mestrado de Sistemas de Informação (ISI e MISM, Heinz College). – Tue, 2/23/10, masters@ANDREW.CMU.EDU <masters@ANDREW.CMU.EDU>

Este panorama é, um bom exemplo do caminho que se está a traçar, a aproximação e centralização no consumidor. Mas a questão mais importante é a competição em si. Ela é realizada com futuros participantes da vida activa de negócios (para a maioria, pequenos negócios) e é vivida de forma interdisciplinar.

Kwanghui Lopes, Henry Chesbrough, e Yi Ruan, realizaram um estudo em que afirmam “que os períodos de aumento da concorrência correspondem a um maior número de patentes em classes de patentes em que as empresas competem frontalmente.

Nos períodos de cooperação há um aumento de patentes em áreas complementares a montante e a jusante.”

Eu diria que essa complementaridade é realizada, na maior parte dos casos, por pequenas e médias empresas, e que para o conseguirem fazer têm de recorrer ao conhecimento exterior, como é o caso relatado acima, na competição Inovação Aberta.

Há diversos campeonatos e diferentes escalões na competição para a inovação aberta.

Em equipas de inovação aberta, as pessoas de diferentes organizações trabalham em conjunto para desenvolver novos produtos, serviços ou mercados. Isto significa que existem conjuntos diferentes com diferentes estruturas e comportamentos organizacionais.

Se por um lado a diversidade traz a possibilidade de um produto ou serviço mais rico e um conhecimento mais amplo e refinado, por outro lado existem barreiras que têm de ser ultrapassadas. Há que ter consciência dos problemas.

O foco agora centra-se nos Recursos Humanos e nas estruturas organizacionais. Como vou integrar o conhecimento externo e como vou transferir o conhecimento interno, é a pergunta que o gestor terá de fazer. Esta preocupação dirige-se mais às médias empresas do que às pequenas, que possivelmente emergem de empreendedores individuais.

Os desafios mais importantes são portanto de natureza organizacional e cultural, como consequência de do aumento de contactos externos.

E finalmente uma notícia do último campeonato:

“Inovação aberta, vencedores: Em Setembro de 2009 Netflix concede um prémio de US $ 1 milhão a uma equipa de pessoas que inventaram um algoritmo que proporciona uma melhoria de 10%, ao predizer o que, os clientes de filmes, querem ver. Isto termina uma competição de inovação aberta, que levou três anos, com 40.000 equipes de 186 países, para quebrar a barreira crítica 10%.”

Amanhã há mais campeonato! Conte-me como ficou o seu jogo!

Serendipidade! Procura-se!

25 de Fevereiro de 2010

As descobertas surpreendentes

 

Há algo de muito diferente entre aquilo que descobrimos repentinamente e o que descobrimos fruto de um trabalho sistemático e persistente com dedução lógica.

No primeiro caso poderemos estar face a uma serendipidade, ou a, a faculdade de fazer descobertas felizes e por acidente

Dito de outra maneira:

A arte de encontrar aquilo que não procuramos, ao procurar aquilo que não encontramos!

É uma arte e como tal pode ser praticada. Quando nos surgem problemas o nosso caminho tende para os resolver, isto é, procurar soluções. É uma questão de foco! Ou encaramos os problemas ou fugimos dele, e nas situações de fuga o inesperado pode acontecer.

É a serendipidade.

O princípio fundamental para que a serependidade não aconteça é, evitar ambientes favoráveis. Se no meu jardim, eu não retirar as ervas daninhas eu sei que não vou ter flores. No entanto se as limpar do terreno, nada me garante que elas vão dar flores bonitas.

A ideias fruto do acaso não são construídas, mas o acaso pode ter um ambiente favorável para acontecer!

Em casa ou num grupo de trabalho ou ainda numa organização, se eu mantiver a informação, muito disciplinadamente arrumada, nunca conseguirei combinar as ideias ao acaso, e consequentemente novas ideias não surgirão.

Alguns tópicos que podem ser úteis para explorarmos a actividade de encontrar algo por acidente:
– Trabalhar com analogias!
– Pensar em formas de combinar a sensibilidade com o casual!
– Procurar um lugar especial para pensar em nada!
– Escolher, os melhores momentos do dia, para não pensar em nada!
– Analisar em que áreas do conhecimento que ocorrem ideias por acidente!

– Verificar quantas ideias casuais foram resultado de percepções incorrectas!

A serendipidade é, muitas vezes, associada à intuição, mas de facto a intuição ocorre frequentemente ligada à tomada de decisão e não propriamente ao nascimento de uma ideia casual.

