Posts Tagged ‘Tomada de decisão’

Preciso de interagir!

20 de Fevereiro de 2010

Aprender a interagir!

As reacções, “a quente” que, inúmeras vezes, experimentamos, e tantas vezes criticamos aos nossos interlocutores são fruto de acontecimentos recentes também eles “quentes”.

Todos reconhecemos que, expressões como, “tem calma”, “não respondas já!”, etc., são utilizadas quando nos apercebemos que pode existir precipitação na resposta que é necessário dar, a determinado acontecimento.

Quando arrefece o nosso “temperamento” versus “feitio”, reflectimos. Quantas vezes, consideramos que a prudência foi mão abençoada? Outras há, em que nos arrependemos de não ter agido de imediato!

Algo de semelhante acontece quando, a propósito de uma pequena tomada de decisão, nos deparamos com conflitos de interesse e prolongamos a resposta por várias horas ou a adiamos indefinidamente.

Qualquer que seja a nossa posição na organização onde colaboramos, existem sempre momentos, em que precisamos de tomar decisões. Umas vezes por ausência do líder, outras porque faz parte do conjunto das nossas tarefas.

 

Tomar decisões não é fácil!

È a velha guerra entre o prazer e a realidade, sendo que cada parte procura aliados (justificações) para a vencer.

Se fizermos um pequeno esforço a pensar sobre o porquê desta dança interna de opiniões, chegamos à conclusão que as nossas experiências vividas são em grande parte responsáveis pelo resultado.

É aqui que entra a intuição! 

Não fora a razão e a procura de equilíbrio, naquele tão maravilhoso mundo de valores e cultura, e apenas tomaríamos decisões baseadas nas experiências gratificantes que vivemos.

A necessidade de atenção e percepção face às ameaças que surgem nas organizações, obriga frequentemente à dispensa de longas bases de dados para a realização de análises.

Por outro lado as experiências negativas que eventualmente suportamos, criaram mecanismos de auto-defesa que, com mais ou menos rapidez, são despoletados. Embora a aprendizagem não seja muito eficaz com os erros, sempre existe uma oportunidade para reflectir sobre o insucesso.

E assim se vai construindo um mundo novo dentro de nós.

Havia um senhor, isto a propósito de boas e más experiências, que quando eu me questionava sobre o dar algo a alguém, me dizia: “Não lhe dês o peixe, ensina-o a pescar”. Penso que se trata de um provérbio chinês.

 Esta foi uma boa experiência que vivi e ainda vivo.

 Fez-me organizar as aprendizagens e reflectir sobre o tempo, fez-me viver ao lado dele sem a sua presença, fez-me transformar más experiências em boas soluções.

 Nas organizações, quanto mais cedo se verifica o erro mais rapidamente se parte para o sucesso.

 Eu achei que sabia, naquela altura, quase tudo, mas ainda não tinha apreciado a escala de avaliação da verdade.

 A verdade vai da mentira até si própria. Passando pelo verdadeiramente aparente e pela inverdade (politicamente correcta), ou pelo falso e pelo escondido ou dissimulado.

 Como dizia Anais Nin:

 “Não vemos as coisas como elas são. Vemos as coisas como somos.”

 

Qual é a sua verdade! É capaz de contar?

Davenport e as analíticas!

30 de Janeiro de 2010

Já não se fala de equilíbrio!

Fiquei um pouco surpreso com a caixa luminosa, no tweeter, da HBR “Melhores decisões através da Analítica”.

Não que eu considere que, as ferramentas analíticas são fundamentais para a tomada de decisão nas organizações, mas recuso-me a comprar a ideia rude, de que as melhores decisões são tomadas sempre através da análise de dados.

  • Nós conhecemos a fama da estatística. Ela é boa para jogar com os números.
  • Nós sabemos a importância do contexto. O que é verdade no Japão pode não ser aplicável em Angola.
  • Nós sabemos o que custa ao analista a palavra “Validar”.
  • Também conhecemos a importância das emoções na tomada de decisão.
  • Conhecemos os resultados da manipulação de dados, há poucos anos, e assistimos agora, ao reconhecimento de novas regras para o jogo dos números.

Agora, como uma bomba, salta este realce:

“Agora, em “Analítica no Trabalho”, Davenport, Harris, e co-autor Robert Morison revelam como qualquer gestor pode efectivamente implantar a analítica nas operações do dia-a-dia? Uma decisão de negócios ao um tempo.

Eles mostram quantos tipos de ferramentas analíticas, desde a análise estatística até às medidas qualitativas, tal como a codificação do comportamento sistemático, podem melhorar as decisões acerca de tudo, desde novos produtos que podem oferecer e que interessam aos clientes, e se o capital investido em marketing está a ter o máximo de eficácia.

Com base em todas as pesquisas novas, e ilustradas com exemplos de empresas, incluindo Humana, Best Buy, Progressive Insurance e Hotels.com, essa implementação focada descreve os cinco passos para a implantação do modelo DELTA para ter sucesso com as iniciativas em analítica.

 Aprenderá a:

- Usar dados de forma mais eficaz e colher valiosas interiorizações analíticas;

- Gerir e coordenar os processos, pessoas e tecnologia ao nível da empresa.

- Compreender e apoiar o que os líderes analíticos fazem.

- Avaliar e escolher alvos realistas para a actividade analítica.

- Recrutar, contratar e gerir analistas.

- Combinar a ciência da análise quantitativa com a arte do raciocínio sadio.” –

HBS Press Book – Resultados do Google Analytics no Trabalho: decisões mais inteligentes, Better – Thomas H. Davenport, Jeanne G. Harris, Robert Morison

Eu sei que é preciso ler o livro em referência e reconheço a autoridade e respeito devido pelos autores, mas este título sugere-me uma atitude contra a inovação.

Reclama-se segurança na tomada de decisão, o que sempre foi verdade, aconselha-se a não seguir a intuição o que é de mau tom!

Estou esperançoso de que após a leitura do livro, apagarei os meus receios.

Grandes doses de análise, necessitam de grandes analistas que eventualmente usam treinadores e que obrigam os gestores das organizações a contratar um facilitador para perceber a análise que foi feita.

Feita uma análise à minha vida, eu concluo que, ela é repleta de emoções e alegria e que, continuo convencido de que a inovação é a grande vantagem competitiva das empresas.


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