Emoções, analogias e Criatividade

A interferência das emoções num ambiente de inovação

Apesar do crescente reconhecimento da relevância do afecto na cognição, os pesquisadores em analogia prestam pouca atenção à emoção.

As analogias mais simples, são as analogias e metáforas de referência directa sobre emoções.

Muito mais interessantes são as analogias que envolvem a transferência de emoções, por exemplo, a empatia, em que as pessoas compreendam as emoções dos outros, imaginando as suas próprias reacções emocionais, em situações semelhantes.

Finalmente, existem analogias que geram emoções, por exemplo, piadas com analogias que geram emoções como, surpresa e diversão.

Nas analogias sobre as emoções, as fontes verbais ajudam a iluminar o alvo emocional, que pode ser descrito verbalmente, mas que também tem um desvio, aspecto não verbal, fenomenológico. Estas analogias são também usadas sobre as emoções negativas, por ex.: a raiva é como um vulcão, o ciúme é um monstro de olhos verdes, etc.

Mas nem todas as analogias são verbais, algumas envolvem transferência de representações visuais. Pensar visual e analogia visual tem sido sempre vistas como ajudas importantes na resolução de problemas através do design.

Nas tarefas de design onde o pensar visual é largamente utilizado, os designers são frequentemente assistidos por estímulos visuais, tais como mostradores. (Goldschmitd)

O uso de analogias visuais, melhoram a qualidade das soluções dos designers e em muitos casos instruções para o uso de analogias foram consideradas factores críticos para o sucesso. (Casakin).

As analogias também podem envolver transferência de emoções de uma fonte para um alvo.

Um dos usos mais agradáveis de analogia é fazer as pessoas rirem, gerando o estado emocional de alegria ou divertimento. A maior parte do que faz uma analogia engraçada é uma combinação surpreendente de congruência e incongruência.

Uma analogia gera emoções positivas envolvidas na inspiração e auto-confiança.

O uso pelas pessoas, de modelos como análogos, para si mesmo, pode sugerir novas possibilidades para o que se pretende realizar. A inferência de que eu possa ter a capacidade de fazer algo, pode gerar grande entusiasmo com a perspectiva de tal realização. (Thagard)

Então, para chegar a essa realização, eu posso usar ou experimentar, uma analogia directa do tipo:

“Como têm sido resolvidos problemas semelhantes?”

Posso também procurar fazer parte do problema, imaginando-me uma prancha de surf a tentar deslizar mais rapidamente.

Mais elaborado, e usando a fantasia em busca de uma solução, como se estivesse dentro de um “filme”, procuro trabalhar por trás da solução.

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