Archive for Março, 2010

Redes sociais- Imitação e o elogio da diferença

31 de Março de 2010

Comportamentos de imitação e de diferença

Entre os comportamentos aprendidos os que melhoram a sobrevivência são imitações.

São notórios os comportamentos de imitação que observamos quando alguém sente que a sua vida está em risco. Se uma pessoa foge de algo que considera perigoso, logo um grande número de pessoas imita o comportamento e foge também, sem sequer se ter apercebido do risco ou do suposto risco.

Mas há limites no comportamento de imitação quando se trata de auto-estima e prazer pessoal.

Geralmente os comportamentos são imitados se a pessoa a imitar, tem um estatuto elevado ou é portador de confiança. Nestes casos trata-se de copiar e não de imitar face ao risco.

A imitação tem que dar algum benefício e esses benefícios podem ser para aumentar a sobrevivência, o sexo, o poder, a auto-estima, ou simplesmente o gozo pessoal.

Geralmente as pessoas, como têm a capacidade de pensar, lembrar o passado e projectar o futuro, usam diversos graus de imitação para atingir os seus objectivos.

Quanto maior for o benefício, maior é a possibilidade de imitação.

As pessoa que “tendem” a viver com poça auto-estima, não são dadas a grandes imitações. Aqueles que procuram manter e reforçar a auto-estima, tendem a comportamentos de imitação, que podem passar pela aparência física e pelo comportamento, que a pessoa a imitar, tem.

À medida que a idade avança, a necessidade de imitação diminui e eventualmente é substituída pela necessidade de ser modelo. Os pré-adolescentes e adolescentes, são as faixas etárias mais vulneráveis à imitação.

Nos jovens adultos começa a desenhar-se um vontade de diferenciação, um estilo próprio, que podendo manter um conjunto de características comuns com outros, apresenta aspectos claros de diferenciação.

Os adultos tornam-se muito mais selectivos, e decidem ou não o que imitar.

A imitação só funciona se estiver ligada a um forte apelo, que é naturalmente emocional.

Hoje com as novas tecnologias e com as redes sociais, assistimos a episódios de imitação muito alargados. As pessoas por necessidade de uma maior proximidade e sem se sentirem constrangidos por censuras de proximidade, tendem a imitar comportamentos observados nas interacções que estabelecem.

Há então dois caminhos a seguir, para quem quer diminuir comportamentos de imitação:

Encontrar uma identidade própria e desenvolvê-la no sentido de criar um patamar de auto-estima seguro e mantendo um equilíbrio com o meio envolvente ou,

Procurar cultivar a diferença e, possivelmente evoluir para modelo a imitar, seja ele a que nível for aceitando os papéis que criou ou que foram postos à sua disposição.

Imite e escreva!

Connectivity and Behavior Changes

31 de Março de 2010

Anticipating behavior changes

There are some reasons why we should change behavior.

One may be because the behavior is inappropriate to the environment where we are and it becomes necessary an integration of the individual in the middle. Another could be, because we expect that new behaviors are acquired comprehensively in a given population with a defined objective.

Social networks and online networks offer a channel of influence that can lead to changes in behavior.

Through them we can estimate the needs of people or their consumption habits and move on to an attitude of satisfaction of needs or to an attitude of creation of needs.

This is where the behaviors can be changed, not immediately but within wider. A proactive approach in the generation of ideas makes us look for something that goes beyond the immediate needs of today, but we want to exist in the future.

Tim Brown, points out that change in the management of organizational change or changing the buying behavior, or social initiatives pursued by the companies for the common good.

The interactions across networks bring about change, but they require that users carry a confidence built, not flaunted the title, but on the kind of relationships built.

Those looking to change behavior should start by changing your own, ie undoing barriers and distance, built with traditional forms of knowledge. You must make them known in an open environment that puts others at ease.

“While Facebook, LinkedIn, Twitter and other online social networking sites can become times of flow, the online network is useful to strengthen the links. By posting on Facebook or Twitter, links to relevant articles, can provide value to their online friends and show your involvement with relevant business issues. When writing original articles or posting comments is in the minds of others and allowing them to see what is involved in your industry. “– Noshir Contractor

This active participation in networks, makes the trust placed in us, grows, create credibility, and therefore the acceptance of our message.

Built that trust, it starts to change behaviors that we consider desirable and which include two parameters of acceptance:

I accept because I bring benefit or accepted because I’m not so penalized.

Tim Brown suggests:

“Create simple, new digital tools to provide feedback.

Smartphone apps and Web-based software are inexpensive to create and deploy. Keep in mind, however, that such tools are only as good as the information they channel.

Invent the future for consumer, not the present customer. This can be hard to do, the consumer research Tends to focus on buying habits today … Offer a design team, for example, some jumping off points to fuel their imagination, rather than simply ask “what will customers want ten years from now?”

Be patient with monitoring “success.” Mass behavior does not change overnight. Sales and other metrics should not be used alone to judge innovation immediate results. “– blogs.hbr.org

With a respected business communication networks and with a design suitable for future needs real changes in behavior are operated successfully.

What do you think about this?

 

Antecipando a mudança de comportamentos

Existem algumas razões porque devemos mudar comportamentos.

One may be because the behavior is inappropriate to the environment where we are and it becomes necessary and integration of the individual in the middle. Another could be, because we expect that new behaviors are acquired comprehensively in a population with a defined objective.

