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Creativity! My adulterated perception of the future

13 de Agosto de 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Deviations and trends

Jorge Barba was kind enough to tell me in twitter (@jorgebarba)  a post from John Mahaffie entitled “The Rock Becomes the bear, the bear and Become a rock “. This title reminded a number of situations that will certainly live longer and that represent frustration or expectations not realized.

It was thus a journey, an acquisition or purchase and even deepens a relationship. After all, the smiling future we wanted for ourselves and for all, it was not here!

Indeed, as John says ” Humans are superbly evolved for pattern recognition, but we mix into that skill a tendency to see what we expect to see, and sometimes what we want to see.”

Humans perceive their environment primarily in two ways. One with a top-down processing where sensory events are interpreted based on a combination of what happens in the external world and thoughts on the existing experiences and expectations.

When perception is based on what is expected, it is called a perceptual set, a predisposition to experience an event in a particular way.

For example, if we are involved in any activity that disturbs others, we only hear their complaints if we are called to attention to listen.

Of course the motivation may also influence the way this event is perceived.

The other way we have to understand our environment is bottom up, where processing depends less on what is already known or predictable and more on the nature of the external stimulus.

If there are no preconceptions about what to expect the suggestions present in the stimulus are used with greater intensity. This implies working elementary stimuli in a situation in order to put them together to create a significant stimulus.

Our perception abilities rely so much on external stimuli such as the expectation and knowledge. People pay attention to the world around them and learn to ignore information that is irrelevant to their needs at any time.

But John Mahaffie throws us into the adventure of exploring the future which also leads us to our predictions and expectations about solving problems and satisfying needs.

The typical truth or what is representative for us is something that can lead to imagine (prevent?) the future based on assumptions that are ultimately oversights.

He referred to widespread abuse of culture, as if what we do is what is right or will be accepted as such. On this theme, I wrote something about the appreciation of cultures and knowledge.

He also says that the project, i.e. when we design our lives for tomorrow, we forget that the launch ramps have discontinuities which reconciled with our experiences lead us to a leap in the dark.

It seems clear that despite our experiences assume a major role in our perception they are not synonymous of representativeness. But remember that emotions play an important role in our perception.

The effects of emotion on perception tend to blur over time, hence to realize the benefits without emotion, we should wait a little, and expect that the perception is served cold.

Looking at my role as consumer or user I realize that I am often influenced by recent experiences on which my ecosystem is not alien. It is my willingness to create or to include me in a trend, because after all I too am a conformist.

People are highly social by nature and we as a people to easily respond to the presence of other people and even just to think that someone can see us, we are troubled .

A competitive society that we are part, is rich in value judgments and can easily lead us to appreciate others and their ideas, even when we are aware that the procedure is not correct.

We ran, towards others with psychological security when we accept the person, when we use empathy and not evaluated.

All mental processes derive, ultimately, of sensory perception, ie the senses of sight, hearing, taste, touch, smell.

The sensory perception, in turn, is conditioned by four factors:

-      The sensitivity of the organism.

-      The character or quality of the stimulus.

-      The degree of impact of past experience.

-      The all you get.

This conditioning of course differs from individual to individual and from situation to situation, but without wanting to abuse the labeling, can say that standardization comes at some point common to all these elements of the process of perception.

Yet it is the impact that our past experience and accumulated that standardization is rooted more.

The new experiences that bring many sensations are compared and related to the experience and records accumulated over the years.

” We need to keep reminding ourselves of our human capacity for misinterpreting what we’re seeing, assuming continuity, finding what we’re looking for, and, especially, for wishful thinking.”- John B. Mahaffie

But it is up to us to choose

Criatividade! A minha percepção adulterada do futuro

Desvios e tendências

Jorge Barba teve a amabilidade de me indicar no twitter um post de John Mahaffie intitulado “A rock becomes a bear, and a bear becomes a rock”. Este título fez lembrar uma quantidade de situações que certamente já vivemos e que representam a frustração ou expectativas não concretizadas.

Foi assim numa viagem, numa aquisição ou compra e até no aprofundar de uma relação. Afinal, os futuros risonhos que queríamos para nós e para todos, não chegaram!

De facto como diz John “Os seres humanos são soberbamente evoluídos para reconhecimento de padrões, mas misturamos a essa habilidade uma tendência para ver o que esperamos ver, e às vezes o que queremos ver.”

Os seres humanos percebem o seu ambiente, basicamente de duas formas. Uma com um processamento de cima para baixo onde os eventos sensoriais são interpretados com base numa combinação do que ocorre no mundo externo e sobre os pensamentos existentes, experiências e expectativas.

Quando a percepção é baseada no que é esperado, ela é chamado um conjunto de percepção, uma predisposição para experimentar um evento de uma forma particular.

Por exemplo, se estamos envolvidos numa actividade qualquer que incomoda terceiros, só ouviremos as suas reclamações se formos chamados à atenção para as ouvirmos.

Naturalmente a motivação também pode influenciar a forma como esse evento é percebido.

A outra forma que temos para perceber o nosso ambiente é de baixo para cima, onde o processamento depende menos do que já é conhecido ou previsível e muito mais sobre da natureza do estímulo externo.

Se não há preconceitos sobre o que esperar, as sugestões presentes no estímulo são usadas com maior intensidade. Isto implica trabalhar os estímulos elementares numa situação de forma a colocá-los juntos para criar um estímulo significativo.