Para quem aprecia jazz, associa facilmente a serendipidade ao improviso e a descobertas musicais extraordinárias. O jazz é, talvez, um bom exemplo para alvitrar que a ocorrência de ideias repentinas pode ser planeada. O exercício terá a ver com a frequência dos acontecimentos.

No fundo, o importante, para que as ideias saltem ou borbulhem, é criar um bom ambiente, libertar as tensões do dia-a-dia e deixar lugar à imaginação.

Por fim resta-me desejar-lhe boa viagem, se continua a pensar em serendipidade, pois um estudo mostrou que as viagens transatlânticas apresentavam novas possibilidades de imaginação e criatividade para viajantes americanos, e levaram a uma maior valorização do nacionalismo e do internacionalismo.

Faça-se ao acaso de depois conte como foi!

Eu prefiro aprender, do que conhecer!

24 de Fevereiro de 2010

Quando a aprendizagem pede velocidade

A aprendizagem é cada vez mais uma forma de sobrevivência. Cada experiência transforma-se em matéria de ensino, seja para aplicar seja para evitar.

Como gerir esta necessidade de estar na moda e ser capaz de vislumbrar o sol todos os dias?

Entenda-se moda, a actualidade, o estar actualizado, o ser capaz de dar respostas, dia-a-dia, sem a preocupação de ouvir o “já não se usa” ou “Isso já foi, agora…”.

Recordo-me bem de ter utilizado estas expressões a propósito do “foi assim que aprendi” e do “…ora pergunta à tua mãe…”.

As organizações são escolas, mas também são aprendentes! O nosso papel é responder às exigências da mudança com respostas ágeis e eficazes.

O sol também brilha na janela do escritório do 14º andar!

O Sol que transmite energia é bem o símbolo daquilo que todos os dias necessitamos para garantir o (nosso) bem-estar. Isto claro para quem se preocupa com o crescimento e uma vida saudável intelectualmente.

Só o facto de reflectir sobre este bem-estar, é já por si, sinal de preocupação dessa saúde.

Por isso, à medida que vamos procurando adequar a informação, que nos chega (hoje a quantidade é tão grande!), às necessidades que diagnosticamos para o nosso trajecto, vemo-nos obrigados a avaliar não só conteúdos como a sua origem.

E cá estamos nós, outra vez, frente a um interlocutor, que sendo muitas vezes passivo, isto é, não permitindo a interrogação sobre a validade dessa informação, nos coloca em níveis de segurança não desejáveis.

Eu sabia, e sempre houve, que havia necessidade de separar o trigo do joio, só que não imaginava que teria de utilizar, instrumentos ou ferramentas, que me permitissem seriar tanta informação e tão rapidamente.

O que hoje nos é exigido é, aprender depressa. Aprender a utilizar o nosso conhecimento de forma ágil e rápida, ou por outras palavras, fazer com que o nosso conhecimento seja eficaz.

O inesperado está sempre à porta e a nossa capacidade de reacção tem ser treinada para se manter em forma. Um modelo de treino, com seis passos e que ajudará, poderá ser:

1 – Ler, ouvir, ver!

2 – Analisar resultados. Rever!

3 – Avaliar a importância e a pertinência!

4 – Aprender! Integrar!

5 – Refinar!

6 – Voltar ao princípio!

Concluindo, aprender a usar o conhecimento é mais importante do que saber as coisas. É a utilidade que está em causa, pois o nosso saber não tem valor algum se não produzir consequências benéficas para nós e para os outros.

O resultado da partilha é o bem-estar, a alegria e a segurança. Nós temos todos os dias experiências com situações inesperadas e, reflectindo um pouco, entendemos a importância da aprendizagem, nos pequenos sucessos diários.

Nós aprendemos inclusive, a escolher a felicidade, e se nós somos felizes, somos felizes em qualquer lado.

A razão de muita infelicidade é a incapacidade de fazer escolhas positivas. Se aprendermos a escolher comportamentos alternativos que resultem em maior satisfação, a vida fica mais rica e tem outro sabor.

E tudo isto porque, os nossos pensamentos criam a nossa percepção, a nossa percepção define as escolhas que fazemos e, as nossas escolhas produzem o que somos e a vida que temos.

Não seja pessimista! Conte-me as suas alegrias!

Integração e contexto em pensar design

24 de Fevereiro de 2010

Integração no pensamento design

A visualização das ideias de produtos, serviços e experiências através de protótipos ou de vídeos é um componente importante do pensamento de design de todo o projecto.

As constantes melhorias e adaptações das novas tecnologias, vêm acrescentar facilidades na apresentação de projectos de natureza sistémica e complexa, como no caso do design integrativo.