As redes sociais e as redes on-line proporcionam um canal de influência que pode levar a mudanças de comportamento.

Através delas podemos estimar as necessidades das pessoas ou os seus hábitos de consumo e partir para uma atitude de satisfação de necessidades ou para uma atitude de criação de necessidades.

É aqui que os comportamentos podem ser mudados, não no imediato mas num prazo mais largo. Uma atitude proactiva na geração de ideias faz-nos procurar algo, que ultrapassa as necessidades imediatas de hoje, mas que se pretende existam no futuro.

Tim Brown, aponta essa mudança para a gestão de mudança organizacional ou mudando o comportamento de compra, ou para iniciativas sociais prosseguidas pelas empresas para o bem comum.

As interacções através das redes põem provocar essas mudanças, mas para isso é necessário que os utilizadores sejam portadores de uma confiança construída, não pelo título ostentado, mas pelo tipo de relações construídas.

Quem procura mudar comportamentos deve começar por mudar o seu, isto é desfazendo barreiras e distância, construídas com as tradicionais formas de saber. É preciso dar-se a conhecer num ambiente aberto que coloque os outros à vontade.

“Enquanto o Facebook, LinkedIn, Twitter e outros sites de relacionamento on-line podem tornar-se tempos de escoamento, a rede on-line é útil para reforçar as ligações. Ao publicar no Facebook ou Twitter, links para artigos relevantes, pode fornecer valor aos seus amigos virtuais e mostrar o seu envolvimento com questões de negócios pertinentes. Ao escrever artigos originais ou postar comentários fica na mente das outras pessoas e que lhes permite ver como está envolvido na sua indústria.” – Noshir Contractor

This active participation in networks, makes the trust placed in us will increase, creating credibility, and therefore the acceptance of our message.

Construída essa confiança, parte-se para a mudança de comportamentos que consideramos desejável e que comportam dois parâmetros de aceitação:

Aceito porque me traz benefício ou aceito porque assim não sou penalizado.

Tim Brown sugere:

“Criar simples, novas ferramentas digitais para fornecer feedback. Aplicativos Smartphone e softwares baseados na Web são baratos para criar e implantar. Tenha em mente, contudo, que tais instrumentos só são tão bons como a informação que canalizam.

Inventar para o futuro consumidor, não para o prente cliente. Isto pode ser difícil de fazer, como a pesquisa do consumidor tende a concentrar-se sobre os hábitos de compra hoje…Oferecer uma equipa de design, por exemplo, alguns pontos para pular que sirvam de combustível à sua imaginação, em vez de simplesmente perguntar “o que os clientes querem daqui a dez anos?”

Seja paciente com monitorização do “sucesso”.Comportamento de massa não muda durante a noite. As vendas e outras métricas não devem ser usadas isoladamente, para avaliar os resultados da inovação imediata”

Com uma actividade respeitada nas redes de comunicação e com um design adequado às verdadeiras futuras necessidades as mudanças de comportamento são operadas com sucesso.

Comentários?

Contar a história da minha ideia!

30 de Março de 2010

O relato do nosso futuro

Se olharmos para trás e percorrermos os momentos de que nos queremos lembrar, damos conta que o que aconteceu deu origem ao que somos hoje.

Não importa a atribuição de responsabilidades pelos bons e maus momentos, porque esses momentos foram vividos e deixarem um rasto que assinala o caminho percorrido.

Uma história é um facto envolto numa emoção que obriga a uma acção que transforma o nosso mundo.

Verdade é que ao fazermos esse relato, olhando para o passado, ele não surge sempre da mesma maneira. Haverá alturas em que o passado parecerá mais sorridente e outras em que os maus momentos prevalecem.

Mas se olharmos para o futuro e quisermos fazer o nosso relato, o relato do que vai acontecer, também não evitamos o passado. O passado determinou o caminho até aqui, e condiciona a tomada de decisão para o futuro, quanto mais não seja pela negação de vivências desagradáveis, que não devem ser repetidas.

É a construção da nossa história!

Aquele acidente de automóvel que sofri, sem danos físicos, vem à memória e lembra que no futuro, ou não compro um carro com aquelas características, ou ando mais devagar!

Desta forma o nosso relato torna o futuro menos incerto porque nos previne e nos dá ferramentas para desenvolver o nosso projecto.

E se o nosso projecto é fazer com que a nossa ideia seja adoptada por outros então contamos uma história convincente.

Podemos complementar os dados numéricos a apresentar com exemplos, histórias, metáforas e analogias para tornar as nossas posições vivas. A utilização da cor dada pela história conjugada com uma linguagem da palavra viva, empresta uma qualidade convincente e tangível ao nosso ponto de vista.

Nós sabemos contar a nossa história como emoção e somos capazes de a transmitir a quem nos ouve. Com a história da ideia passa-se a mesma coisa, contamos a nossa ideia de dentro para fora e fazemos com que todos os elementos se encaixem uns nos outros, para que o efeito seja máximo e provoque as emoções que procuramos nos outros.

Uma ideia que se pretende inovadora, por exemplo, tem de ser transmitida com paixão. É o calor dessa paixão que faz vibrar os nossos ouvintes, leitores ou espectadores.

A história tem um herói que está sempre presente na história, e que não é o relator. Um herói que está sempre a olhar para os nossos interlocutores.

A história contem a adversidade, que é necessário ultrapassar. É o anti-herói mascarado de barreira ou dificuldade. É familiar da objecção de quem nos ouve.

