Posts Tagged ‘Bruce Nussbaum’

Moments that require silence on Design Thinking

17 de Dezembro de 2010

(Texto em Português depois deste) 

The reason is to understand

 

Never the notion of our ability to manage complexity and change was so important, as it is today, given our fast pace of life and the high number of stimuli to which we are subject.

To manage complexity and change, the first step is to understand the internal mechanisms that make change so difficult, and that serve as food to our natural resistance, when faced with something new.

 

Change comes to us in the form of three dimensions, the source, the duration and impact.

These dimensions are beginning to have meaning when we observe the resistance manifested by the leaders of organizations or businesses. It is then that matter talk on design thinking, but silent, if our goal is to develop work through design thinking.

When our intention is to make everyone in a company to use the design thinking as an attitude, our direction must be thinking design “” and not “about”.

“About” design think is possibly what I do here on this blog, by sifting through words and concepts and looking for a coherent and dynamic line of thoughts.

The “through” arises from some forays in business by design and that have sought to create an attitude of design in business managers and leaders. Such an attitude is noted in the creation of products, services and processes, which are profitable and satisfactory for people and businesses.

Adapted from an article by Fred Callopy five theoretical categories that characterize design attitude that emerged from the data supplied by various professional design are as follows:

-Consolidate meanings in a multidimensional way.

-Create, bringing to life.

-Embrace the discontinuity and stop while the project still has life.

-Embrace the empathy.

-Create commitment to aesthetics.

How design thinking can help us, in the seas of change, but in silence, navigate to succeed?

Sometimes silence is the great assurance to understand.

How so?

“Building on the user-centric roots of industrial design, Design has an ethnographic core that allows businessmen and others to connect with any and all cultures, real and digital, anywhere around the world. And Design’s ability to learn from these cultural connections and translate that data into new concepts for products and services gives it the power to generate revenue and profits in a global economic environment of deepening uncertainty. If Six Sigma and management thinking were our guides to efficient choice-making and profit maximization in yesterday’s era of global hegemony, stability and homogeneity, then Design is our guide to deep consumer understanding, generative option-making and strategic brand finding in an era of global heterogeneity, instability and diversity.

I would like to end on a philosophical note. One reason why people are turning to Design today is that it is essentially optimistic. Design has a future-facing perspective and a tool-using core competence. The whole purpose of Design is to make the new. In a world of uncertainty and cascading change, Design can be our navigator. We should embrace it. “Bruce Nussbaum

Easily people say, how do we build, how do we pay.

We are very comfortable in our world, and are very reverential. Still we are not really strong and courageous to criticize others.

We are indeed very silent.

We must stop only be performers, we need to be visionary and look to the future, and we need a completely new business model.

Do you want to comment?

 

Momentos que requerem silêncio em Pensar design

O motivo é a compreensão

Nunca a noção da nossa capacidade para gerir a complexidade e a mudança foi tão importante, como é hoje, dado o nosso rápido ritmo de vida e o elevado número de estímulos a que estamos sujeitos.

Para as gerir, o primeiro passo é compreender os mecanismos internos que tornam a mudança tão difícil, e que servem como alimento à nossa resistência natural, quando confrontados com algo novo.

A mudança surge-nos sob a forma de três dimensões, a fonte, a duração e o impacto.

Estas dimensões começam a ter significado quando observamos a resistência manifestada pelos líderes de organizações ou negócios. É nessa altura que importa falar em pensar design, mas em silêncio, se o nosso objectivo é desenvolver algum trabalho “através” de pensar design.

Quando a nossa intenção é fazer com que todos numa empresa, usem o pensamento design como uma atitude, a nossa direcção deve ser pensar design “através” e não “acerca”.

“Acerca” de pensar design é eventualmente o que faço aqui neste blogue, peneirando palavras e conceitos e procurando uma linha coerente e dinâmica de pensamentos.

O “através” surge de algumas incursões nos negócios por parte do design e que têm procurado criar uma atitude de design nos gestores e líderes de negócios. Tal atitude observa-se na criação de produtos, serviços e processos, que são rentáveis e satisfatórios para as pessoas e para as empresas.

Adaptei de um artigo de Fred Callopy cinco categorias teóricas que caracterizam atitude de design que surgiram a partir dos dados fornecidos por vários profissionais de design são os seguintes:

- Consolidar significados de forma multidimensional.

- Criar, trazendo a vida.

- Abraçar a descontinuidade e parar enquanto o projecto ainda tem vida.

 - Abraçar a empatia.

- Criar compromisso com estética.

Como é que o pensar design pode ajudar neste mar revolto de mudança, em silêncio, a navegar até bom porto?

Por vezes o silêncio é a grande garantia de que compreendemos.