As nossas habilidades de percepção confiam tanto em estímulos externos como na expectativa e no conhecimento. As pessoas prestam atenção ao mundo à sua volta e aprendem a ignorar informações que são irrelevantes para as suas necessidades em qualquer momento.

Mas John Mahaffie lança-nos na aventura de explorar o futuro o que também nos leva às nossas previsões e expectativas quanto à resolução de problemas e satisfação de necessidades.

A verdade típica ou o que tem representação para nós é algo que nos pode levar a imaginar (prevenir?) o futuro, baseados em pressupostos que afinal são descuidos.

Ele refere o abuso da generalização cultural, como se o que nós fazemos é que está correcto ou vai ser aceite como tal. Sobre este tema, escrevi algo sobre a valorização das culturas e o conhecimento.

Diz ainda que quanto projectamos, isto é quando desenhamos a nossa vida no amanhã, esquecemo-nos que as rampas de lançamento tem descontinuidades o que conciliado com as nossas experiências nos leva a um salto no escuro.

Parece claro que, apesar de as nossas experiências assumirem um papel relevante na nossa percepção elas não são sinónimo de representatividade. É bom não esquecer que as emoções têm um papel importante na nossa percepção.

Este efeitos da emoção na percepção, tendem a diluir-se com o tempo, donde, para perceber sem as vantagens da emoção, devemos aguardar um pouco, e esperar que a percepção seja servida “fria”.

Analisando o meu papel de consumidor ou utilizador eu dou conta que muitas vezes eu sou influenciado por experiências recente a que o meu ecossistema não é alheio. É a minha disponibilidade para criar ou para me incluir numa tendência, porque afinal eu também sou conformista.

As pessoas são por natureza altamente sociais e nós, como pessoas com facilidade reagimos à presença de outras pessoas e até mesmo, só de pensar que alguém pode observar-nos, ficamos incomodados.

A sociedade competitiva de que fazemos parte, é fértil em juízos de valor e, pode facilmente levar-nos a avaliar os outros e às suas ideias, mesmo quando estamos consciente de que o procedimento não é correcto.

Nós funcionamos, perante os outros com segurança psicológica quando aceitamos a pessoa, quando usamos empatia e não as avaliamos.

Todos os processos mentais derivam, em último caso, da percepção sensorial, isto é, dos sentidos da visão, audição, paladar, tacto, olfacto.

A percepção sensorial, por sua vez, é condicionada por quatro factores:

A sensibilidade do organismo.

O carácter ou a qualidade do estímulo.

O grau de impacto de experiência passada.

O todo que recebe.

Este condicionamento difere naturalmente de indivíduo para indivíduo e de situação para situação, mas sem querer abusar de rotulagem, pode-se dizer que a padronização toca nalgum ponto comum a  todos estes elementos do processo de percepção.

Contudo é no impacto que a nossa experiência passada e acumulada que a padronização mais se enraíza.

As novas experiências que trazem consigo inúmeras sensações, são comparadas e relacionadas com as experiências e registos acumulados ao longo dos anos.

“Precisamos lembrar-nos da nossa capacidade humana de interpretar mal o que estamos a ver, assumindo a continuidade, encontrando o que procuramos, e, principalmente, por ilusões.” – John B. Mahaffie

Mas cabe-nos a nós escolher!

Towards action with storytelling!

11 de Junho de 2010

(Texto em Português depois deste) 

 Storytelling and reinterpretation!

Storytelling has now become a necessity not only for leaders of organizations, but also consultants and facilitators on innovation.

A good story helps build confidence articulating values, inspiring action, leading to innovation, knowledge sharing, building of communities and generate people who believe in the messages transmitted. It creates bonds difficult to disconnect.

- The stories move us to action.

Action requires risk and action is innovation. Our willingness to take risk is rooted in our emotions and those on our values.

How can I translate my values on emotions so that can inspire action towards innovation?

- Telling a story!

Innovation is a vital need for business competitiveness and innovation makes sense only with risk taking. We know however that many managers, rooted not on emotions but in analysis, refusing to ease the possibility of risk. The same goes for most of the employees of companies to defend their comfort zone.

- The stories shape the way we respond.

We are confronted every day with new information, new developments that confront us with reality and that requires interpretation. Is this information good or bad? Make sense?

- The stories teach us to act.

If I feel the desire to act upon hearing a story is because she inspires me. Feeling is to leave, the emotions hit my mind, and enhance “the values” that are in me, values that have created the meaning of good or bad in news that I received.

If our goal is to move towards action, our story must contain the values that drive us to action and one of the most fruitful ways of doing this is to seek interaction with other participants listeners or readers.

What could possibly mean for us afraid or scared to take a step, can be reinterpreted by other participants in the story and be converted to courage or boldness.

Similarly other emotions or negative feelings synonyms of discomfort  in relation to the action, can be reinterpreted such as the threat, anxiety, irritability, frustration or disappointment.

- All these emotions can be experienced as contentment or satisfaction, through a shared history as well.

We understand that our past is responsible for our values and for the intensity with which we use them, but we almost never know explain why we do yhat.

In fact, to tell or hear a story there is always some questions unanswered:

Who tells the story?

Who hears the story?

Where are listening to the story?

