Design Thinking e as recompensas

Dançando com a divergência

“Pensar Design é diferente e por isso se sente diferente.

Em primeiro lugar, não só é convergente. É uma série de passos divergentes e convergentes. Durante a divergência somos criação de escolhas e durante a convergência somos fazendo escolhas.” Tim Brown – http://designthinking.ideo.com/

À medida que o design se torna mais importante para as organizações, designers e negócio devem trabalhar mais juntos.

Contudo como diz Roger Martin, esse balanço não é fácil. A dança tem que se adaptar à música. O equilíbrio entre a validade, favorável ao design e a fiabilidade, favorável aos negócios, é a solução para resolver os conflitos entre as duas partes.

Eric  Schmidt, da Google diz, “ Uma parte da Google é design, a outra (vendas, marketing, operações) é normal.”

O planeamento financeiro e os sistemas de compensações, basicamente processos guiados pela fiabilidade, têm de ser modificados, para criar o equilíbrio ente a validade e a fiabilidade, pelo menos no que se refere ao longo prazo.

Grandes organizações lidam com grandes orçamentos e os sistemas de compensação também aí estão baseados. Nas pequenas e médias empresas, a solução passa pelo desenvolvimento de empreendedores internos. Isso facilita o equilíbrio entre o tradicional e o pensar design.

As empresas que se orientam por pensar design, compensam mais, não pelo volume de vendas, mas por número e eficácia de resolução de problemas. A motivação dos pensadores design é feita através dos desafios que lhes são colocados e não pelo retorno financeiro que isso lhes possa trazer.

Os constrangimentos, que numa perspectiva de fiabilidade, seriam resolvidos com um corte no orçamento, porque eles são o inimigo.

 No pensar design há que aplicar uma nova norma:

Constrangimentos, não de tempo, são uma oportunidade, obrigam a pensar e a ser criativo.

Esta abordagem, pode ser uma solução para o dilema dos inovadores, que é apresentar uma inovação, devidamente provada e verificada por entidades acreditadas.

Não é fácil o equilíbrio ente a validade e a fiabilidade.

Não é fácil aceitar ou compreender uma nova abordagem, nos sistemas de recompensa e reconhecimento, talvez porque muitas pessoas e organizações padeçam de um viés de confirmação.

“Predisposição para a confirmação É uma tendência para, que as pessoas prefiram as informações que confirmam seus preconceitos ou hipóteses, independentemente de serem ou não verdadeiras. As pessoas podem reforçar as suas atitudes pela colecta selectiva de novos elementos de prova, ao interpretar a evidência de uma forma parcial ou selectivamente recordando as informações da memória. Alguns usam os psicólogos “viés de confirmação” para qualquer um desses três vieses cognitivos, Enquanto outros restringem o termo para colecta selectiva de provas, utilizando viés de assimilação para a interpretação tendenciosa” – Wikipedia.org

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