Design integrativo é um outro nome para design de todo o sistema. O conceito chave é que, a optimização de cada componente de um sistema de forma independente leva, à não optimização de sistemas completos

Uma abordagem integrativa no trabalho de design implica, mais trabalho dos designers, e requer uma equipa interdisciplinar para identificar e desenvolver soluções para cada componente de um sistema maior.

O design integrativo começa por reunir todos os participantes no início do processo de design para optimizar as interacções entre os componentes, o que permite minimizar o custo de operações, aumentar a eficiência e eficácia, reduzir significativamente os impactos, e eliminar erros dispendiosos resultantes da falta de comunicação eficaz entre os vários intervenientes.

Com a interdisciplinaridade e seguindo uma metodologia adequada, poderemos integrar questões como:

Oportunidades que seriam perdidas.

Decisões atempadas.

Sinergias inovadoras.

Garantia de desempenho final.

O design integrado, é essencialmente lateral. O seu poder reside na sua capacidade de estimular a colaboração significativa em tempo útil.

Logo de inicio todas as diferentes perspectivas são abordadas, as sinergias são identificadas, as soluções criativas desenvolvidas, evitam-se erros irreversíveis, faz-se uma gestão de tempo através de uma coordenação efectiva com comunicação aberta e eficaz.

A abordagem é holística, abrangente e criativa.

Mas no design integrativo, não podemos deixar de ter em atenção a teoria da actividade, que em oposição a ciência natural ou social, é uma abordagem científica do projecto que enfoca o aspecto “contexto” do projecto

Muitas vezes no desenvolvimento de Design integrativo temos de ter atenção à influência dos contextos sobre a eficácia e eficiência da equipa. Isso significa que os processos tradicionais de ultrapassar barreiras sócio-cognitivas que impedem a eficiência da equipa, tem de ser inovado.
Os problemas com eficiência design integrado da equipa estão relacionados ao contexto e não o processo, não são técnicas, mas barreiras sócias e cognitivas. Quanto mais fragmentado for o contexto maior são as barreiras.

É necessário gerar novas ideias para visualizar um contexto, no qual as pessoas possam começar a questionar-se e comparar os conceitos, de forma a permitir, que quem recepciona o projecto as veja de forma diferente. Uma história uma contexto.

O acto de provocação inerente ao design integrativo, não pode ser só descobrir que novas oportunidades existem, mas terá que ter em conta que naquele contexto, o trabalho tem impacto enquadramento dominante da sociedade.

Nós podemos perceber qual será o impacto do projecto, questionando as partes interessadas. Através de um processo de questões, quem ouve, pode formular uma nova construção de pensamento, que pode ser testado face à experiência do passado ou com outras pessoas.

Desta forma as pessoas assimilam um novo quadro e uma perspectiva sobre a questão.

De uma forma geral, as pessoas realmente aprendem quando estão curiosos e ansiosas para perguntar. Nessa altura, as pessoas ficam disponíveis para ouvir ou encontrar as próprias respostas.

Integrado? Diga lá!

Inovação a pensar em idosos!

23 de Fevereiro de 2010

Inovação para pessoas mais velhas!

 

Temos assistido a grandes revoluções tecnológicas dirigidas à população activa, mas as franjas das populações idosas são cada vez maiores.

Os idosos representam hoje o resultado de muita investigação e inovação na área da saúde e bem-estar e por isso, recai sobre a inovação a continuidade de um projecto. Revolucionar a revolução e criar condições de bem-estar e segurança para os idosos.

Este manifesto leva à reflexão sobre a direcção ou inclusão nas direcções da inovação, de uma camada da população que apresenta novas necessidades. Centremo-nos neles.

O nosso foco deverá agora incidir na filosofia da simplicidade, usabilidade, utilidade e entretenimento.

Há que manter a estabilidade emocional dos “novos consumidores”, que têm uma idade avançada e, portanto, não apresentam características motoras e mentais semelhantes à população activa.

Para isso a base de trabalho deve ser inovar adaptando, simplificando e clarificando o uso.

Esta atitude permite não só uma significativa redução de custos nos produtos ou serviços como, não altera comportamentos desejáveis que permitem harmonia nos aglomerados populacionais.

Esta é também uma atitude socialmente responsável.

Inovação tecnológica associada a inovação de processos e procedimentos pode permitir às populações idosas e não activas a conciliação desejável com as gerações mais novas.

 

O artigo abaixo transcrito (British Medical Journal), tem cerca de 10 anos de existência. É bom relembrar!