When are they listening to the story?

Why are hearing the story?

In a move towards action and innovation the history gets behind the entire wardrobe to be used under the right moment in history! A story well dressed is synonymous of elegance!

Em direcção à acção com storytelling!

 

Storytelling e a reinterpretação

Contar histórias tornou-se já uma necessidade, não só, de líderes de organizações, mas também de consultores e facilitadores de inovação.

Uma boa história ajuda a estabelecer a confiança, articulando valores, a acção inspiradora, provocando a inovação, a partilha de conhecimentos, a construção da comunidades e gerar pessoas que acreditam nas mensagens transmitidas. Criam-se laços difíceis de desligar.

- As histórias movem-nos para a acção.

A acção requer riscos e a acção é inovação. A nossa vontade para assumir riscos está enraizada nas nossas emoções e estas nos nossos valores.

Como é que posso traduzir os meus valores em emoções capazes de inspirar acção em direcção à inovação?

- Contando uma história!

A inovação é uma necessidade vital para a competitividade das empresas e a inovação só faz sentido com a assunção de riscos. Nós sabemos no entanto que muitos gestores, enraizados não em emoções mas em análise, recusam com facilidade a possibilidade de risco. O mesmo se passa em relação à maior parte dos colaboradores das empresas para defesa da sua zona de conforto.

- As histórias moldam a forma como nós respondemos.

Nós somos confrontados todos os dias com nova informação, novidades que nos confrontam com a realidade e que requer interpretação. Será esta informação boa ou má? Faz algum sentido?

- As histórias ensinam-nos a agir.

Se sinto essa vontade de agir ao ouvir uma história é porque ela me inspira. Sentir é deixar que as emoções assaltem o meu estado de espírito, e realcem “os valores” que há em mim, valores esses que criaram o significado de bom ou de mau na novidade que recebi.

Se o nosso objectivo é a movimentação em direcção à acção, a nossa história deve conter os valores que nos impelem para acção e uma das formas mais frutíferas de o fazer é procurar a interacção com os outros participantes ouvintes ou leitores.

Aquilo que eventualmente possa significar para nós receio ou medo ao dar um passo, pode ser reinterpretado pelos outros participantes na história e ser convertido em coragem ou ousadia.

Do mesmo modo outros sentimentos ou emoções negativas ou sinónimos de desconforto, em relação à acção, podem ser reinterpretadas, tais como a ameaça, a ansiedade, irritação, frustração ou decepção.

- Todas estas emoções podem ser sentidas como contentamento ou satisfação, através de uma história bem partilhada.

Nós compreendemos que o nosso passado é responsável pelos nossos valores e pela intensidade com que fazemos uso deles, mas quase nunca sabemos explicar porque o fazemos.

De facto, ao contar ou ouvir uma história há sempre algumas perguntas em aberto:

Quem conta a história?

Quem ouve a história?

Onde estão a ouvir a história?

Quando é que estão a ouvir a história?

Porque estão a ouvir a história?

Num movimento em direcção à acção/inovação a história trás consigo todo este guarda-roupa que deve ser usado de acordo com o momento certo na história! Uma história bem vestida é sinónimo de elegância!

Observation – Become a fan

4 de Junho de 2010

(texto em Português depois deste)

Observation – Think about it

It is not uncommon to wonder if that has with very different paths, which many thinkers have taken to reach the same conclusions.

This is true of Chinese thinkers who through meditation and thought, five thousand years ago, reached the same picture of the universe that Capra and his group of brilliant young physicists built using the disciplines of modern physics.

We have been educated to recognize the authority of knowledge in those who by their name or with your writing and models were considered wise. This helped build within us a peculiar respect that prevented a certain boldness on our part to build knowledge through other channels.

We underestimated our ability to make important discoveries, including the discovery of ourselves.

When we grow we become amazed at the changes that have not been taught what something very beautiful is.

However, distracted by the amazing and surprising caused by some of the others we forget to be children, losing much of our curiosity.

The discovery of ourselves, it is looking into us, and observing the behavior of our surroundings. Thus we learn what we expect of ourselves, we compare our attitudes and behaviors with those of other members of our ecosystem and we see what kind of relations or connections established.

In other words we practice observation.

But ultimately, what is the importance of our own observations?

We are not recognized authorities in the field of “observation” as a discipline of knowledge. We do not read enough or write the textbooks of others choice.

What can we learn from important?

We know that nobody else can know, because we use our senses as a collector of information and our brains as converter meaning. It is a knowledge of its own that often, for being different, is presented as something new.

The usual way as we view the events has to do with our knowledge and our beliefs.

By observing, we use one or more of your senses: sight, hearing, smell, taste and touch, to gather evidence or data.

In a conscious manner, we want the observations we make are accurate and objective and avoid contamination by the opinions and prejudices that are based on certain views or experiences.

The remark when used with the aim of knowing the true needs of others to create solutions that meet their needs requires an empathic attitude constant.

“Watch Closely
Focus groups have their place, but in design thinking, observation means ethnography: Noting how consumers behave in their natural retail habitats the way Margaret Mead once analyzed the tribes of Samoa. The use of ethnography as a primary tool in product development has gained widespread favor during the past decade. Ask Becky Walter, who serves as Kimberly-Clark’s director of innovation, design and testing. Fifteen years ago, Walter said, K-C might have employed observational research but once or twice a year. No longer. “One thing that’s certainly changed is the prevalence of the use of ethnography,” she said. Today, “it’s more integrated into the product-development phase. To do great design, you have to figure out how people interact with the product. This is almost mandatory now.”