 “Como assim? Baseando-se nas raízes de centrado no utilizador do design industrial, o design tem um núcleo etnográfico que permitiu aos empresários e outros conectarem-se com todas e quaisquer culturas, real e digital, em qualquer lugar do mundo. A capacidade do design de aprender com essas ligações culturais e traduzir esses dados em novos conceitos de produtos e serviços confere-lhe o poder de gerar receitas e lucros num ambiente económico global de aprofundamento da incerteza.

Se Seis Sigma e pensar a gestão foram os nossos guias de escolha eficiente de decisões e na maximização do lucro na era de ontem de hegemonia global, a estabilidade e homogeneidade, então, numa era de heterogeneidade global são a instabilidade e a diversidade e pensar design pode ser o nosso guia para a compreensão profunda do consumidor, a visualização de possibilidades, opção geradora de decisões e o encontrar a marca estratégica.

Gostaria de terminar com uma nota filosófica. Uma das razões pelas quais as pessoas se estão a voltar, hoje, para o pensar design, é que ele é essencialmente optimista. Pensar design tem uma perspectiva de encarar o futuro e uma ferramenta usando competências chave. O objectivo geral do design é fazer o novo. Nós vivemos uma vida de beta constante, um lugar de incerteza e mudança em cascata. Neste novo mundo, pensar pode ser o nosso navegador. Nós devemos adoptá-la. “Bruce Nussbaum

Com facilidade as pessoas dizem, como é que vamos construir, como é que vamos pagar. Estamos muito confortáveis no nosso mundo, e somos muito reverenciais. Ainda não somos realmente fortes, e corajosos para criticar os outros.

Estamos, de facto, muito silenciosos.

Temos que parar de só ser executantes, temos que ser visionários e encarar o futuro, e precisamos de um modelo de negócio totalmente novo.

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Design Thinking – Tools to talk with business

21 de Junho de 2010

 (Texto em Português depois deste)

Think design and Tools

The world is turbulent and things seem unexpected. Hence we feel the need to sit around a campfire conceptual and exchange stories. This ancient technology of storytelling reappears again to help solve problems.

Tim Brown says that the two main tools of design thinking are the prototypes (which produce ideas fast enough to fail and learn) and storytelling (things to be deployed with the sale of compelling narratives).

When we talk about prototyping we must think that it requires a change of mind because it makes you wonder:

- How to create a small version of the solution to try to assess quickly and more cheaply to their effectiveness?

An attitude of prototyping means that when I am facilitating a group and we are developing solutions, we started making prototypes in very short time because they help with the convergence of options and facilitate the sale internally.

The domestic sales in a working group are extremely important for the convergence of solutions.

But perhaps the more difficult it is get out of the silo designer and go to the open environment and fierce business.

An attitude of prototyping also means trying solutions in the real world a very small scale to obtain feedback saving time and money.

This attitude embodies the values of prototyping:

- Reduces the risk of the unknown and technical challenges.

- Transform the business model of unknown risk.

- Attracts resources – people and capital.

- Satisfy the speed required by the market.

- Allows you to search for and sell on time (early) to the market.

But how do we prove to the skeptics, entrepreneurs and business leaders, design thinking could actually work to meet the challenges of development and innovation?

“When it comes to innovation the formulation of the problem is often the most important part of the process leading to design a “unique” game-changing paradigm shift solution. You hear the term “frame” anytime in the field of innovation. Even the managers are using it. In fact a fundamental rule of innovation is not always accepted the problem that put us in hand, but reshapes itself to maximize the changes that we can do in space. “-Bruce Nussbaum

There is a misconception especially in the automotive industry where it says that the computer simulation can substitute for the actual construction of a prototype  but it is always necessary to do so.

Embed a reality as the managers where quick profit is an obsession requires a conscious attitude of persistence and courage.

Some tools presentations -business plans or PowerPoint- that we have at our disposal to communicate ideas or strategy, are simply insufficient, so we have to use another tool.

A large part of design thinking involves “telling stories” in a clear and attractive way.

Traditional methods of speaking to present ideas summarize our personal perspectives address different forms of interpretation and result in confusion. For this it is necessary to make use of a language accessible to business leaders but that contains the assumptions of design thinking.

Design thinking by nature is based on image and thereby exposing our ideas and strategies for easy interpretation.

In making movies, prototypes or scenarios design thinkers can enable people to experience it emotionally that ideas or strategy aims to describe.

Development initiatives of ideas must learn to be more involved in the role of convincing “storytellers” since a large part of its support comes from building and maintaining partnerships with organizations.

“I am interested in when two objects collide and generate a third. The third object is where the work is interesting.” – Bruce Mau

 

 

Pensar design e Ferramentas

O mundo está turbulento e as coisas parecem inesperadas. Daí sentimos a necessidade de nos sentarmos em torno de uma fogueira conceptual e trocar histórias. Esta antiga tecnologia de contar histórias, reaparece novamente para ajudar a resolver problemas.

