Pensar design no ponto cego!

Ver o pensar design como inovação.

“Os pensadores design devem actuar como antropólogos ou psicólogos investigando como as pessoas experimentam o mundo emocional e cognitivamente.” Tim Brown

 Esta referência faz-me avivar o meu passado e presente como psicólogo e saltou-me do baú uma personagem que eu muito aprecio, a observação.

Considero a observação como o alimento fundamental para a criatividade e a inovação. Contudo neste processo de alimentação de ideias e formas de pensar surge com frequência o “ponto cego”.

Os pontos cegos ocorrem devido a peculiaridade de design na arquitectura dos nossos olhos. Células na parte de trás do olho, numa camada chamada retina, recolhem a luz, através de uma lente, de tudo o que está diante de nós.

Um estudo recente sugere que o sistema visual do cérebro pode criar uma representação fisiológica de informação visual, em torno dos pontos cegos, pintando automaticamente uma cena coerente, isto é, preenchendo o vazio óptico.

 

 “Ver não é tudo no registo da informação porque este é activo e construtivo” – Colin Ware

Curiosamente a cegueira desaparece muitas vezes quando vamos ao negócio de alguém e somos capazes de alterar o nosso radar e identificar número de pequenas coisas que nos irritam.

É fundamental que sejamos capazes de ver os pontos cegos no nosso negócio e, em seguida, fazer alguma coisa por eles.

A melhor maneira de minimizar o impacto negativo de pontos cegos  é procurar o conselho daqueles que pensam de maneira diferente da nossa.

A colaboração está no centro dos processos de negócio de hoje e a maioria das organizações ainda estão às cegas quanto às formas de controlo. Novas arquitecturas para processos de negócio e gestão da qualidade total têm sido eficazes em medir e melhorar a eficiência de pessoas e organizações.

Mas as e as redes invisíveis que ajudam a desenvolver o negócio?

A facilidade e baixo custo das comunicações, a globalização e a crescente especialização do conhecimento de trabalho com base na colaboração dentro e entre as organizações são mais importantes do que nunca. A necessidade de gerir a colaboração é crescente e o pensar design pode ser um caminho.

Não é nos modos de pensamento que a maioria dos designers se distingue, mas nas suas acções. Os pensadores design agem de maneira diferente da dos analistas e decisores. Design é uma actividade de extremos. O design tende a recorrer a todas as faculdades das pessoas que a exercem em cada contexto. O pensador design usa a mente e o corpo, o cérebro esquerdo e direito, a mão e o coração, a análise e o gosto.

O pensador design vem sempre acompanhado com simplicidade e elegância

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