Fortunately, technology has served as ethnography’s great facilitator, not only for those taking notes, but for the subjects themselves, who can more freely record and transmit information about how they conduct, organize and prioritize their daily lives. Cameraphones and Web 2.0 make it nearly effortless for consumers to capture their lives in granular—often, bordering on tedious—detail, while social networking sites like Facebook have furnished a platform to share those details with strangers.” –  Brandweek.

 

A maravilha da observação

Não é rara a admiração que se tem com os caminhos muito diferentes, que muitos pensadores tomaram, para chegar às mesmas conclusões.

É o caso de pensadores chineses que através da meditação e do pensamento, há cinco mil anos, chegaram ao mesmo quadro do universo que Capra e o seu grupo de brilhantes jovens físicos construíram utilizando as disciplinas de Física moderna.

Nós fomos educados a reconhecer a autoridade do conhecimento naqueles que pelo seu nome ou com a sua escrita eram considerados modelos e sábios. Isso ajudou a construir dentro de nós um respeito muito próprio que impedia uma certa ousadia da nossa parte, para construir conhecimento por outras vias.

Subestimamos a nossa capacidade de fazer descobertas importantes, incluindo, a descoberta de nós próprios.

Quando crescemos vamos ficando surpreendidos com transformações que não nos foram ensinadas, o que tem algo de belo.

No entanto, distraídos com o impressionante e surpreendente provocado por alguns dos outros esquecemo-nos de ser crianças, perdendo muito da nossa curiosidade.

A descoberta de nós próprios, faz-se olhando para dentro de nós, e observando o comportamento do nosso meio envolvente. Desta forma ficamos a saber o que esperamos de nós, comparamos as nossas atitudes e comportamentos com os dos restantes membros do nosso ecossistema e verificamos que tipo de relações ou conexões estabelecemos.

No fundo praticamos a observação.

Mas afinal, qual é a importância das nossas próprias observações?

Nós não somos autoridades reconhecidas no campo da “observação” como disciplina do conhecimento. Nós não lemos o suficiente nem escrevemos os livros didácticos de eleição.

O que é que poderemos saber de importante?

Sabemos o que mais ninguém consegue saber, porque utilizamos os nossos sentidos como colectores de informação e o nosso cérebro como conversor de significado. É um conhecimento muito próprio que muitas vezes, por ser diferente, é apresentado como algo de novo.

A maneira habitual como, encaramos os acontecimentos, tem a ver com o nosso conhecimento e nossas crenças.

Ao observar, utilizamos um ou mais dos seus sentidos: visão, audição, olfacto, paladar e tacto, para recolher provas ou dados.

De uma forma consciente, queremos que as observações que fazemos sejam precisas e objectivas e evitem a contaminação por opiniões e preconceitos que se baseiam em determinados pontos de vista ou experiências vividas.

A observação quando utilizada com o objectivo de conhecer a verdadeira necessidade dos outros de forma a criar soluções que satisfaçam as suas necessidades requer uma atitude empática constante.

Assista de perto
Os grupos focais têm o seu lugar, mas pensando em design, através de observação etnográfica: Observando o comportamento dos consumidores nos seus habitats de retalho naturais varejo da mesma maneira que Margaret Mead, uma vez analisou as tribos de Samoa. A utilização da etnografia como ferramenta principal no desenvolvimento de produtos ganhou difusão durante a década passada. Pergunte a Becky Walter, que actua como director da Kimberly-Clark, de inovação, design e testes. Quinze anos atrás, disse Walter, KC poderia ter empregado pesquisa por observação, mas uma vez ou duas vezes por ano. Não mais. “Uma coisa que certamente mudou é a prevalência do uso da etnografia”, disse ela. Hoje, “é mais integrado na fase de desenvolvimento do produto. Para fazer um excelente design, você tem que descobrir como as pessoas interagem com o produto. Isto é quase obrigatório agora”.

Felizmente, a tecnologia tem servido como grande facilitador da etnografia, não só para aqueles tomando notas, mas para os próprios sujeitos, que podem mais livremente gravar e transmitir informações sobre como conduzir, organizar e dar prioridade às suas vidas diárias. Cameraphones e Web 2.0 torna o esforço quase inexistente para os consumidores ao capturar suas vidas em pormenor, muitas vezes, na fronteira com detalhe, tedioso, enquanto sites de redes sociais como Facebook forneceram uma plataforma para compartilhar essas informações com estranhos – brandweek.

Innovation from the heart!

2 de Junho de 2010

(Texto em Português depois deste)

It’s awesome!

 

This is an exclamation made after verification of results from work on one or more ideas.

This is a sort of base for a multitude of recipes but giving them all the flavor and authenticity beyond the unmistakable aroma of a success.

It is the result of a handful of design, indeed two, or that ability to create something that has meaning and utility.

The utility is a privileged destination of creation.

With a background music played by a team well constructed we tune up the last touches to the symphony.

So with that background you can appreciate the image in its entirety in order to establish new relationships, using metaphor as a way of thinking and get the whole is greater than the sum of its parts.The interdisciplinary teams are experts in achieving these goals.