Para Tim Brown as duas principais ferramentas do pensar design são os protótipos (que produzem ideias suficientemente rápidas para falhar e aprender) e a narração (coisas a serem implantadas com a venda de narrativas convincentes).

A prototipagem requer uma mudança de mentalidade porque obriga a perguntar:

- Como criar uma pequena versão da solução para tentar avaliar rapidamente e de forma mais barata a sua eficácia?

Uma atitude de prototipagem significa que quando estou a facilitar um grupo e estamos a desenvolver soluções, começamos a fazer protótipos em tempo muito curto, que ajudam com a convergência de opções e facilitam a venda internamente.

A venda interna num grupo de trabalho é extremamente importante para a convergência de soluções.

Mas talvez o mais difícil seja sair do silo de designer e passar ao ambiente aberto e feroz dos negócios.

Uma atitude de prototipagem também significa tentar soluções no mundo real, numa escala muito pequena, para obter feedback, poupando tempo e dinheiro.

Essa atitude incorpora os valores de Prototipagem:

- Diminui o risco do desconhecido técnico e os desafios.

- Transforma o modelo de negócio de risco desconhecido.

- Atrai recursos – pessoas e capital.

- Satisfaz a velocidade requerida pelo mercado.

- Permite pesquisar e vender atempadamente (cedo) ao mercado.

Mas como vamos provar aos cépticos, empresários e líderes de negócio, que o pensamento design pode realmente funcionar ao enfrentar os desafios de desenvolvimento e inovação?

“Quando se trata de inovação, a formulação do problema é muitas vezes a parte mais importante do processo, levando à concepção de um “unique” jogo de mudança, mudança de paradigma de solução. Ouve-se o termo “enquadrar” a qualquer hora no âmbito da inovação. Até os gestores e gerentes a estão a usar. Na verdade uma regra fundamental da inovação é, nem sempre se aceita o problema que nos põem em mãos, mas reformula-se para maximizar as mudanças que podemos fazer no espaço.” -Bruce  Nussbaum

Há um equívoco, especialmente na indústria automobilística, onde se diz que a simulação de computador podem substituir a construção de um protótipo real, mas é sempre necessário fazê-lo.

Incorporar uma realidade como a dos gestores onde o lucro rápido é uma obsessão requer uma atitude consciente de persistência e de coragem.

As ferramentas de apresentações, (planos de negócio ou PowerPoint) que temos à nossa disposição para comunicar ideias ou estratégia, são simplesmente insuficientes, por isso temos de fazer uso de outra ferramenta.

Uma grande parte do pensamento design envolve “contar histórias” de forma clara e atraente.

Os métodos tradicionais de uso da  palavra para apresentar ideias, resumem as nossas perspectivas pessoais face às diferentes formas de interpretação  e resultam em confusão. Para isso é necessário fazer uso de uma linguagem acessível aos líderes de negócios mas que contenha os pressupostos de pensar design.

O pensar design, por natureza, é baseado em imagem e portanto expõe as nossas ideias e estratégias para fácil interpretação.

Ao fazer filmes, cenários ou protótipos, os designers permitem que as pessoas experienciem emocionalmente o que as suas ideias ou estratégia tem como objectivo descrever.

As iniciativas de desenvolvimento de ideias têm de aprender a envolver-se mais no papel de convincentes “contadores de histórias”, já que uma grande parte de seu apoio vem da construção e manutenção de parcerias com organizações.

“Eu estou interessado no momento em que dois objectos colidem e geram um terceiro. O terceiro objecto é onde o trabalho é interessante”. – Bruce Mau

Great readings this week…!

19 de Junho de 2010

Great readings! Articles and some comments!

 

“Innovation” is Dead. Herald The Birth of “Transformation” as The Key Concept for 2009. By Bruce Nussbaum

Comments:

By Nicolae Halmaghi @nicdesign
Bruce,

It is not Innovation that failed, and I don’t think Transformation will save us. These terms are way to broad and all-encompassing to deliver relevant insights into specifics. Everybody will to use them according to their level of understanding. General terms like “Change” had a huge impact in Obama’s campaign because they were general in scope but had specific mass appeal. Most people craved and shared at least some part of the Change. His campaign was designed more or less like a tapestry of changes that in the end amounted to massive change….

Stefan Lindegaard

I disagree. Innovation has been over-used but it is here to stay. It will also keep evolving.

Why do I disagree? Let’s consider the innovation piano (Ten Types of Innovation) which is a concept developed by Doblin – http://www.doblin.com – several years ago. In short, Doblin argues that when people think of innovation, they often think products….