A história tem momentos e alguns são para reflectir, chamar a consciência, a razão de forma a fazer prevalecer a nossa ideia.

A história é mudança e transformação. É a incorporação de um desejo, que transforma um incrédulo num seguidor.

Ao contar histórias sobre as nossas ideias, colocamo-nos a par de quem os ouve ou nos lê, criamos um sentimento de confiança que permite o desenvolvimento da ideia e fazemos com que os outros façam parte da nossa história.

Conte lá!

Open Inovation is pertinent!

29 de Março de 2010

 

Places of reflection

Open Innovation is now a very relevant subject to the management of innovation. However we have little empirical research on the international implementation of Open Innovation as well as assessments of the acceptance at regional levels.

As a starting point for reflection we should address some thematic areas which later give rise to broader contextual perspectives and contextual culture and geographical location, about Open Innovation.

Innovation involves more than just R & D.

Today, companies that conseguir innovative breakthroughs, using products focused on users, combined with cutting edge technologies and adaptability in organizational behavior and processes have a higher level of efficiency and profitability than its competitors. These companies not only provide a higher level of employment but they also contribute to regional and global economic growth.

This type of companies is not confined to R & D. Some industrial sectors that are not dedicated to the investigation also have a development in innovation through new channels or new business models.

If there is not sufficient internal innovation it is necessary to look abroad.

The move towards R & D internal to external streamlines connectivity and opens the door for large and small companies seeking outside its borders, keeping the company competitive and able to cope with uncertainty in an environment of constant change. The exterior is closer to reality – the users.

There are many cultural challenges to be faced abroad when looking new products and methods, but there is no other possible choice.

Intelligence and the collective knowledge

The collective intelligence is a powerful reality in the development of organizations. The convergence of various cognitive skills from the use of social networking tools internally and externally, creates new opportunities in business to accompany the change with a collective expertise that supports the principle that “the whole is greater than the sum of its parts”.

There are a path to development and open innovation is part of it with input from consumers and users.

Innovation is not restricted to a core group of designer’s affairs, or the validation of experts in the subject.

Ideas are rough diamonds and require cutting and management

In open innovation ideas that emerge can be valuable, but only if companies will possess skills and technology to work. This depends on good management of diversity of ideas available to receive or be offered. This includes management’s assessment of the ripeness of the ideas to meet when they should be integrated or waived.

The outside ideas can often be implemented more quickly and at lower cost from within.

New technologies and connectivity facilitated by social networks are excellent management tools, both in generation and in the development of ideas.

Innovating the innovation process

Somehow all companies have to innovate to be competitive. Some will make you better than others, either by trying the tips of online shoppers, new ways to rapid prototyping, and new physical environments for experimentation and testing, adjusting or reality of their time to the requirements of organizational maturity.

This means that more companies change the way they innovate, and spend more time to implement appropriate systems to do so. Good social interaction and creative thinking skills enable them to generate good ideas through the differences of perspective and opinion.

You have to take the difference as an opportunity to innovate, and it is maturity.

With the knowledge of the types of synergy when working in an environment of open innovation, innovation convergence between smooth and heavy (with origin in R & D) easily reach good results in innovation.

Human resources in innovation

Companies have to have people engaged in full-time innovation. There can be no half-time.

In open innovation concern should focus on maintaining an internal balance of satisfaction and motivation as the interactions with the external environment can be established and develop.

There is scope for a management culture of innovation that should be taken as a commitment of the entire company, respecting the cultures of the external systems and subsystems.

More than ever employees of companies aiming at the innovation should benefit from training to acquire new skills, enabling a common language and using similar methodologies. There is room for compatibility.

Any sugestion?

 

Lugares de reflexão

A Inovação Aberta é actualmente um assunto muito pertinente e novo ao nível da gestão da inovação. Contudo, existem poucas análises empíricas internacionais sobre a implementação da Inovação Aberta bem como apreciações sobre a aceitação a níveis regionais.

As a starting point for reflection should address some areas which later give rise to broader perspectives and contextual culture and geographical location, on open innovation.

A Inovação envolve mais do que apenas a I & D.

Hoje, as empresas que conseguem avanços inovadores, utilizando produtos centrados nos utilizadores, combinados com tecnologias de vanguarda e adaptabilidade no comportamento e processos organizacionais apresentam um nível de eficácia e rentabilidade superiores aos seus concorrentes. Estas empresas não só proporcionam um nível superior de empregos como contribuem para o crescimento económico regional e global.

Este tipo de empresas não se confina à I&D. Alguns sectores industriais que não são tão dedicados à investigação também apresentam um desenvolvimento em inovação quer através de novos canais, quer de novos modelos de negócio. – 

Se não é suficiente a inovação interna é necessário olhar para o exterior.  

O movimento no sentido da I&D interno para externo dinamiza a conectividade e abre portas para as grandes ou pequenas empresas, procurarem além das suas fronteiras, mantendo-as competitivas empresas e capazes de enfrentar a incerteza num ambiente de mudança constante. O exterior está mais próximo da realidade que são os utilizadores.

There are many cultural challenges to be faced abroad when looking for new products and methods, but there is another possible choice.

Inteligência e o conhecimento colectivo

The collective intelligence is a powerful reality in the development of organizations. The convergence of various cognitive skills, from the use of social networking tools internally and externally, creates new opportunities in business to accompany the change with a collective expertise that supports the principle that the whole is greater than the sum of its parts.