When reading the emotions, capacity made possible by empathy, we know where to go those who are recipients of our work.

Empathy is whether being in the place of the other and this promotes the improvement of any environment.

If to a set of attitudes, such as design thinking, read and understand all the others we join a game or fun environment, the future is even brighter.

The games and playful exercises are good levers for success.

It’s the joy of creation as a trademark.

 All this has a meaning!

Innovating means completely rethink how to achieve a goal, and in some cases this may mean a redefinition of our objective.

Innovating means to adapt environments (objects, services…) to new demands and needs of younger’s and older.

Innovation means coming up with a new idea can create a better world and help build better children in a changing world.

Innovating means to be able to create solutions for the mistakes that my and other generations before being committed and also able to prevent another generation realize the same mistakes.

Innovating means to create positive learning environments applying this to a new context.

 

There are as we go along in our journey of life, we thinking of leaving something as a sign of our presence, can serve to tell later.

It is  storytelling!

Telling a story is important both to assign meanings to things that want to create, to build links and report the steps of the creative journeys.

Are these six attributes (“A Whole New Mind – Daniel Pink) that should be part of a process of innovation.

 

 

É impressionante!

 

Esta é uma exclamação proferida depois de verificado o resultado do trabalho sobre uma ou várias ideias.

Esta é uma espécie de base para uma multiplicidade de receitas, mas que confere a todas elas sabor e autenticidade para além de um aroma inconfundível a sucesso.

É fruto de uma mão cheia de design, aliás duas, ou aquela capacidade de criar alguma coisa que tem significado e utilidade.

A utilidade é um destino privilegiado da criação.

Com uma música de fundo tocada por uma equipa bem construída afinam-se os últimos toques para a sinfonia.

Assim se pode apreciar a imagem na sua totalidade de forma a estabelecer novas relações, a utilizar a metáfora como forma de pensamento e conseguir que o todo sejam maior que a soma das partes. As equipas interdisciplinares são exímias em alcançar estes objectivos.

Ao ler as emoções, capacidade possibilitada pela empatia, sabemos para onde vão aqueles que são os destinatários do nosso trabalho.

Empatia é saber estar no lugar do outro e isso promove a melhoria de qualquer ambiente.

Se a um conjunto de atitudes, como o pensar design, o ler a totalidade e o perceber os outros, juntarmos um ambiente de jogo ou divertimento, até o futuro é risonho.

Os jogos e os exercícios lúdicos são boas alavancas para o sucesso. É a alegria como marca da criação.

Tudo isto tem significado!

Inovar significa repensar completamente a maneira como alcançar um objectivo e, em alguns casos, isso pode significar a redefinição do objectivo que perseguimos.

Inovar significa adaptar o ambiente às novas exigências e necessidades dos mais novos aos mais velhos

Inovar significa chegar com uma nova ideia capaz de criar um mundo melhor e permitir criar filhos melhores num mundo em transformação.

Inovar significa ser capaz de criar soluções para os erros que a minha e outras gerações anteriores cometeram e ser também capaz de evitar que outras gerações comentam os mesmos erros.

Inovar significa criar ambientes de educação positivos, aplicando o presente a um novo contexto.

 

Há medida que vamos avançando no nosso percurso de vida, vamos pensando em deixar algo, como testemunho da nossa presença, que possa servir para contar depois.

É o contar da história!

Contar uma história é importante quer, para atribuir significados às coisas que criamos quer, para construir ligações e relatar os passos das viagens criativas.

São estes seis atributos (“A Whole New Mind” – Daniel Pink) que devem fazer parte de um processo de inovação.

Environments to think, feel and collaborate!

31 de Maio de 2010

Why? What is…? What for…? Where? How?

Sometimes we want to show our knowledge about what’s new, sometimes we try to find a solution to a problem, but we are faced with blocks of society.

We create anxiety and block, because we identify the arrival of criticism of our environment, in view of our possible actions.

They are often our past experiences, giving rise to these locks. We cannot forget our past and if the environment provides less good images of the past, reacted inappropriately.

If we want to be creative and find a solution to a problem we have to take a leap into a supportive environment.

The environment can be supportive, but can also be an obstruction (in organizations are almost always) and we can deliberately create an environment full of creative stimuli, or at least only very relaxing.

The creative environments can vary with people and moods. If depends only on us, we may want to try how we feel in a new environment, and check if built in an environment that inspires and promotes creativity.

Sometimes a blank sheet and a set of crayons is the spark to a flame of creativity.

In organizations, this environment is not so easy to find. Ideally, the organization develops a culture of creativity and innovation, but as this is often not possible, we can always use the epidemic principle:

- Behavior contagious.

- Small changes have big effects.

- Changes happen overnight.

People are highly social by nature and we as a people to easily respond to the presence of other people and often copied what we observe.

The competitive society that we are part it’s rich in value judgments and can easily lead us to appreciate others and their ideas, conveying uncertainty.

We ran, towards others with psychological security when we accept the person, when we use empathy and we do not evaluated them. We also have the psychological freedom to think, feel and contribute fully.

At heart, we are who originated the most blocks, specifically our subconscious when we are not being alert to the pitfalls of conventional thinking, removing from us the freedom to create.