See also by Stefan Lindegaard @lindegaard

The CFO and Innovation: Can It Work?

I ask whether CFO’s can make innovation happen, but in reality this should not even be a question of whether it can be done but rather a question of how to do it.

The reason for turning this a how-to question is the increasing role of the CFO in many companies. Their influence keeps growing and this includes influence on innovation and in particular on the funding that goes to innovation.

Using Stories for Design Ideas – new from Johnny Holland Magazine by Andrew (Drew)

In a new post at Johnny Holland Magazine, Whitney Quesenbery and Kevin Brooks share insights from Rosenfeld Media’s book ‘Storytelling For User Experience’. From the perspective of innovation, which is increasingly wedded to the concepts of design and design thinking both conceptually and in practice, storytelling is a powerful discovery and generative tool. This post offers great perspectives on the use of story to capture current state challenges, and future state possibilities.

Broken Promise: Shame on BP for using “Shaggy Defense” on Gulf oil spill by Bob Thompson  

Apparently at BP, th e leadership mantra is, “The bucks stops over there.”

Comments:

Graham Hill

The Devil in the Detail, Assigning Blame and Hypocrisy

Hi Bob

An interesting polemic.

The Gulf Oil Spill is a disaster on too many fronts. It is a disaster for the Gulf ecosystem, heavily polluted by the leaking oil. It is also a disaster for those who live and work in the Gulf, who have seen their livelihoods disappear.

The no. 1 innovation skill you need to master by Jorge Barba

A friend of mine who recently visited this blog made the observation that I make a lot of reference to sports, I thought this was kind of cool because he noticed it and understood what I was trying to convey. This is an important observation because as we’ve mentioned before, one of the key skills that distinguishes innovators is the ability to ‘associate’, to make connections across seemingly unrelated questions, problems or ideas

Where does our best work come from? By Scott Berkun via Ralph Ohr

In a series of posts, called readers choice, I write on whatever topics people submit and vote for. If you dig this idea, let me know if the comments, and submit your ideas and votes.

You Have to Break Connections to Get Your Ideas to Spread by Tim Kastelle

time you get in a car to drive somewhere, take a minute to think about how many parts of the economy are connected to your trip. There are a whole lot. There all of the people and firms involved in building your car. They have taken ideas and designs that have evolved for over a hundred years, added some new ideas, and come up with the design for your car. And if you drive a Toyota, it’s not just people in Toyota that have done that – there are hundreds of other firms that have designed particular parts – brakes, stereos, and windshield wipers.

How to survive in Social Media: Slow Social Media, 4 points to consider! By Jerry van Leeuwen

I think most of you will be familiar with the concept of Slow Food. Slow Food  is a non-profit, eco-gastronomic member-supported organization that was founded in 1989 to counteract fast food and fast life, the disappearance of local food traditions and people’s dwindling interest in the food they eat, where it comes from, how it tastes and how our food choices affect the rest of the world.

The Business of Design by Roger Martin

Quick, what’s your IQ? No, not your intelligence quotient — your imagination quotient. In this turbulent, get-real economy, the advantage goes to those who can outimagine and outcreate their competitors. So says Roger Martin, who has devoted his professional life to the study of competition — first as a director at Monitor Co., the Boston-based consultancy, and now as dean of the University of Toronto’s Rotman School of Management.

The Design of Business by Roger Martin

In his new book, Roger Martin, dean of the Rotman School of Management, says an eye for innovation and efficiency creates a powerful competitive edge

Enjoy it !

Valores e valores em Inovação Aberta e Pensar Design

18 de Março de 2010

 

Medindo ou procurando valores

 

Apesar de hoje os valores ocuparem um lugar de destaque, na ética dos negócios e comportamento das organizações, persiste alguma confusão sobre o que esses valores representam e qual o papel que elas desempenham.

Como podem esses valores ser perseguidos quer pelos indivíduos quer pelas organizações?

Que importância têm esses valores em inovação?

Se partirmos de uma base centrada no indivíduo, portanto nas pessoas poderemos tentar construir uma base para o comportamento organizacional, incluindo os seus valores e cultura.

Os ambientes onde as organizações se desenvolvem são naturalmente um aspecto fundamental para a análise e avaliação desses valores e qual o papel que desempenham na saúde das organizações.

O ambiente de redes sociais que envolve qualquer organização esteja ela vocacionada ou não para a inovação, induz uma partilha não só de conhecimentos como de desejos e expectativas que conduzem à co-criação e aceitação de novas perspectivas do correcto e do incorrecto.

Isto por seu lado é favorável ao desenvolvimento da inovação aberta, quando se toma consciência de que existem ideias externas tão ou mais válidas que as internas e que com elas trazem novos valores de organização e de comportamento.  