Existem um caminho para o desenvolvimento de que faz parte a inovação aberta com contribuição dos consumidores e utilizadores.

A inovação não se restringe nem, a um núcleo duro de criadores internos, nem à validação de peritos em determinada matéria.

Ideias são diamantes brutos e precisam de lapidação e de gestão

Em inovação aberta surgem ideias que podem ser valiosas, mas só o serão se as empresas possuírem habilidades e tecnologia para as trabalhar. Isso passa por uma boa gestão da diversidade de ideias disponíveis a receber ou a disponibilizar. Essa gestão engloba ainda a apreciação do estado de maturação das ideias para conhecer o momento em que elas devem ser integradas ou dispensadas.

As ideias externas podem, muitas vezes, ser executas mais rapidamente e com custos inferiores às de origem interna.

As novas tecnologias e a conectividade facilitada pelas redes sociais são óptimas ferramentas de gestão, quer na geração, quer no desenvolvimento das ideias.

 Inovar os processos de inovação

De alguma forma todas as empresas têm de inovar para serem competitivas. Umas fá-lo-ão melhor que outras, ora, experimentando as dicas de consumidores online, novos meios de fazer protótipos rápidos, e novos ambientes físicos para experimentação ou teste, ora adaptando a sua realidade de momento a exigências de maturidade organizacional.

Isto significa que mais empresas mudam a maneira como inovam, e passam mais tempo a implementar sistemas adequados para o fazer. Uma boa interacção social e habilidades de pensamento criativo permitem gerar boas ideias através das diferenças de perspectiva e de opinião.

É preciso encarar a diferença como uma oportunidade para inovar, e isso é maturidade.

Com o conhecimento dos tipos de sinergia possível ao trabalhar num ambiente de inovação aberta, a convergência entre inovação suave e pesada (com origem na I&D) facilmente se atingem bons resultados em inovação.

Os recursos humanos em Inovação

As empresas têm de ter pessoas que se dediquem à inovação em tempo integral. Não pode haver lugar a tempo parcial

Em inovação aberta a preocupação deve centrar-se em manter um equilíbrio interno de satisfação e motivação à medida que as interacções com o ambiente externo se estabelecem e desenvolvem.

Há lugar a uma gestão de cultura de inovação que deve ser assumida como um compromisso de toda a empresa, respeitando as culturas dos sistemas e subsistemas externos.

More than ever employees of companies aiming at the innovation should benefit from training to acquire new skills, enabling a common language and using similar methodologies. There is room for compatibility.

 

Dê sugestões!

A seguir: O futuro é mais barato com Inovação aberta.

Conveniências de esquecimento!

28 de Março de 2010

A conveniência ou não conveniência do esquecimento

 

Quem será que nunca, repentinamente, esqueceu de algo?

Mas esquecer, repentinamente, de algo com frequência pode ser devido a muitas circunstâncias!

A memória, social ou individual, determina-se fazendo selecções sobre o material que se tem à disposição, que podem ser prévias, isto é orientados por interesses, ou selecções posteriores, no sentido de satisfazer a operacionalidade ou a funcionalidade dos elementos guardados.

 

A memória existe porque nós a constituímos, ao negar o desaparecimento do presente, isto é, guardamos a informação para a voltar a consagrar como presente ao relembrar.

Nós temos uma tendência para esquecer factos ou eventos ao longo do tempo, a que chamamos transitoriedade e, é muito provável que esqueçamos a informação, logo a seguir à apreensão. Este facto faz que com a memória tenha a oportunidade de gerir a qualidade da informação e “esquecer” o lixo absorvido.

Por vezes confunde-se este aspecto “transitório” com um sinal de debilidade, mas no fundo o que estamos a fazer é a arrumar as gavetas ou pastas da informação.

Outro tipo de esquecimento com que nos deparamos no nosso quotidiano é fruto da distracção. Aqui o nosso cérebro não codifica a informação de forma segura e surge o esquecimento.

Este esquecimento é “praticado” por indivíduos que esquecem a caneta, a reunião ou a toma de medicamentos. É perfeitamente eliminável.

A nossa memória também não ajuda quando sentimos a resposta na ponta da língua e não somos capazes de a pronunciar. A este tipo de esquecimento, chamamos o bloqueio, ou a incapacidade temporária para recuperar a memória. O bloqueio ocorre quando a memória está devidamente armazenada no cérebro, mas algo o impede de encontrar a informação.

Entre as falhas da memória podemos encontrar ainda outros tipos de anomalias como a falta de atributos na infirmação como alguns pormenores ou origem. Isto pode explicar a inocência na atribuição errada de autoria de factos. É uma questão de atribuição de autoria que resulta de mau armazenamento na memória.

Na nossa memória, as nossas percepções são filtradas pelos nossos preconceitos pessoais, em relação a experiências passadas, crenças, e conhecimentos adquiridos e prévios, e pelo nosso estado de espírito no momento da recepção da informação.

Os nossos preconceitos afectam as nossas percepções e experiências quando elas são codificadas no cérebro e, ao relembrar os acontecimentos a imagem recebida é influenciada por esses preconceitos dando origem ao esquecimento de conveniência.

Hoje existe tecnologia que permite estudar a função cognitiva e prevenir situações de esquecimento que pode ser extremamente prejudiciais à nossa vida.