It is our past, eminent builder of prohibited signs and red and yellow lights, which prevents us to move along the path of imagination and creativity. There are rules, standards and other annoyances that if one part are good constraints on the other hand inhibit our creative capacity. It is the logic instead of emotion and intuition.

Some cultures throughout history have promoted creativity more than others, creating conditions conducive to creative production.

In this century witnessed a further cycle in which some cultures seek to promote creativity while others just complain about the livelihood of traditional models.

“A key feature of creativity is not being afraid to fail” – Edwin Land

 

(Versão em português)

Storytelling e a noção do risco!

23 de Abril de 2010

Chovia torrencialmente naquele dia!

Sentado calmamente no sofá ouvia as notícias enquanto experimentava o meu novo telemóvel e, de repente, surge a imagem provocadora de desassossego “…acidente na auto-estrada provoca 3 morte e 1 ferido em estado grave”.

Por sorte ou azar ainda não tinha o telemóvel capaz de ligar a alguém para dar a notícia. Seria um desabafo se o tivesse feito!

Porque sabia que no dia seguinte iria passar naquele sítio, procurei relaxar e fazer contas. Não à vida mas aos números de acidentes, mortos e feridos que entretanto o locutor contabilizara.

- “Mais um que no ano passado em época homóloga!”  

Bem-feitas as contas, pensei: “Bom! De cancro foi x+1, de gripe

Y+1, de acidente aéreo foi z-1, etc.”

Do mal, o menos, o risco existe e eu tenho que o assumir.

Sou capaz de conduzir atento, sem excesso de velocidade e o carro está em perfeitas condições para a viagem. Dados estes pressupostos só tenho que admitir que o risco existe mas é calculado. Nada me garante que vá ter sucesso, mas é esperado que assim seja.

- “Vou viajar!”

A nossa capacidade racional de admitir o risco coloca-nos muitas vezes, até nos negócios, em posições de fraqueza face à concorrência. O que nos leva a enfrentar com medo situações de baixo risco comparadas com outras de muito maior risco?

A utilização dos “ses” faz com a que a tomada de decisão, em questões pertinentes e cruciais, se arraste por tempo indefinido, muitas vezes até à ineficácia da decisão.

A história de um acidente contada na televisão, engana o nosso raciocínio, porque vem carregada de emoção, mas engana por pouco tempo. Um acidente diário com aqueles números não tem impacto igual a uma queda de avião com 150 passageiros!

Mas números são números e sabemos que por ano morrem menos pessoas de acidente de aviação do que de automóvel.

Tudo isto porque nós, racionais, afinal pensamos de forma rápida, associativa, tendo o hábito como patrão e carregados de emoção.

É nestas alturas que importa lembrar a inteligência emocional e contar a história do Sr. Risco e as suas aventuras com a emoção.

Quando duas pessoas caminham lado a lado, elas prestam atenção, à distância a que estão uma da outra, para não andarem aos encontrões!

A racionalidade e a emoção também devem saber passear lado a lado, e por vezes, ora dirige uma ora dirige a outra. São exemplo disso as “contas a pagar” ou “os sucessos a celebrar”.

A aceitação de risco nas empresas não pode ser governada exclusivamente pela lógica dos dados, assim como não pode ser conduzida como um devaneio de fim de tarde.

Importa um equilíbrio, importa a intuição, importa a experiência e a emoção, para que o risco seja visto não como uma ameaça mas como uma oportunidade!

Quer comentar!

Percepção com emoção!

20 de Abril de 2010

A percepção e as emoções!

A inteligência emocional é definida como a capacidade de reconhecer sentimentos, pensar que os sentimentos são apropriadas e em que situações, e comunicar esses sentimentos de forma eficaz.

Ser inteligente poderia ser possuir a capacidade de controlar emoções e não assumir papeis que poderiam ser considerados inadequados. Claro que qualquer que seja a interpretação dada ao conceito criado por Goleman, o próprio autor evolui em relação aos seus pontos de vista iniciais, ser inteligente em qualquer coisa, é bom!

Num teste de inteligência emocional são avaliadas algumas qualidades, como por exemplo:

- Estar consciente de seus sentimentos.

- Lidar com as emoções sem ser comandado por elas.

- Não permitir que a adversidade e a decepção nos façam descarrilar.

- Canalizar os sentimentos para nos ajudar a alcançar os nossos objectivos.

- Ser capaz de compreender, como os outros se sentem.

- Ouvir os nossos sentimentos e os dos outros para aprender com eles.

- Ter um forte sentido de optimismo, mas realista.

Uma boa cotação num teste com estas características, significa que as pessoas que estão emocionalmente aptas, que conhecem e gerem os seus próprios sentimentos bem, e que lêem e lidam eficazmente com os sentimentos das outras pessoas, estão em vantagem em qualquer domínio da vida, seja profissional seja vida privada.

As pessoas que não conseguem algum controlo sobre sua vida emocional, travam batalhas internas que destroem a sua capacidade concentração e de pensamento claro.

Esta era em 1995 a opinião de Goleman.

Mais recentemente em “A Nova Inteligência” (Daniel Pink), mostra que o futuro e o sucesso pessoal e profissional pertencem a um novo perfil de pessoas:

Os designers, os inventores, os criativos, contadores de histórias, ou seja, todos aqueles cujo raciocínio privilegia o lado direito do cérebro. São pessoas imaginativas, intuitivas, capazes de gerar empatia e emoções.