As redes sociais permitem não só a visão de pontos de vista diferentes, individuais e organizacionais, como apresentam um novo valor – as interacções, ou relacionamentos.

Já não se trata apenas de troca de informações. Trata-se de perceber valores, ao receber e explicar valores ao fornecer.

Estas interacções requerem uma análise cuidada, tal como a necessária à informação.

Centrando a nossa atenção e intenção nas pessoas facilmente percebemos que o valor, ética e princípios se transforma em valor de negócio. E é um valor um pouco mais complexo, dada a natureza também complexa das interacções. Há uma constante conectividade que não existia nas relações bilaterais tradicionais e isto implica a aceitação da plasticidade e da natureza dinâmica das relações.

Ao procurar compreender uma cultura de inovação e especialmente de Inovação Aberta, não podemos deixar de considerar que vai nascer uma nova cultura, mais rica e consequentemente mais capaz de responder às necessidades dos consumidores.

A diversidade de culturas, as diferenças geográficas e os novos valores devem ser combinados e integrados pelos intervenientes num processo de inovação aberta. São de redes de valor que procuram um alinhamento capaz de provocar resultados satisfatórios para todos os pontos de contacto.

A facilitação da comunicação está disponível e interessa verificar as afinidades e interesses para proactivamente evitar conflitos desnecessários.

A palavra-chave é o alinhamento tanto interno como, com o exterior. Não se trata de uma tarefa fácil, uma vez que organizações, parceiros e consumidores não têm, inicialmente, os mesmos objectivos e partem de valores de referência distintos.

Num processo de inovação aberta e centrado nas pessoas o alinhamento é necessário para a satisfação de todos os envolvidos.

É importante identificar as condições de partida de todos os parceiros e garantir que as redes enriquecem e não prejudicam o trabalho colaborativo e a co-criação.

Num mundo de interacções e conectividade, onde a inovação é vista como um instrumento para a construção do sucesso, onde a co-criação é uma oportunidade e com uma orientação centrada nas necessidades dos consumidores, existe um caminho que interessa continuar a percorrer.

“O meu pensamento actual é que, os designers devem desempenhar um papel crítico na criação deste novo campo de pensamento de design. A cultura do todo o cerne do projecto é essencial para a concepção de pensar. Na verdade, eu diria que, a ascensão da Web 2.0 e das redes sociais reforça o foco sobre a concepção tradicional de empatia e integração de factores humanos, a interface do usuário e a cultura. A tecnologia Web 2.0 está por trás do impulso no projecto, num canto de um escritório, à medida que as empresas mergulham mais profundamente na vida de seus clientes, que pedem para ser parte do processo de criação e concepção de material. A rede social reforça o seu desejo de participar.

Mas, pensando design é um campo tão novo, que não está claro se as escolas de design ou escolas de negócios irá desenvolver os conceitos formais e metodologias para, o transformar numa ferramenta ampla, profunda e poderosa de mudança organizacional.” -Bruce Nussbaum

Design Vs. Design Thinking – BusinessWeek

Comente, acrescente ou corte!

 

 

Values and Values on Open Innovation and Design Thinking

18 de Março de 2010

Measure or looking for values

 

Although today’s figures occupy a prominent position in business ethics and behavior of organizations, there remains some confusion about what these values represent and what role they play.

How can these values be pursued either by individuals or organizations?

How important are these values in innovation?

If we start from a base centered on the individual we can try to build a foundation for organizational behavior, including its values and culture.

Environments where organizations develop are of course a fundamental aspect for the analysis and evaluation of the values and what role they play in health organizations.

The environmental social network that involves any organization whether it is suited or not for innovation, induces not only a sharing of knowledge, desires and expectations that lead to the co-creation and acceptance of new perspectives of right and wrong.

This in turn supports the development of open innovation when it becomes aware that there are outside ideas as or more valid than in-house and bring with them new organizational and behavior values.

Social networks allow not only the vision of different viewpoints, individual and organizational, as have a new value – the interactions, or relationships.

It is no longer just an exchange of information. It is to realize values when receiving and explain the values provided.

These interactions require careful analysis as the necessary to information.

Focusing our attention and intention to people we very easily see that the value, ethics and principles are transformed into business value. And it is a value a little more complex, given the complex nature of interactions. There is a constant connectivity that did not exist in traditional bilateral relations and this implies the acceptance of plasticity and of the dynamic nature of relationships.

In seeking to understand a culture of innovation and in particular of Open Innovation, we have to consider who will be born a new culture, the richer and thus more responsive to consumer needs.

The diversity of cultures, geographical differences and the new values should be combined and integrated by the actors in a process of open innovation. They are value networks that seek an alignment that can give rise to satisfactory results for all points of contact.

The facilitation of communication is available and interested check the affinities and interests to proactively avoid unnecessary conflict.