PET scan pode detectar o declínio no metabolismo da glicose associado com diminuição da função cognitiva, particularmente nos lobos temporais e parietais localizadas nas laterais e na parte posterior do cérebro, as regiões associadas com a formação da memória e da linguagem. Pesquisadores na UC Berkeley pesquisadores estão a descobrir que a imagem cerebral é uma promessa como um método de detectar sinais precoces da doença de Alzheimer.”

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Great Readings this week

27 de Março de 2010

Ideas and Knowledge!

 

Enjoy it!

 

Call for Visionaries! Help Make the Future of Innovation Open and Global – by Stefan Lindegaard – 15inno

“Can you imagine a global network of people who believe the future of innovation is open and global?

Can you imagine a global network based on regional chapters that helps increase the general awareness of open innovation and connects the people and companies – virtually and physically – that turn open innovation into reality?”

Putting in the Hours – by Tim Kastelle – Innovation Leadership Network

“We can’t assume that they already know how great our idea is, or that the value in it is self-evident. This is a particularly important lesson if we are trying to cross domains. If you are a lab scientist trying to commercialise your great discovery, out in business your reputation starts at 0, no matter how much reknown you’re held in as a scientist.”

 

Avoiding Innovation Chaos inside Companies – by Hutch Carpenter – spigit

“Great news…you’ve established your innovation platform to solicit ideas, and gosh, did you get them! Hundreds of ideas. Wow!

Now what? ”

 

Genius Transparency to Lead Innovation – with Ellen Weber – Brain Leaders and Learners

Flawed leadership, whether called democracy or dictatorship generates  gridlocks that block creative brainpower.

 

A Small Attempt to Model Organizational Evolution – by Thierry de Baillon – Sonnez en cas d’absence

“Last few months were, for me, pretty insightful. I tried to spread and nurture some ideas about organizations, collaboration and complexity, met people, chatted online with others, read, assisted or talked at events…  The last pebbles of wisdom came for The Age of Paradox, from Charles Handy, whose S-curve metaphor quasi magically fitted my intuitions. Little by little, I have now built a somehow practical model of organizational maturity which drastically shows the need for enterprise to step into the 2.0 world.”

 

Innovation is a habit – by Jorge Barba – Game-Changer

“Act different to think different. Easier said than done right? The truth is we’ve already been-there-done-that when we were kids, we just forget we did it. How is this possible? How is it that we lost that inquisitive mind? We just lost our imagination, threw the crayons away and got caught up in the reality of the adult world that’s what happened.”

Creating An Emotional Response From Your Web Site – by Kim Krause Berg – search engine land

“I hadn’t seen my artist friend in nearly a year, nor was I even sure he was still painting. But there I was the other day, standing with him in his art studio, chatting about the new things he wanted me to add to his web site. Suddenly he led me to one large 80” x 64” canvas of swirling brush strokes that is his style. “This one is for you,” he announced, “for all the help you’ve given me with the web site.”

Open Innovation becoming an established part of the culture – by business reporting – SCIENCE BUSINESS

“The culture of Open Innovation is becoming established and its potential benefits are now widely recognised according to a survey of R&D directors in the world’s 30 largest healthcare and manufacturing companies, carried out by the UK consultancy group PA Consulting.”

Reverse Innovation: How Designing for Emerging Economies Brings Benefits Back Home – by Andrea Meyer – Working Knowledge

“Story: GE Healthcare sells sophisticated medical imaging devices around the world. Historically, they have sold these high-end machines in emerging economies like India. But only 10% of Indian hospitals can afford a $10,000 ECG machine. Reaching the other 90% of the market takes more than simply cutting a few costs. It requires radical innovation and an in-depth understanding of local conditions.”

 

WHAT, HOW & WHY? – by   Nicolae Halmaghi – Design Thinking Exchange

“What Exactly is Design Thinking?

What Does it Do?

How and Why Does it Create Value?

At this point it is a losing battle trying to find a unified voice about what Design Thinking does, or means. Most definitions are confusing, cumbersome, incomplete, make little sense, or have purely and simply nothing to do with Design Thinking. There is a big disconnect between the way the design community feels and interprets DT and the way business strategists define it. As more and more consultancies want to take advantage of the media attention dedicated to DT, it is likely that unless a common definition is adopted soon, the term will be polluted permanently.”

Have a nice day!

Conhecimento, Cultura e tecnologia

26 de Março de 2010

Criar conhecimento e redes

A utilização eficaz do conhecimento e da aprendizagem exigem cultura e tecnologia. Embora a tecnologia existente hoje seja mais que suficiente para transmitir e armazenar dados, a informação daí resultante só tem significado quando inserida num contexto cultural.

A informação explícita pode ser facilmente inserida numa base de dados, no entanto, essa informação não é muitas vezes a mais relevante para a eficácia de uma organização. O que é verdadeiramente relevante para a organização, existe sob a forma de um sistema complexo, sensível ao contexto.

Esse é o conhecimento, que encontramos em indivíduos, grupos ou organizações e que resulta das suas conexões.

As redes enquanto vistas pelo prisma de máquinas e acessórios, apenas servem de suporte, no entanto sem uma boa gestão dessas ferramentas não conseguimos rentabilizar as trocas de informação que resultam da actividade dos indivíduos participantes nas redes, sejam elas internas à organização sejam globais.

Uma organização tem de ser vista de várias perspectivas e, desde logo, pela forma como são constituídos os seus agrupamentos e relações de poder. Um mapeamento de uma organização permite visualizar os fluxos internos e externos de informação, bem como os espaços não tocados por esses fluxos.