Mas desengane-se quem, pensa que não nasceu criativo ou não é um pensador design, pois essas coisa aprendem-se e qualquer um de nós poder ser portador da nova inteligência do século XXI.

E mais do que ser criativo, qualquer um de nós pode e deve procurar o equilíbrio entre o racional e lógico e o intuitivo. Desta forma os nossos dois hemisférios cerebrais funcionam como um todo.

Vejamos um pormenor do nosso dia-a-dia! A nossa noção de tempo, é alterada pelas nossas emoções, de tal forma que o tempo parece que voa quando estamos a divertir-nos e prolonga-se quando estamos aborrecidos.

Se o nosso relógio interno, funcionar como um despertador emocional, podemos produzir aumentos e diminuições na distribuição do tempo de atenção e consequentemente alterar o nosso estado emocional.

Essa noção do tempo está de alguma forma relacionada com a nossa percepção das coisas (estímulos que desencadeiam emoções). Por outras palavras, as emoções afectam a percepção, mas principalmente as percepções que ocorrem ao mesmo tempo do evento ou imediatamente após a ocorrência do estado emocional.

Este efeitos da emoção na percepção, tendem a diluir-se com o tempo, donde, para perceber sem as vantagens da emoção, devemos aguardar um pouco, e esperar que a percepção seja servida “fria”.

Assim se constroem momentos sem sabor nem aroma!

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Misturas de raciocínio e emoções

18 de Abril de 2010

Misturas

Eu não sei responder a esta questão:

- De que modo eu consigo conhecer?

Todos nós usamos a percepção, a linguagem falada ou escrita, todos nós temos emoções, todos nós temos razão e o conhecimento vem de tudo isto, vem desta mistura.

A nossa capacidade, de viver na mistura, é crucial para a eficiência cognitiva e, portanto, uma importante adaptação cognitiva para sobreviver.

Não é de estranhar que a diversidade seja responsável por muitos dos casos significativos de desenvolvimento na sociedade. É certo que esta afirmação parece demasiado empírica, mas ao olharmos à nossa volta, aceitámo-la como uma realidade.

A mistura segundo um recente estudo publicado em “esciencenews”, pode provocar escolhas que possivelmente não seriam imaginadas:

“Uma amostra aleatória de rostos negros, brancos e mestiços foram colectados e avaliados pela sua atractividade percebida. Houve um efeito pequeno, mas altamente significativo, em que ao enfrentar uma mestiça, em média, elas são percebidas como mais atraentes.”

 A amostra referida revela-nos um conjunto de pontos forte e fracos que nos ajudam a fazer uma escolha e se por exemplo para o conhecimento da matemática utilizamos a razão, para a escolha do tipo mais atraente podemos utilizar uma mistura.

Com a razão “sentimos” uma certa segurança e ficamos próximos da certeza. A lógica fala-nos da verdade e da falsidade da validade e da nulidade. Fala-nos de raciocínio dedutivo e indutivo.

O raciocínio dedutivo é o uso de inferência necessária para se tirar conclusões a partir de premissas. Aqui a grande fraqueza reside na validade da forma de argumentação.

Raciocínio indutivo é o uso de princípios científicos para chamar a conclusão mais provável das provas, mas porque é baseado em observações, pode ser tendencioso para a pessoa, portanto, não poderia ser do conhecimento concreto e pode ser subjectivo.

Há situações que clamam pela mistura mesmo sem darmos por isso. Quando queremos justificar o presente, aqui e agora, o raciocínio é semelhante a combustível refinado, mas quando falamos do futuro o raciocínio perde a sua força e torna-se enganador pois não nos permite avaliar as consequências.

E se o segundo vulcão entrar em erupção?

Mesmo a matemática, que originou expressões como, “é certo, é matemático!”, pode ser enganadora porque por vezes baseia-se em suposições.

Mais misturas que encontramos, até frequentemente na comunicação social, como o caso de todas as notícias ligadas com moral ou ética. Como é que utilizamos o nosso raciocínio face a situações de adopção, aborto ou violência psicológica?

 The reason behind this, might link to individual’s emotions.A razão ou as razões por trás disso, podem levar-nos para as emoções individuais ou até “colectivas”

Há casos em que o raciocínio pode ser visto como uma fraqueza porque determinada atitude ou prática era entendida como aceitável, mas a consequência obrigou a uma escolha que envolvia as emoções.

Todos nos lembramos de Guantanamo e da tortura utilizada com base no raciocínio de que um potencial terrorista poderia ser torturado para evitar a morte de muitas pessoas. É uma mistura que nos chega via satélite!

Torture can also be applied to reasoning.É um dilema, como é o “juízo de Salomão” e tantos outros exemplos aplicados em jogos de liderança e de grupo.

Art is exceedingly subjective and personal, even though emotions tend to play a bigger role in art as they communicate one’s reaction to his perceptions and this will create his own thoughts regarding this artwork within him.Mas porque as misturas, fazem parte da nossa vida, vejamos o que acontece com a arte.

A arte é extremamente subjectiva e pessoal.

As emoções tendem a desempenhar um maior papel na arte e para que haja comunicação é necessária uma reacção e as nossas percepções irão criar os nossos próprios pensamentos, dentro de nós, a respeito desta obra de arte.