The keyword is the alignment both internally and with the outside. This is not an easy task, as organizations, partners and consumers do not initially have the same objectives and depart from different benchmarks.

In a process of open innovation and people-centered alignment is necessary for the satisfaction of all involved.

It is important to identify the starting conditions of all partners and ensure that the networks enrich and not hinder the collaborative process and co-creation.

In a world of interaction and connectivity, where innovation is seen as a tool for building success, where the co-creation is an opportunity and an orientation to the needs of consumers, there is a way that matters continue to go.

“My own current thinking is that designers must play a critical role in the creation of this new field of design thinking. The whole core culture of design is essential to design thinking. In fact, I would argue that the rise of Web 2.0 and social networking reinforces the traditional design focus on empathy and integration—human factors, the user interface, culture. Web 2.0 technology is behind the boost to design in the corner office as businesses delve more deeply into the lives of their customers—who are demanding to be part of the process of creating and designing stuff. Social media reinforce their desire to participate.

But design thinking is such a new field that it’s not clear whether design schools or business schools will develop the formal concepts and methodologies that turn it into a broad, deep and powerful tool of organizational change.” – Bruce Nussbaum

Design Vs. Design Thinking – BusinessWeek

Medindo ou procurando medir

 

Apesar de hoje os valores ocuparem um lugar de destaque, na ética dos negócios e comportamento das organizações, persiste alguma confusão sobre o que esses valores representam e qual o papel que elas desempenham.

Como podem esses valores ser perseguidos quer pelos indivíduos quer pelas organizações?

Que importância têm esses valores em inovação?

Se partirmos de uma base centrada no indivíduo, portanto nas pessoas poderemos tentar construir uma base para o comportamento organizacional, incluindo os seus valores e cultura.

Os ambientes onde as organizações se desenvolvem são naturalmente um aspecto fundamental para a análise e avaliação desses valores e qual o papel que desempenham na saúde das organizações.

O ambiente de redes sociais que envolve qualquer organização esteja ela vocacionada ou não para a inovação, induz uma partilha não só de conhecimentos como de desejos e expectativas que conduzem à co-criação e aceitação de novas perspectivas do correcto e do incorrecto.

Isto por seu lado é favorável ao desenvolvimento da inovação aberta, quando se toma consciência de que existem ideias externas tão ou mais válidas que as internas e que com elas trazem novos valores de organização e de comportamento. 

As redes sociais permitem não só a visão de pontos de vista diferentes, individuais e organizacionais, como apresentam um novo valor – as interacções, ou relacionamentos.

Já não se trata apenas de troca de informações. Trata-se de perceber valores, ao receber e explicar valores ao fornecer.

Estas interacções requerem uma análise cuidada, tal como a necessária à informação.

Centrando a nossa atenção e intenção nas pessoas facilmente percebemos que o valor, ética e princípios se transforma em valor de negócio. E é um valor um pouco mais complexo, dada a natureza também complexa das interacções. Há uma constante conectividade que não existia nas relações bilaterais tradicionais e isto implica a aceitação da plasticidade e da natureza dinâmica das relações.

Ao procurar compreender uma cultura de inovação e especialmente de Inovação Aberta, não podemos deixar de considerar que vai nascer uma nova cultura, mais rica e consequentemente mais capaz de responder às necessidades dos consumidores.

A diversidade de culturas, as diferenças geográficas e os novos valores devem ser combinados e integrados pelos intervenientes num processo de inovação aberta. São de redes de valor que procuram um alinhamento capaz de provocar resultados satisfatórios para todos os pontos de contacto.

A facilitação da comunicação está disponível e interessa verificar as afinidades e interesses para proactivamente evitar conflitos desnecessários.

A palavra-chave é o alinhamento tanto interno como, com o exterior. Não se trata de uma tarefa fácil, uma vez que organizações, parceiros e consumidores não têm, inicialmente, os mesmos objectivos e partem de valores de referência distintos.

Num processo de inovação aberta e centrado nas pessoas o alinhamento é necessário para a satisfação de todos os envolvidos.

É importante identificar as condições de partida de todos os parceiros e garantir que as redes enriquecem e não prejudicam o trabalho colaborativo e a co-criação.

Num mundo de interacções e conectividade, onde a inovação é vista como um instrumento para a construção do sucesso, onde a co-criação é uma oportunidade e com uma orientação centrada nas necessidades dos consumidores, existe um caminho que interessa continuar a percorrer.