“A evolução da tecnologia também será importante. Tecnologia de assistência é um termo abrangente para qualquer finalidade projectada, dispositivo ou sistema que permite às pessoas, executar uma tarefa que de outra forma seria incapaz de fazer. Dispositivos deste tipo são importantes, como ajudas para a mobilidade, e outras actividades da vida diária, permitindo que os idosos permaneçam mais tempo em suas próprias casas. É cada vez mais possível estender o controlo do ambiente doméstico, para além da televisão familiar, do controlo remoto para ajustar o aquecimento, abertura de cortinas, ligar pontos de energia, abertura e travamento de portas, bem como fornecer acompanhamento externo aceitável. Adaptar o dispositivo de paginação padrão para alertar as pessoas com falta de memória é outra possibilidade atraente, um exemplo da maneira em que os avanços em micro electrónica e miniaturização dos bens de consumo em geral, deve render benefícios para tecnologia de assistência. Mas os mercados de tecnologias de apoio tendem a ser pequenos e fragmentados, levando a preços elevados e design subdesenvolvidos.

O maior impacto da tecnologia, sobre a idade associada à deficiência pode vir em vez do projecto, inclusive, uma abordagem que visa alargar a usabilidade através de um design ponderado com base em um entendimento abrangente das capacidades de toda a população, incluindo os idosos. Por exemplo, o último táxi de Londres é reivindicado como sendo, no mundo, o mais acessível, o design é baseado em pesquisas e consultas com os grupos de deficiência, para melhorar o acesso para todos, incluindo cadeiras de rodas. Para a habitação, a abordagem inclusiva de design aponta para casas “vida”, concebidas no início, para serem passíveis de adaptação, para atender às necessidades futuras, por exemplo, ter espaço para utilização de cadeiras de rodas, a ausência de medidas do piso térreo, um lavabo em baixo e acessível e espaço para uma cadeira no futuro.”

A orientação estava dada. Falta o quê? Vontade? Estão a chamar por pensar design!

Comente! Já pensou daqui a uns anos?

A crença não é conhecimento!

23 de Fevereiro de 2010

Reciclar crenças!

A percepção e a observação feitas pelas pessoas, tem alguma relação com o estado do mundo exterior ao observador.

As condições em que se realizam essas observações condicionam, não só a forma como elas são conduzidas como informação e transformadas em conhecimento, como induzem o seu local de armazenamento.

As crenças, são um exemplo disso. Elas podem assim ser entendidas como uma representação, que não é necessariamente justificada na sua totalidade, e não é, necessariamente, totalmente verdadeira.

“Se uma pessoa acredita em algo, então, deve ser mais provável que ela aconteça.” Esta é uma afirmação que ouvimos com frequência e que funciona muitas vezes como factor de motivação.

A crença não é conhecimento?

O conhecimento não é, ou não é apenas, a crença verdadeira justificada.

A percepção e observação podem ser entendidas como a transmissão de informações sobre determinados processos, os processos sensoriais, tais como visão, audição, olfacto, etc. O resultado é que, entendemos essas informações como uma crença.

Já nos perguntamos muitas vezes como podemos basear a nossa crença numa evidência superficial, não considerando tudo o que constitui a imagem global.

A nossa tendência é a generalização daquele aspecto superficial para conseguir encontrar e justificar a verdade.

Optamos por só ver a evidência que reforça a nossa convicção.

Nós escolhemos ignorar as evidências maiores, pois seriam um transtorno à nossa crença. Já ouvimos dizer, até a nós próprios, ”Eu não quero acreditar!” ou “Como é que eu não vi isso”. São os caminhos que construímos para consolidar as nossas crenças que nos obrigam, por vezes, a usar essas expressões.

Nós aceitamos as crenças porque elas nos dão jeito, até que o prazer que a mudança promete, coloque as crenças na gaveta do arrependimento.

As crenças ajudam o lado mau da nossa vida, quando nos limitam os passos a dar para a tolerância e a colaboração. Prendem-nos com preconceitos e verdades infundadas e afogam-nos muitas vezes em tristeza. Também nos desculpam ou perdoam muitas faltas e fraquezas. São crenças, senhor, são crenças!

Um das coisas mais libertadoras, que podemos fazer como criadores e donos nossa própria vida é questionar nossas crenças.

A interrogação só traz evolução e isso está mais que provado ao longo dos séculos, décadas, anos e dias. Devemos perguntar-nos para podermos aprender e enriquecer o nosso conhecimento sobre nós e sobre a sociedade ou ecossistema onde estamos inseridos.

As nossas crenças determinam as nossas escolhas, seja o automóvel, o clube, a formação académica ou o tipo de trabalho. As respostas obtidas sobre as nossas crenças iluminam as alternativas e dão a solução para o bem-estar!

Não sejamos diferentes, por ser diferente, sejamos únicos.

 

Acredita!

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