Nos tempos em que os fluxos de informação eram mais direccionados e com menos volume, quase só se levantava a questão do custo de transmissão e armazenamento, hoje dada a quantidade de informação disponível e a sua acessibilidade, importa sobretudo avaliar a sua qualidade e pertinência.

Querer saber sobre alguma coisa tem muito mais impacto do que procurar aprender sobre ela.

O conhecimento requer validação, bem como a capacidade de prever e trabalhar os resultados.

As redes e a tecnologia que lhe está inerente, permitem de facto a recolha e transmissão maciça de informação. Mas isso só por si não chega, é necessário que “as comunidades de saber” se confrontem com novas formas de recolha de dados, novas ferramentas para manipular e armazenar informações, e fundamentalmente novas formas de colaboração no conhecimento, atendendo à distância e ao tempo.

As grandes vantagens antecipadas que se prevêem, com essas novas ferramentas, são a atribuição de um maior significado ao conhecimento resultante da colaboração entre equipas interdisciplinares, que tornando-se coesas, permitem o tratamento de problemas complexos que habitualmente são tratados com equipas disciplinares.

A interdisciplinaridade encontrada nas redes, para além de promover a abertura a novos conceitos e enquadramentos, permite a aproximação, das tradicionais “sedes de conhecimento”, aos naturais beneficiários, os utilizadores, e que são parte activa na validação da informação transmitida e recolhida.  

O conhecimento acaba sempre por ser centrado no interesse das pessoas, sendo estas inclusive, quase sempre, as cobaias de validação desse conhecimento.

E as redes sociais trazem conhecimento?

Living Labs and Open Innovation

25 de Março de 2010

(Texto em Português depois deste)

 

Living Open Innovation

Living Lab” is about experimentation and co-creation with real users in real-life settings.

In these environments users together with researchers, companies and institutions seek new solutions to meet another set of needs, through new products, services or business models.

A practical implementation of “Living Lab” can and should be established as an environmental project in Open Innovation, with thematic communities in Open Innovation and with a process to put the work and management of facilities infrastructure of the Living Lab in an environment that generates innovative projects.

These  infrastructure facilities can be:

Aid to the patenting

Facilitating communication

Interaction with participants and constituents through the use of Web 2.0

The Living Labs address the involvement of civil society on the promotion of innovation on the basis of society, involving universities, SMEs, public institutions and large companies in a process of open innovation, and because it happens in real environments, it has an immediate impact.

The Living Labs look for gaps and as ecosystems that are flexible can provide a substantial demand for innovation by engaging by interactions a range of actors in which the driver of the process is the user.

The Living Lab concept plays a crucial role in keeping users continuously involved, so that their expectations are monitored and can help develop better products and services.

One of the cases that can be inserted in this approach is the creation of a new (2009) Living Lab European network focused on open innovation in the field of lighting, with emphasis on energy efficiency. The creators of this Living Lab are the Portuguese city of Aveiro, the University of Aveiro and several companies.

User participation is one of the most important sources of innovative ideas.

These ideas are enshrined not only in documents of the European community and in other documents which I leave here an example.

“As the adoption (or integration) of the living labs approach has important implications, for its implementation into existing regional instruments of innovation it should be taken into account the specific situation in particular regions. Implementing the living lab concept into the existing instruments and policies requires the collaboration among key stakeholders at the regional level and cities, such as public administrations, regional and city development agencies, research institutes and companies as well as the cities end-users and also co -creators of innovations. Such collaboration could very well be agreed in a public-private partnership program for regional innovation. Such a structure would already avoid the fragmentation of projects and difficulties to pass the phases of applications development and prototyping, often found in current innovation programs. The region-wide collaboration and coordination would at least establish the conditions for systematic networking and exchange, reuse and sharing of knowledge and technologies, and scaling up and roll out. “- LIVING LABS AND OPEN INNOVATION POLICY IN REGIONS FOR THE BENEFIT OF SMES

Tell me your experiences or cases that you meet on Open Innovation! Thank you!

 

Viver a Inovação Aberta

Living Lab” trata de experimentação e de co-criação com utilizadores reais em ambientes da vida real.

Nestes ambientes os utilizadores juntamente com investigadores, empresas e instituições procuram em conjunto novas soluções para satisfazer outro conjunto de necessidades, através de novos produtos, serviços ou modelos de negócio.

Uma implementação prática de “Living Lab” pode e deve ser estabelecida como um projecto de ambiente em Inovação aberta, com comunidades temáticas em Inovação aberta e num processo para colocar o trabalho e a gestão das facilidades de infra-estruturas dos Living Lab num ambiente que gere projectos inovadores.

Essas facilidades existentes nas infra-estruturas podem ser:

Ajudas para o registo de patentes

Facilitação da comunicação

Interacção com os participantes ou constituintes através do uso de Web 2.0

Os Living Labs abordam o envolvimento da sociedade, sobre a promoção da inovação numa base da sociedade, envolvendo universidades, PME, instituições públicas e grandes empresas num processo de inovação aberta, e porque acontece em ambientes reais, tem um impacto imediato.

Os Living Labs procuram colmatar lacunas e como ecossistemas flexíveis que são, podem fornecer uma procura substancial de inovação por envolver de forma interactiva uma série de actores em que o condutor do processo é o utilizador.