“O meu pensamento actual é que, os designers devem desempenhar um papel crítico na criação deste novo campo de pensamento de design. A cultura do todo o cerne do projecto é essencial para a concepção de pensar. Na verdade, eu diria que, a ascensão da Web 2.0 e das redes sociais reforça o foco sobre a concepção tradicional de empatia e integração de factores humanos, a interface do usuário e a cultura. A tecnologia Web 2.0 está por trás do impulso no projecto, num canto de um escritório, à medida que as empresas mergulham mais profundamente na vida de seus clientes, que pedem para ser parte do processo de criação e concepção de material. A rede social reforça o seu desejo de participar.

Mas, pensando design é um campo tão novo, que não está claro se as escolas de design ou escolas de negócios irá desenvolver os conceitos formais e metodologias para, o transformar numa ferramenta ampla, profunda e poderosa de mudança organizacional.” -Bruce Nussbaum

Design Vs. Design Thinking – BusinessWeek

Comente, acrescente ou corte!

Pensar design em silêncio!

8 de Março de 2010

 

 

Mudança em silêncio

Nunca a nossa capacidade de gerir a complexidade e a mudança foi tão importante, como é hoje, dado o nosso rápido ritmo de vida.

Para as gerir, o primeiro passo é compreender os mecanismos internos que tornam a mudança tão difícil, e que servem como alimento à nossa resistência natural, quando confrontados com algo novo.

A mudança surge-nos em três dimensões, a fonte, a duração e o impacto. Estas dimensões começam a ter significado quando observamos a resistência manifestada pelos líderes de organizações ou negócios, e é nessa altura que importa falar em pensar design, mas em silêncio, e se o nosso objectivo é desenvolver trabalho através de pensar design.

Chamamos a isso de design por infusão ou “design em silêncio.” A intenção é fazer com que todos numa empresa, usem o pensamento design como uma atitude. Não se trata de pensar design “de”, nem de pensar design “acerca” mas de pensar design “através”. Não é uma terapêutica da dor, é a cura!

Algumas incursões nos negócios por parte do design têm procurado criar uma atitude de design nos gestores e líderes de negócios. Tal atitude observa-se na criação de produtos, serviços e processos, que são rentáveis e satisfatórios para as pessoas.

Há cinco categorias teóricas que caracterizam atitude de design que surgiram a partir dos dados fornecidos por vários profissionais de design são os seguintes:

- Consolidar significados de forma multidimensional.

- Criar, trazendo a vida.

- Abraçar a descontinuidade e parar enquanto o projecto ainda tem vida.

 - Abraçar a empatia pessoal e comercial.

- Criar compromisso com estética poli sensorial.

Como é que o pensar design pode ajudar neste mar revolto de mudança, em silêncio, a navegar até bom porto?

 “Como assim? Baseando-se nas raízes de centrado no utilizador do design industrial, o design tem um núcleo etnográfico que permitiu aos empresários e outros conectarem-se com todas e quaisquer culturas, real e digital, em qualquer lugar do mundo. A capacidade do design de aprender com essas ligações culturais e traduzir esses dados em novos conceitos de produtos e serviços confere-lhe o poder de gerar receitas e lucros num ambiente económico global de aprofundamento da incerteza. Se Seis Sigma e pensar a gestão foram os nossos guias de escolha eficiente de decisões e na maximização do lucro na era de ontem de hegemonia global, a estabilidade e homogeneidade, então, numa era de heterogeneidade global, a instabilidade e a diversidade, pensar design pode ser o nosso guia para a compreensão profunda do consumidor, a visualização de possibilidades, opção geradora de decisões e encontrar marca estratégica.

Gostaria de terminar com uma nota filosófica. Uma das razões pelas quais as pessoas se estão a voltar, hoje, para o pensar design, é que ele é essencialmente optimista. Pensar design tem uma perspectiva de encarar o futuro e uma ferramenta usando competências chave. O objectivo geral do design é fazer o novo. Nós vivemos uma vida de beta constante, um lugar de incerteza e mudança em cascata. Neste novo mundo, pensar pode ser o nosso navegador. Nós devemos adoptá-la. “Bruce Nussbaum -Businessweek

Com facilidade as pessoas dizem, como é que vamos construir, como é que vamos pagar. Estamos muito confortáveis no nosso mundo, e somos muito reverenciais. Ainda não somos realmente fortes, e corajosos para criticar os outros.

Estamos, de facto, muito silenciosos.

Temos que parar de só ser designers, temos que ser visionários e encarar o futuro, e precisamos de um modelo de negócio totalmente novo.

Quer comentar?

Pensar design, protótipos e histórias

6 de Janeiro de 2010

Pensar design e Ferramentas

O mundo está turbulento e as coisas parecem inesperadas. Daí sentimos a necessidade de nos sentarmos em torno de uma fogueira conceptual e trocar histórias. Esta antiga tecnologia de contar histórias, reaparece novamente para ajudar a resolver problemas.

Para Tim Brown as duas principais ferramentas do pensar design são os protótipos (que produzem ideias suficientemente rápidas para falhar e aprender) e a narração (coisas a serem implantadas com a venda de narrativas convincentes).