Apesar de as emoções dominarem o nosso conhecimento poder-se-á dizer que ao usarmos a abstracção para ler uma mensagem não estamos a fazer outra coisa, senão raciocinar!

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Pensamento radical, mas criativo!

4 de Abril de 2010

Pensamento radical

Pergunto-me por vezes quantas formas de pensamento poderá haver e a noite responde-me:

-Há tantas, quantas queiram saber!

De todas as que já ouvi falar, a que menos me apraz usar é o pensamento radical. Não é porque seja uma linguagem tipicamente citadina ou, nalguns casos, religiosa. É apenas porque é radical, o que significa que não tem, nem balanço, nem balancete.

O pensamento radical não é aquele que eu gosto de usar num baloiço, não é aquele que inspira a criatividade e também não é aquele que me faz sonhar!

Imaginemos um jovem saído da faculdade de economia, onde durante três anos foi treinado, segundo um modelo pré-estabelecido, onde os manuais são tesouros e os ensinamentos são dogma. Parece-me claro que este ex-estudante vai enfrentar o mundo de hoje com um pensamento analítico, quase exclusivamente numérico e onde uns salpicos de behaviorismo fazem parecer que a sua atitude perante o mundo é humanista.

Claro está que isto, não passa de uma caricatura, mas talvez sirva para reflectir até que ponto a participação dos estudantes contempla a sua expressão criadora!

Mais tarde no desenvolvimento das organizações veremos alguns destes futuros líderes com as mesmas atitudes que os seus mestres. Fechados em silos de conhecimento, resistentes à mudança e onde as palavras partilha e colaboração, só tem sentido ao falar do pacote de prémios e bónus.

Deduz-se ou induz-se que a não ser uma atitude de rapto (abdutiva) o futuro da criatividade pode estar ameaçado.

É a altura de pensar um pouco, se este caminho, que é indicado pelas escolas, e a qualquer nível, não será uma forma radical de pensar, porque “ – Era assim e assim está provado que deu resultado!”

Mais uma vez, me faz lembrar o dilema do inovador:”Se é inovação prove que dá resultado!”

Radical é quando não se aceita que pode dar resultado se as condições previstas foram aplicadas.

Radical é não aceitar o equilíbrio entre a análise e a intuição.

Radical é olhar apenas para a beira-mar sem olhar para o resto do território.

Radical é tratar um enfermo com antibiótico e não retirar a larva da ferida.

O pensamento criativo é radical quando empurra o preconceito e a norma para o lado e, descobre o patamar de passagem do mistério, na resolução dos problemas, seguindo um percurso claro, baseado na intuição e nas circunstâncias, a fim de gerar conhecimento novo!

Descoberto esse patamar, então sim há que elaborar a sequência correcta e com fim, de instruções não ambíguas e bem definidas, para resolver os problemas.

Radical é bom em desporto e nas ideias, nos negócios e onde quisermos, desde que radical não signifique um pensamento linear sem aceitação da diferença e sem empatia pelas pessoas.

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Storytelling e a transferência de práticas!

1 de Abril de 2010

A história da transferência de conhecimento

 

Alguém falou de “inovação” e toda agente acorreu para ouvir!

Toda a gente correu porque queriam entrar na ideia, queriam vivê-la.

Ao ouvir contar a história, sobre como aquela equipa conseguiu tamanhos resultados, as pessoas sentiam como se estivessem a trabalhar com a sua equipa, mas ainda sem saber, o que fazer em relação a algumas questões cruciais, num ambiente sombrio, e de repente, descobrem a solução miraculosa.

Essas pessoas experimentaram a história, como se tivessem saboreado um belíssimo manjar.

No processo, a história, e a ideia que reside dentro dela, pode tornar-se dessas pessoas. Elas não sentem a história como observadores externos, ou como uma crítica em relação a algo ou alguém. Elas sentem a história como participantes activos na história.

A teoria do conhecimento foi refinada pelos contadores de histórias.

“Eu penso, logo existo” deu lugar ao “Nós participamos, e portanto, estamos“.

Ao contar histórias fazemos com que as pessoas sejam mais existenciais através da sua participação com os outros e com o mundo que os envolve a todos.

O que se passa aqui é um processo de identificação com a história, um objecto querido e disponível. As pessoas passam a sentir-se a si próprias envolvidas no processo, que se pretende, neste caso, transfira conhecimento.

A história facilita a compreensão do que pretendemos transmitir e essa compreensão resulta da construção por interacções sociais. Desta forma, a transmissão do conhecimento ou do sistema, que lhe está inerente, é realizada por internalização e integração no nosso quadro de referência.  

Esse conhecimento, que até então, não era possível de integrar, foi, através da história, compatibilizado com os nosso quadro conceptual e interiorizado.

Toda a história funciona bem até ao momento em que descarrila, isto é, quando o fluxo de conhecimento não encontra uma boa recepção.

Imaginemos, que pretendemos contar a história de um bom exemplo, uma boa prática, que foi realizado algures e num determinado momento por pessoas devidamente identificadas.

Aqui a arte de contar histórias tem que passar pela justificação do movimento ou deslocação.

-“Isso pode ser verdade lá, mas aqui não é possível!”

As mesmas causas sob as mesmas condições produzem efeitos semelhantes?

Que história preciso de contar para que o conhecimento de práticas seja transferível?

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