O conceito de Living Lab desempenha um papel crucial em manter os utilizadores continuamente envolvidos, para que as suas expectativas sejam acompanhadas e possam participar na construção melhores produtos e serviços.

Um dos casos que pode ser inserido nesta abordagem é a criação de um novo (2009) Living Lab da rede europeia focado na inovação aberta no campo da iluminação, com destaque para a eficiência energética. Os criadores deste Living Lab português são o município de Águeda, a Universidade de Aveiro e várias empresas.

A participação dos utilizadores é uma das mais importantes fontes de ideias inovadoras.

Estas ideias estão consagradas não só em documentação da comunidade europeia, como noutros documentos dos quais deixo aqui exemplo.

“As the adoption (or integration) of a living labs approach has important implications, for its implementation into existing regional instruments of innovation it should be taken into account the specific situation in particular regions. Implementing the living lab concept into the existing instruments and policies requires the collaboration among key stakeholders at the regional and cities level, such as public administrations, regional and city development agencies, research institutes and companies as well as cities as end-users and also co-creators of innovations. Such collaboration could very well be agreed in a public-private partnership programme for regional innovation. Such a structure would avoid already the fragmentation of projects and difficulties to pass the phases of applications development and prototyping, often found in current innovation programmes. The region-wide collaboration and coordination would at least establish the conditions for systematic networking and exchange, reuse and sharing of knowledge and technologies, and scaling up and roll out.” – LIVING LABS AND OPEN INNOVATION POLICY IN REGIONS FOR THE BENEFIT OF SMES  

Conte-me as suas experiências ou casos que conheça em Inovação Aberta! Obrigado!

The Interdisciplinary teams on OI and DT

24 de Março de 2010

(Texto em Portugês depois deste)

The Interdisciplinary teams value

Innovation is a concept that occupies a space of its own in the creation and development of business. It is without doubt the most important competitive factor today and in the coming years.

We begin to think of innovation to get to innovative thinking. Many of the traditional methodologies do not meet the new challenges and new approaches are required.

Design thinking is not new. What is new is to reflect andexplore the “design thinking”.

Traditionally, organizations were viewed as separate systemic levels of analysis ranging from the individual to the organization, through the groups. There is a point of entry and exit.

Although these levels can and should exist as a reference, the approach has a greater focus on interaction and multiple points of entry and exit information. Knowledge is becoming more of management.

Martin Schuurmans, European Institute of Innovation and Technology said, “in addition to open innovation, a structural change in Europe’s innovation ecosystem also requires the full integration of the knowledge triangle; that is of higher education, research and business/innovation. To unleash Europe’s innovation potential, borders between academia and business, between teaching and research must be broken and made largely subordinate to entrepreneurship, which should be both the glue and the driver to success in innovation within the knowledge triangle”

Collecting opinions of various authorities to make a decision is important, but if not allowed to cognitive conflict between these entities to expect the result will not be desired. The decision should not result from a sum but the combination of various opinions. That makes the difference.

Design Thinking pushes interdisciplinary teams and Open innovation is not possible without an interdisciplinary approach.

In open innovation teams from different organizations work together to develop new products, services, or markets. This organizational diversity can positively influence collaborative knowledge creation but can frustrate and obstruct the process as well.

” To increase the success rates of open innovation, it is vital to learn how individuals create knowledge in open innovation teams and the problems they face. However, HRD research on this topic is still lacking. This article reviews the literature in HRD, organizational, and learning sciences, describing how individuals interact when creating knowledge collaboratively, and gives an overview of the challenges with collaborative knowledge creation in open innovation teams.” – The Challenges of Collaborative Knowledge Creation in Open Innovation

The differentiation between interdisciplinary and multidisciplinary teams is not widely supported and is their most visible in the area of health.

This differentiation often results in the number, “Interdisciplinary,” two elements, multidisciplinary, for more than two. However it is not only number that is concerned, it is also a question of territory of knowledge and rationale.

The interdisciplinary teams have a high level of production and many teams are usually at the stage of implementation of ideas and therefore need to be aware of how to channel energy.

There is an advantage in interdisciplinary teams that results from the formation of general skills by the team members, when they discuss the possibility of intervention of third parties in their areas of expertise. The consequences are to be expected because the “threats” are known.

The interdisciplinary approach allows an almost immediate reward and the team members.

 

 

 

Interdisciplinaridade em OI e DT

Inovação é um conceito que ocupa um espaço muito próprio na criação e desenvolvimento de negócio. É sem sombra de dúvida o factor competitivo mais relevante hoje e nos próximos anos.

Começa-se por pensar em inovação para chegar ao pensamento inovador. Muitas das metodologias tradicionais não respondem aos novos desafios e novas abordagens são requisitadas.

Pensar design não é novo. O que é novo é o reflectir, explorar o “pensar design”.

Tradicionalmente as organizações eram vistas como entidades sistémicas, com níveis de análise que vão desde o indivíduo à organização, passando pelos grupos. Há um ponto de entrada e um de saída.

Embora esses níveis possam e devam existir como referencial, a abordagem tem um foco maior na interacção e nos múltiplos pontos de entrada e saída de informação. O conhecimento necessita cada vez mais de gestão.

Martin Schuurmans, do Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia diz, “além de abrir a inovação, uma mudança estrutural no ecossistema de inovação na Europa exige a plena integração do triângulo do conhecimento, isto é do ensino superior, investigação e  empresas / inovação.