A prototipagem requer uma mudança de mentalidade porque obriga a perguntar: como criar uma pequena versão da solução para tentar avaliar rapidamente e de forma mais barata?

Uma atitude de prototipagem significa que quando estou a facilitar um grupo e estamos a desenvolver soluções, começamos a fazer protótipos em tempo curto, que ajudam com o estreitamento de opções, e facilitam a venda internamente.

Uma atitude de prototipagem também significa tentar soluções no mundo real, numa escala muito pequena, para obter feedback, poupando tempo e dinheiro.

Como vamos provar aos cépticos que o pensamento design pode realmente funcionar ao enfrentar os desafios de desenvolvimento?

“Quando se trata de inovação, a formulação do problema é muitas vezes a parte mais importante do processo, levando à concepção de um “unique” jogo de mudança, mudança de paradigma de solução. Ouve-se o termo “enquadrar” a qualquer hora no âmbito da inovação. Até os CEOs e gerentes estão a usar. Na verdade, uma regra fundamental da inovação é, nem sempre se aceita o problema que nos põem em mãos, mas reformule-o para maximizar as mudanças que podemos fazer no espaço.” -Bruce  Nussbaum

As ferramentas de apresentações, (planos de negócio ou Powerpoint) que temos à nossa disposição para comunicar ideias ou estratégia, são simplesmente insuficientes.

Uma grande parte do pensamento design envolve “contar histórias” de forma clara e atraente. Os métodos tradicionais de uso da  palavra para apresentar ideias, resumem as nossas perspectivas pessoais face às diferentes formas de interpretação  e resultam em confusão.

 O pensar design é baseado em imagem por natureza e, portanto, não expõe as nossas ideias e estratégias para fácil interpretação.

Ao fazer filmes, cenários ou protótipos, os designers permitem que as pessoas experienciem emocionalmente o que as suas ideias ou estratégia tem como objectivo descrever.

As iniciativas de desenvolvimento têm de aprender a envolver-se mais no papel de convincentes “contadores de histórias”, já que uma grande parte de seu apoio vem da construção e manutenção de parcerias.

“Eu estou interessado no momento em que dois objectos colidem e geram um terceiro. O terceiro objecto é onde o trabalho é interessante”. – Bruce Mau

Emoção, Inovação e Diversão

23 de Novembro de 2009

Resolver problemas com emoção

À parte as questões da neurociência e de quem as controla, se hoje é o sistema límbico ou se amanhã é ele com a ajuda de outros sistemas, as emoções nos negócios são sempre vistas de dois ângulos: o do produtor/vendedor e o do consumidor/pagador.

Numa entrevista a “Ideaconnection” , Tom kelly, autor de “the Art of Innovation” fala um pouco sobre o papel das emoções no processo de inovação:

VB: Você diz: “A medida que você observa as pessoas nos seus ambientes naturais, não deve apenas olhar para as nuances do comportamento humano, mas também esforçar-se por inferir da motivação e emoção.” Quer falar sobre o papel da emoção no processo de inovação?

Tom Kelley: Uma parte de fazer o trabalho de inovação é compreender e pôr-se na pele dos clientes, a fim de resolver as suas questões. A vida não é sobre o que se costumava chamar de “apenas os factos”.

Se você se concentrar apenas nas especificações de um produto ou um serviço, você pode deixar de fora muita coisa. Na verdade, uma grande parte das descobertas de um antropólogo é a diferença entre o que as pessoas deveriam fazer, ou mesmo o que as pessoas dizem que fazem e o que eles realmente fazem. Mesmo se o que eles realmente fazem é irracional, você ainda tem que responder a isso.  

 Se você deixar de fora o conteúdo emocional, você pode ter as melhores especificações no mundo, mas as pessoas não podem comprar o seu produto ou serviço.

 Será que o iPod da Apple têm especificações melhores, ou melhor armazenamento de dados por dólar gasto do que outros leitores de MP3? Eu não penso assim, mas isso refere-se à emoção. Na IDEO tentamos lembrar o componente emocional em todos os nossos trabalhos.”

A natureza das emoções não só é posta em discussão na relação produtor/consumidor mas também entre a equipa ou equipas que gravitam em torno da ideia.

 Nestes grupos, chamados “grupos quentes” aparecem algumas figuras para que convém estar atento, sob pena de termos de admitir que o sucesso tarda e não vem, não porque eles causem constrangimentos mas porque eles são fundamentais:

 

São eles: “O visionário”, “O mata problemas”, “O Iconoclasta (ataca crenças estabelecidas) ”, “O tomador de pulso”, “O artesão”, “O tecnologista”, “O empreendedor” ou “O transformista”.


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