Para libertar o potencial inovador da Europa, as fronteiras, entre o mundo académico e empresarial, entre ensino e investigação devem ser quebradas e em grande parte subordinadas ao empreendedorismo, que deve ser tanto a cola como o condutor para o sucesso em inovação dentro do triângulo do conhecimento”.

Coleccionar pareceres de várias autoridades para tomar uma decisão é importante, mas, se não for permitido o conflito cognitivo entre essas entidades o resultado a esperar não será o desejado. A decisão não deve resultar de um somatório mas sim da combinação dos vários pareceres. Isso faz a diferença.

Pensar design força a interdisciplinaridade. A inovação aberta também não é possível sem interdisciplinaridade.

“Em equipas de inovação aberta, as pessoas de diferentes organizações trabalhar em conjunto para desenvolver novos produtos, serviços ou mercados.

Esta diversidade organizacional, pode influenciar positivamente a colaboração na criação de conhecimento, mas pode frustrar e obstruir o processo também. Para aumentar as taxas de sucesso de inovação aberta, é vital para saber como as pessoas criam conhecimento nas equipas de inovação aberta e os problemas que enfrentam. No entanto, a investigação sobre este tema de DRH ainda é inexistente. Este artigo revê a literatura no DRH, organizacionais e de aprendizagem das ciências, descrevendo como os indivíduos interagem na criação de conhecimento de forma colaborativa, e dá uma visão geral dos desafios com conhecimento colaborativo e criação de equipas de inovação aberta.” – The Challenges of Collaborative Knowledge Creation in Open Innovation Teams

A diferenciação entre interdisciplinar e multidisciplinar não é muito consensual e tem a sua dimensão mais visível na área da saúde.

Esta diferenciação resulta muitas vezes do número, “ Interdisciplinar”, dois elementos,  multidisciplinar,  para mais de dois. No entanto não é só número que está em causa, é também uma questão de território do saber e da fundamentação lógica.

As equipas interdisciplinares têm um alto nível de produção e normalmente são equipas numerosas, na fase de implementação de ideias, pelo que precisam de estar atentos à forma como canalizam a energia.

Há uma vantagem nas equipas interdisciplinares que resulta da formação de competências generalistas por parte dos membros da equipa, quando têm a possibilidade de discutir intervenções de terceiros nas suas áreas de conhecimento. As consequências passam a ser previsíveis porque as “ameaças” são conhecidas.

A interdisciplinaridade permite o reconhecimento e a recompensa quase imediatas aos membros da equipa.

Bloqueios sociais à criatividade?

24 de Março de 2010

Quantas vezes aquele bloqueio me surpreende?

 

 

Umas vezes querendo mostrar o nosso conhecimento, outras tentando encontrar uma solução para um problema, deparamo-nos com bloqueios mentais.

A ansiedade aumento e a nossa resposta tarda cada vez mais. Isto acontece por várias razões e uma delas é o meio ambiente em que estamos inseridos.

Não podemos esquecer o nosso passado e se o ambiente proporciona imagens menos boas desse passado, reagimos de forma inadequada.

Se queremos ser criativos, e encontrar uma solução para um problema, temos que dar um salto para um ambiente favorável.

O meio ambiente pode ser de apoio, mas também pode ser uma obstrução e, nós podemos deliberadamente criar um ambiente pleno de estímulos criativos, ou pelo menos apenas muito relaxante.

Os ambientes criativos podem variar com as pessoas e estados de espírito, de modo que podemos querer experimentar como nos sentimos e verificar se construímos um ambiente, o mais eficaz possível.

 

As pessoas são por natureza altamente sociais e nós, como pessoas com facilidade reagimos à presença de outras pessoas e até mesmo, só de pensar que alguém pode observar-nos, ficamos bloqueados.

A sociedade competitiva de que fazemos parte, é fértil em juízos de valor e, pode facilmente levar-nos a avaliar os outros e às suas ideias, mesmo quando estamos consciente de que o procedimento não é correcto.

Nós funcionamos, perante os outros com segurança psicológica quando aceitamos a pessoa, quando usamos empatia e não as avaliamos

Mas nós também temos a liberdade psicológica de pensar, sentir e contribuir plenamente.

No fundo, somos nós mesmos, que originamos a maior parte dos bloqueios, especificamente o nosso subconsciente, quando não nos alerta para as armadilhas do pensamento convencional, retirando-nos a liberdade de criar.

É o nosso passado, construtor exímio de sinais proibidos e luzes amarelas e vermelhas, que nos impede de circular pela estrada da imaginação e criatividade. São regras, normas e outros dissabores que, se por um lado são bons constrangimentos, por outro inibem a nossa capacidade criativa. É a lógica em detrimento da emoção e da intuição.

Os bloqueios são todos internos, mas sabemos que o meio ambiente, incluindo as pessoas que nos rodeiam, principalmente aquelas que emocionalmente condicionam a nossa vida.

Vistas bem as coisa a criatividade como a maior parte das vezes a aceitamos é uma ilusão. Tendemos a aceitá-la como uma actividade muito própria quando ela é resultado de interacções sociais.

Algumas culturas ao longo da História têm promovido a criatividade mais do que outras, criando condições propícias à produção criativa.

No século XXI assistimos a mais um ciclo em que algumas culturas procuram promover a criatividade enquanto outras apenas reclamam a subsistência.

Uma questão de bloqueio? Comente!


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